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terça-feira, 28 de abril de 2026

MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR


Moonlight: Sob a Luz do Luar, dirigido por Barry Jenkins, é um drama sensível e profundamente humano que constrói sua narrativa a partir do silêncio, dos olhares e das experiências íntimas de seu protagonista. Vencedor do Oscar de Melhor Filme, a obra se destaca por sua delicadeza ao tratar temas como identidade, masculinidade e pertencimento.

quarta-feira, 14 de maio de 2025

A AUTÓPSIA


Dirigido por André Øvredal, Autópsia é um thriller de terror psicológico que se destaca por sua atmosfera claustrofóbica, narrativa engenhosa e construção gradual do suspense. O filme gira em torno de Tommy e Austin Tilden, pai e filho que trabalham como médicos legistas em uma pequena cidade americana. A rotina é quebrada quando recebem o corpo não identificado de uma jovem – a Jane Doe do título – encontrada misteriosamente enterrada em uma cena de múltiplo homicídio, mas sem nenhum sinal externo de violência.

sábado, 19 de abril de 2025

A INTROMETIDA


A Intrometida
 é uma comédia dramática delicada e bem-humorada sobre perdas, recomeços e o amor incondicional de uma mãe. Com direção sensível de Lorene Scafaria, o filme se constrói como um retrato afetivo – e às vezes incômodo – da relação entre uma mãe viúva e sua filha adulta, à medida que tentam redescobrir seus próprios caminhos. 

domingo, 19 de janeiro de 2025

AQUARIUS

 

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, Aquarius é um drama brasileiro que combina intimismo e crítica social para contar a história de Clara, uma jornalista aposentada e viúva interpretada de forma brilhante por Sônia Braga. O filme é um retrato de resistência e memória, ambientado em Recife, e explora temas como gentrificação, envelhecimento e autonomia feminina.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

SÉRIE: AS CRÔNICAS DE SHANNARA

 

A série As Crônicas de Shannara (The Shannara Chronicles), lançada em 2016, é baseada na obra de Terry Brooks, mais especificamente no livro The Elfstones of Shannara. Com uma mistura de fantasia épica e elementos de ficção pós-apocalíptica, a produção traz um universo repleto de elfos, druidas, demônios e paisagens encantadoras que prometem capturar o público juvenil fã de títulos como O Senhor dos Anéis ou Game of Thrones. No entanto, apesar de um visual impressionante e uma premissa intrigante, a série enfrenta desafios tanto no desenvolvimento do enredo quanto na profundidade de seus personagens. 

terça-feira, 26 de julho de 2022

TEMPO CONTADO

 

Tempo Contado, título original Term Life, é um filme americano de 2016, dirigido por Peter Billingsley. O longa é estrelado por Vince Vaughn e Hailee Steinfeld.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

O SONO DA MORTE

 

O Sono da Morte, título original Before I Wake é um filme lançado em 2016 dirigido por Mike Flanagan e estrelado por Jacob Tremblay, Kate Bosworth e Thomas Jane. 

sábado, 1 de agosto de 2020

SECUESTRO (2016)


Secuestro é um suspense espanhol lançado em 2016, dirigido por Mar Targarona e o roteiro foi escrito por Oriol Paulo. Estrelado por Blanca Portillo, Antonio Dechent, José Coronado e Andrés Herrera. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

RAW (GRAVE)


Grave ou podemos referir como Raw é uma coprodução da França com a Bélgica lançado em 2016. Dirigido por Julia Ducournau e estrelado por Garance Marillier. É um filme de terror polêmico com cenas de arrepiar! 

sábado, 7 de setembro de 2019

A VOZ DO SILÊNCIO: KOE NO KATACHI


A Voz do Silêncio: Koe no Katachi é um filme de animação japonês produzido pelo estúdio Kyoto Animation. Dirigido por Naoko Yamada, lançado em 2016 e é baseado no mangá de mesmo nome escrito e ilustrado por Yoshitoki Ōima. 

domingo, 11 de agosto de 2019

MILAGRES DO PARAÍSO


Milagres do Paraíso, título original Miracles From Heaven é um drama dirigido por Patricia Riggen, cuja história se baseia no livro homônimo de Christy Beam. O filme foi lançado em 2016 e é estrelado por Jennifer Garner, Kylie Rogers, Martin Henderson, John Carroll Lynch, Eugêncio Derbez e Queen Latifah. 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

É FADA!


Quem acompanha este blog já deve ter me notado falar que muita bilheteria não é sinônimo de um bom filme. Infelizmente, as pessoas tendem a comemorar o dinheiro que determinado filme arrecada ao invés do conteúdo em que ele apresenta. Claro que há casos específicos onde o fã pode e com toda a razão comemorar o sucesso de um determinado filme, em especial por que isso significa que haverá sequências, mas de modo geral, o que realmente deve contar é o que o filme realmente nos traz. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ


A adaptação do romance homônimo de Jojo Moyes Me Before You chegou aos cinemas no ano de 2016, e tem agradado boa parte do público. Dirigido por Thea Sharrock, e estrelado por Emilia Clarke, Sam Clafin, Jenna Coleman, Charles Dance e Matthew Lewis.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

HUSH - A MORTE OUVE


Hush – A Morte Ouve é um filme de suspense dirigido por Mike Flanagan e lançado em 2016. Esse filme apesar de conter uma história clichê, consegue cumprir os principais quesitos para um bom filme de suspense, que prende a atenção, nos deixam apreensivos e torcendo pela protagonista. No elenco temos os nomes de Kate Siegel, John Gallagher Jr. Samantha Sloyan e Michael Trucco.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O HOMEM NAS TREVAS


O Homem nas Trevas, título original Don’t Breathe foi uma das grandes surpresas do gênero suspense no ano de 2016. Dirigido por Fede Alvarez e estrelado por Jane Levy, Dylan Minnette, Daniel Zovatto e Stephen Lang. O filme se concentra em três amigos que em uma tentativa de assalto, acabam ficando presos dentro da casa de um homem cego.

terça-feira, 22 de maio de 2018

NO FIM DO TÚNEL


No Fim do Túnel é uma coprodução da Argentina com a Espanha dirigida por Rodrigo Grande lançado em 2016. Protagonizado por Leonardo Sbaraglia e Clara Lago, esse filme é um suspense autêntico e claustrofóbico que possui uma trama extremamente interessante dividida em camadas, das quais nos prende na história e nos leva a um desfecho impactante.

Sinopse: Joaquín (Leonardo Sbaraglia) é cadeirante e cansou de viver solitário em sua velha e escura casa. Por isso, decidiu alugar um de seus quartos para a stripper Berta (Clara Lago) e sua filha, Betty (Uma Salduende). A presença das duas alegra a casa e a vida de Joaquín. Mas o que ele não imagina é que, malandramente, tudo não passa de uma estratégia da moça e de seu namorado, o criminoso Galereto (Pablo Echarri), para criar um túnel por baixo da casa e roubar um banco da região.

Os elementos base dessa história são clichês, alguns até mesmo nos fazem lembrar grandes obras de cineastas consagrados, como Alfred Hitchcock e Quentin Tarantino. Mas, o bom e acerto do diretor Rodrigo Grande, que também assina o roteiro, é fugir de clichês gritantes e nos mostrar um suspense que mesmo sendo óbvio, é capaz de nos surpreender. Sim, a trama de No Fim do Túnel praticamente entrega toda a história em sua sinopse, e dentro desse contexto é que a narrativa triunfa.


O personagem Joaquín nos conduz juntamente com ele para uma espécie de investigação clandestina sobre um assalto, e que esse golpe se passava bem embaixo dele. E como se não bastasse, a garota a quem ele alugou um quarto é a namorada do bandido, que propositalmente está em sua casa para distraí-lo. A trama caminha em um clima tenso e claustrofóbico, que na maior parte do tempo se passa dentro da casa de Joaquín. E há algumas revelações impressionantes sobre o elenco, o que de certa forma irá se desenvolver junto com a proposta principal em relação ao roubo.

E por falar em coisas que surpreendem, nesse filme não há plot twist daqueles que são capazes de deixar a pessoa boquiaberta, longe disso, a trama aposta mais na tensão. O espectador fica mergulhado na trama, ansioso para saber como tudo vai acabar, se vai dar alguma coisa errada, quem vai morrer ou quem vai preso. Nesse sentido, o suspense do filme é diferenciado, embora em algumas partes possa parecer arrastado, é bom saber que todos os elementos e situações retratadas não são para encher espaço, pois cada aspecto terá uma importância, cada camada é preenchida. Pra mim, isso valeu muito a pena!

O elenco é formidável! Começando pelo protagonista Leonardo Sbaraglia que faz uma brilhante atuação como um cadeirante aparentemente inofensivo, esse ator inclusive fez parte no elenco do impecável Relatos Selvagens. Ele consegue mostrar uma pessoa que mesmo sendo deficiente, pode ser esperta o bastante para improvisar qualquer coisa que ele tenha feito ou viu alguém fazer. A personagem de Clara Lago tem algumas limitações, ela por ser uma stripper, envolvida com um criminoso, mas sem nenhum consentimento que este tem em relação a sua filha, que não fala já há um bom tempo.


A atriz rouba a cena nos momentos que ela está dançando, esbanjando sua sensualidade e beleza, é óbvio que para nós homens, ela foi de certo modo o centro das atenções, mas eu ainda gosto mais dela no filme O Quarto Secreto. No entanto, a atriz mirim que interpreta sua filha é quem me cativou em especial, não estou falando do mesmo modo que Lago, claro que não, mas sim da atuação da garota que passa a maior parte do filme sem abrir o bico, e seu temperamento, visivelmente perturbado é o que me tem chamado atenção. As atitudes dela para com o cachorro de Joaquín revela algum sentimento oculto que ela esconde até mesmo de sua mãe. E isso acaba fazendo com que um dos bandidos vire um mocinho.

Mas, não vou falar mais detalhes do filme por que pode estragar a surpresa de quem ainda não viu, só sei que No Fim do Túnel é uma produção longe dos padrões de Hollywood, e como suspense, ele não deixa a desejar nem um pouco. Como eu já falei aqui no blog, o cinema argentino está de parabéns por fazer um ótimo trabalho que merece e deve ter o devido reconhecimento do público geral, não só na América Latina, mas no restante do planeta! 

NOTA: 7/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

quinta-feira, 8 de março de 2018

A CRIADA


Sabe aqueles filmes em que você assiste e acha que sabe o que se passa na história, mas no fim de tudo acaba se surpreendendo com revelações inesperadas e imprevisíveis? Existem muitos filmes assim, porém, o sul coreano A Criada tem uma diferença que o torna muito especial. A trama é tão bem desenvolvida e separada em três segmentos, onde em cada um deles, mas especificamente nos dois primeiros onde podemos atribuir a seguinte situação para o espectador: “você acha que sabe o que tá acontecendo, contudo, você não sabe é de nada.” A Criada triunfa magistralmente nesse sentido de pegar aqueles que assistem de surpresa, e isso o torna uma produção magnífica, tanto bela excelente história, atuações e estrutura narrativa impecável. Dirigido pelo cineasta Park Chan-wook (mesmo diretor de Oldboy), A Criada é um drama erótico lançado em 2016. Protagonizado por Kim Min-hee, Kim Tae-ri, Ha Jung-woo e Moon So-ri. O filme é baseado no romance galês Fingersmith de Sarah Waters.

A Criada se baseia nos anos 30, durante a ocupação japonesa na província da Coreia (na época em que não era dividida entre sul e norte), onde a jovem Sookee (Kim Tae-ri) é contratada para trabalhar para uma herdeira nipônica, Hideko (Kim Min-hee), que leva uma vida isolada e infeliz ao lado do tio autoritário. Só que Sookee guarda um segredo: ela e um vigarista planejam desposar a herdeira, roubar sua fortuna e trancafiá-la em um sanatório. Tudo ocorre bem de acordo com o plano, porém, Sookee começa aos poucos compreender as motivações de Hideko, e é nessa linha narrativa que o filme caminha durante seu primeiro segmento, e quando chegar ao clímax, revelações surpreendentes vêm à tona.


A Criada é um filme que não brinca com a nossa inteligência e muito menos abusa dela. Pois o modo como Park Chan-wook conduz o filme com talento e sensibilidade, nos dar motivos para compreender cada ponto, e é também nisso que vemos sua singularidade em mostrar a importância de cada cena, cada fala e expressão facial dos personagens. Alguns podem se sentir confusos ao término do primeiro segmento, mas o segundo irá mostrar quase que a mesma situação de antes, porém, com outro ponto de vista e encaixando várias peças que foram deixadas em aberto. E ainda assim, o término do segundo segmento é também surpreendente. Mais uma vez encaixando a situação para quem assiste: “você acha que sabe o que tá acontecendo, contudo, você não sabe é de nada.”

Nessa linha narrativa que predomina o filme todo, sinceramente é impossível dizer que o filme é ruim. Pelo amor do que você acredita, sei inclusive que gosto não se discute, mas dizer que A Criada é um filme ruim, é uma coisa que sinceramente, não dar pra entender, a menos que a pessoa tenha assistido da forma errada. Como dito no inicio desse texto, o triunfo do filme é surpreender, sem abusar da lógica e da capacidade mental que temos de raciocinar as situações. Entendo que na primeira parte podemos ficar confusos, eu fiquei também, no entanto, o restante do filme complementa tudo e não deixa nada, absolutamente nada em aberto. Na primeira vez que o vi, ao terminar me deu vontade de se levantar de onde eu estava sentado e aplaudir. Mas, eu estava sozinho em casa quando assisti. Então me contive em respeito a isso, mas ao mesmo tempo fiquei maravilhado de poder ter visto uma obra-prima gigantesca e para minha maior satisfação, se tratava de uma produção coreana.


O conteúdo do filme é bem misto. Sua narrativa é uma mistura entre abuso autoritário, inclusão de crianças em conteúdos obscenos, lesbianismo, nudez explícita, romance, golpe do baú, torturas, cárcere privado, entre outros fatores que levam o filme ao topo, por abordar cada ponto com precisão e na dosagem certa. Entendemos que no primeiro segmento narrado e visto de acordo com o ponto de visão da criada Sookee, que planejara aplicar um golpe na garota Hideko com a ajuda de um vigarista que finge ser um conde importante. Porém, ao notar a inocência de sua patroa, Sookee vai desenvolvendo afeição por ela, o que mais tarde resulta em um romance entre as duas, e isso acaba por gerar possíveis mudanças em relação ao plano original de roubar a herança da jovem. Mas, como já dito, o final dessa primeira parte foi surpreendente, porém, não irei entrar nos detalhes sobre isso, pois não quero soltar spoilers.

No segundo ato, entendemos a vida de Hideko desde criança, onde na época de sua inocência, ela era obrigada a ler contos pornográficos ao seu tio e outros homens pervertidos que ouviam com prazer e lascívia. E para piorar cada vez mais a vida da jovem, ela sofre maus tratos, principalmente após sua tia se suicidar. Depois que ela cresce, a narrativa vista no primeiro ato ganha espaço novamente só que do ponto de vista da Hikedo, que inclusive narra algumas situações já vistas e também as novas que irão ser uma espécie de complemento daquilo que não entendemos com precisão no primeiro ato, e mais uma vez, o ato termina com um final que nos surpreende. E o terceiro e último ato nos leva a conclusão de tudo que fora visto, desde os absurdos no que diz respeito às atitudes obscenas e egoístas da parte daqueles que fizeram com que a vida de Sookee e Hideko não fizesse nenhum sentido, e como as duas se apaixonam, elas lutam pelo amor que nutrem uma pela outra, e devo afirmar que a conclusão foi mais do que plausível, foi espetacular.


Entretanto, há a necessidade de chamar atenção para as cenas de nudez. Primeiro, é justo elogiar o desempenho das atrizes que conseguiram fazer cenas bem realistas de sexo lésbico, pois compreendemos que tais cenas são difíceis de fazer, inclusive vi entrevistas de alguns atores que tiveram de ficar nus em algumas cenas em que trabalham, e muitos deles afirmaram com grande convicção que simular momentos em que os personagens fazem sexo é muito difícil de fazer, primeiro por que é constrangedor, óbvio, e segundo manter a concentração diante de câmeras e luzes, não é pra qualquer um, nem mesmo atores do ramo pornô dizem que é algo fácil. Portanto, em A Criada tais cenas foram bem trabalhadas e mostraram uma sensualidade incrível.

A segunda coisa a se considerar a respeito disso é que, tais cenas não foram exagero, conforme as menções de alguns críticos, pois a história do filme baseada no livro da autora Sarah Waters, exigia isso, ou vão querer agora contrariar a história original? Além do mais, quando alguém vai assistir ao filme, a pessoa deve ter em mente que se trata de um drama erótico, essas cenas são necessárias e tem uma correlação para tudo no filme. Por isso não reclame se ao longo da projeção, você se deparar com cenas de sexo, ainda mais lésbico. Eu não liguei pra esse detalhe, e em minha opinião, isso não compromete a qualidade e ousadia pela qual o filme caminha durante mais de duas horas de duração.


Como fã do cinema sul coreano, eu procuro entender principalmente a essência de cada produção, e que a respeito disso o gênero em questão faz uma diferença enorme. O drama, por exemplo, é o gênero de filme que mais me encanta. E se uma produção cinematográfica consegue demonstrar atributos como qualidade, simplicidade, emoção e uma trama singular gerada a partir de uma narrativa que não perde ritmo e nem deixa pontas soltas, independente se vai terminar com um final feliz ou triste, eu já saio satisfeito no final. E o filme A Criada se encaixa nisso perfeitamente, e eu jamais irei dizer que me arrependo de ter visto, ao contrário, eu digo com todas as letras que é uma obra-prima, maravilhosamente bem feita e imprevisível e por isso cheia de surpresas.

Se você ainda não viu A Criada, mas pretende conferir o quanto antes, recomendo que esteja ciente de sua proposta e abra a mente para cada situação que ali irá retratar. Não seja preconceituoso e intolerante, mergulhe na trama e sinta cada emoção e pancada que as reviravoltas irão aplicar contra você, mas ao término do filme, provavelmente você irá sair com uma mente mais aberta e madura. Eu me senti assim, e espero que você aprenda o mesmo, pois na vida existem o que é absurdo e o que é tolerável, o que afeta a vida de alguém e o que não afeta, e com isso você consegue diferenciar cada um destes aspectos, colocando-os no devido lugar. 

NOTA: 10/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

INVASÃO ZUMBI (2016)


O cinema sul-coreano veio para ficar. Estou cansado de falar isso para alguns de meus amigos cinéfilos. A maneira como os asiáticos fazem seus filmes, mesmo abusando dos clichês, é algo impressionante. Digo isso por que a maioria das pessoas consideram os filmes clichês como ruins, que não inovou em nada. Mas, na minha humilde opinião, clichê ou não, o que faz um filme bom é o modo como ele é feito e se irá cumprir sua premissa inicial. Com o filme sul-coreano Invasão Zumbi lançado em 2016, os clichês pouco importa quando a produção consegue cumprir suas perspectivas, como muita tensão, ação, luta pela sobrevivência e atitudes bizarras que o ser humano toma para salvar sua pele.

Dirigido por Yeon Sang-ho, que consegue conduzir o filme mostrando um pouco de cada personagem que irá ter seus momentos. O filme se centra dentro de um trem de alta velocidade com destino à cidade de Busan. Porém, o país está passando por uma epidemia mortal, onde um vírus transforma as pessoas em zumbis e que se espalha rapidamente. Quando se pensa que dentro do trem está seguro, engana-se, pois uma moça infectada entra no vagão e passa a infectar os passageiros, e a contaminação a partir daí é inevitável, só restando então lutar pela sobrevivência.


No inicio somos apresentados ao protagonista do filme, um executivo obcecado pelo trabalho e, que quase não dar atenção para a filha, um sinal claro disso é quando ele da o mesmo presente de aniversário para a garota. Para recompensa-la, ele a acompanha para levar a menina para passar o aniversário com a mãe, já que eles eram separados. Ele é um pouco egoísta e a garota é extremamente solidária e rouba a cena toda vez que aparece, e à medida que o filme vai caminhando, os dois vão desenvolvendo melhor o vínculo entre pai e filha, onde ele principalmente irá aprender com ela lições importantes em relação as suas próprias atitudes. A jornada de ambos consiste em embarcar em um trem, onde iremos conhecer outros personagens que irão ganhar algum destaque ao longo do filme.

Lá dentro, conhecemos um casal onde a mulher está grávida, uma equipe de beisebol e suas líderes de torcida, duas senhoras, um funcionário da empresa de trens muito egoísta, e um mendigo que corre para o vagão com medo dos ataques que ocorrem fora do trem. Os passageiros não sabem o que se passa do lado de fora, e o filme não se preocupa em explicar as causas da infecção, a não ser em uma cena inicial que podemos interpretar a causa, onde é dito que houve um vazamento em uma empresa de químicos. Afinal, tal cena não pode ser gratuita, tem sim o seu contexto mesmo que nada no filme explique. Então, cabe a nós que assistimos interpretar da melhor forma.


No trem, quando todos pensavam estar seguros, uma moça infectada entra se transformando. A transformação é muito rápida e consiste em fazer com que o infectado tenha convulsões e se mexa de uma forma sinistra e bizarra. Quando o primeiro passageiro é mordido, se transforma e o caos se instala. Achei muito interessante a forma como a direção cria um clima altamente tenso dentro de um local limitado cheio de pessoas. Acha desesperador ter em companhia zumbis bizarros dispostos a ataca-lo? Prepare-se para o pior.

O medo e o desespero toma conta de tudo. Os personagens coadjuvantes ganham o destaque que devem, como o casal que fica próximo a menina e o funcionário da empresa de trens que faz com que o clima dentro do local ficasse ainda pior, por apenas pensar em si mesmo, fazendo com que os passageiros fiquem contra uns aos outros em beneficio próprio. Isso faz com que o perigo se duplique mais ainda onde a frieza e a impossibilidade de querer ajudar o próximo ganhe mais espaço. Por outro lado, sentimos empatia por outros personagens, como as duas senhoras, o marido da grávida, como também a própria e principalmente a garotinha que em pleno aniversário se vê diante de uma situação aterradora. Um dos membros da equipe de beisebol e uma das líderes também ganha espaço e não queremos que eles terminem de forma trágica, mas como dito, parece mais que os personagens egoístas são muito piores do que os próprios zumbis.


O roteiro ainda acerta por incluir a incapacidade dos zumbis de enxergarem no escuro, dando a chance necessária para que os personagens tenham uma vantagem na luta pela sobrevivência. Vale destacar a cena incrível onde alguns passageiros precisam passar por alguns vagões repletos de zumbis para poderem salvar seus entes queridos, e a principal arma? A hora em que o trem entra em um túnel, onde tudo fica escuro e facilita a passagem no meio dos infectados, o filme nos presenteia também com boas cenas de ação que mesclam junto ao terror e o desespero para não ser infectado.

O final de Invasão Zumbi é de partir o coração. Ficamos com muito ódio de um dos personagens que praticamente por causa dele, a carnificina foi maior do que o esperado. Mas, é justo perceber que tais acontecimentos seriam previsíveis, já que o filme não apenas traz ameaça da parte dos zumbis, mas também dos que lutam pela sobrevivência.


Invasão Zumbi é clichê? Sim! Por ser clichê é um filme ruim? Nunca! Apesar de abordar um tema muito comum, a forma como a narrativa se segue, explorando o medo e o egoísmo foi algo extremamente notório e criativo. O longa não abusa apenas na questão da infecção, mas em cada sentimento expresso pelos personagens que de alguma forma mostram aspectos diferentes um do outro. Sacrífico para salvar quem ama, morrer junto com a pessoa que gosta, se vingar dos egoístas que propositalmente impede a sobrevivência de terceiros e por fim, a típica situação antes você do que eu. De modo geral, o filme claramente mostra os dois lados opostos do ser humano quando se vê diante de uma situação de vida ou morte.

Como eu já falei aqui no blog e torno a repetir, o cinema sul-coreano é bom, é de qualidade e tem feito ótimos trabalhos nos últimos anos, tanto na questão de abordar temas originais e também fazer com que os clichês sejam vistos com uma perspectiva diferente. Enfim, recomendo Invasão Zumbi por que é um filmaço, como também outros filmes sul-coreanos que ganharam meu respeito. 

NOTA: 9,5/10

Veja o trailer de Invasão Zumbi no vídeo abaixo: 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O GRANDE MESTRE 3


O terceiro filme da franquia Ip Man, mais conhecida aqui no Brasil como O Grande Mestre, teve seu lançamento feito em 2016, novamente com a direção de Wilson Yip e se foca na década de 50, onde Ip Man e sua família continuam morando em Hong Kong, com o mestre Ip ainda lecionando a arte do Wing Chun, se tornando um mestre famoso na cidade. O Grande Mestre 3 continua a história e novamente Donnie Yen interpreta o mestre Ip. Alguns personagens novos são introduzidos neste novo filme, mas há participações especiais também, como o ex-lutador Mike Tyson e Danny Chan.

Sinopse: O mestre Ip (Donnie Yen) reencontra seu pupilo Bruce Lee (Danny Chan) e precisa mais uma vez proteger os moradores de sua cidade. O lugar está sendo ameaçado pelo gângster Frank (Mike Tyson), que desafia Ip Man para um grande combate.

O Grande Mestre 3 não é muito diferente de seus dois antecessores, mas seu diferencial está no drama, é bem mais tocante a história devido a doença da esposa de Ip Man que conduz o filme de uma maneira sutil, emocionante e muito triste, fazendo até mesmo do mestre Ip alguém irreconhecível, pois sempre o víamos treinando e lutando. Mas apesar disso, o filme não desvia de seu foco que ainda permanece nas cenas de luta. Aqui aparece um lutador de Wing Chun que é dito ser um dos alunos da escola onde Ip Man aprendeu sua arte. A princípio, esses dois possuem um relacionamento amigável, mas situações inesperadas farão com que se tornem rivais.

Mike Tyson faz sua participação como um vilão, que ameaça a escola onde o filho de Ip Man estuda, fazendo com que seu bando a ataquem várias vezes, pois queriam que o diretor a vendessem. Ip Man e seus discípulos para ajudar a polícia ficam como vigias do local, mas nem mesmo isso intimida os criminosos, pois existe uma conspiração criminosa envolvendo o gângster e os oficiais estrangeiros. A participação de Tyson no filme nos gera grandes expectativas, principalmente para uma luta entre ele e Ip Man. E isso acontece, mas deixa muito a desejar, já que a luta dura apenas 3 minutos e sem nenhum vencedor. Talvez o roteiro optasse para não deixar o personagem de Tyson como o vilão principal, já que o outro lutador de Wing Chun é visto com um rival de Ip Man, pois o havia insultado em público, ganhou fama, funda seu dojo e o desafia, afirmando que o kung fu do mestre Ip não é autentico.

Você talvez se pergunte: haverá uma luta, wing chun vs wing chun? Sim! E é a melhor luta do filme. Uma disputa de alto nível feita por colegas da mesma arte marcial. Mas, essa não é a única luta boa do filme, conforme já mencionado, a luta entre Ip Man e Frank (Mike Tyson) apesar de não ter terminado, foi muito boa, também um tailandês é contratado para dar uma surra no protagonista, que o enfrenta na frente de sua esposa doente, dentro de um elevador. Ip Man nessa cena chega a emocionar sua mulher, que a todo tempo se sentia jogada de lado com tantas responsabilidades nas costas de seu marido.

Como no final do segundo filme, um garoto chamado Bruce Lee se dirige a Ip Man pedindo para que ele o ensine, ele volta novamente neste filme já crescido para pedir ao mestre Wing Chun que o aceite como aluno. Sobre a participação de Bruce Lee no filme, houve controvérsias por que os produtores queriam computadorizar a imagem de Bruce Lee para o filme, mas a família do mito brigou na justiça, pois os responsáveis pelo filme iriam fazer isso sem a devida autorização. No final das contas, o ator Danny Chan, que curiosamente havia interpretado Lee na série chinesa Bruce Lee: A Lenda (que eu recomendo que assistam), pois o jovem ator tem uma grande semelhança com o lendário artista marcial. Portanto, sua participação foi bem legal, apesar de aparecer em apenas duas cenas.

Levando em conta para as cenas de luta, O Grande Mestre 3 é inferior aos demais, mas é superior no quesito de drama e o valor da família. Embora isso não colabore muito para o gênero principal, ele foi necessário, pois realmente a esposa de Ip Man sofria de câncer, e o filme além de retratar esse fato, ainda o tornou bastante dramático, fazendo até mesmo com que os egos de lutador ficassem em segundo plano. Particularmente eu achei louvável a atitude de Ip Man e diversos momentos. E o filme ainda é necessário assisti-lo por que se trata de uma biografia. Isso já é motivo suficiente para não perder, principalmente se você já tiver assistido os dois anteriores. 

NOTA: 7,5/10

Leia também: O Grande Mestre 
                     O Grande Mestre 2

Veja o trailer no vídeo abaixo:

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

QUASE 18


Ser adolescente não é nada fácil, quem já passou ou está passando por essa fase sabe o quanto é complicado ter que lidar com inúmeras mudanças no corpo, comportamento e a forma de ver o mundo. Quando se está perto de entrar para a vida adulta, há o sentimento de que estamos perdidos, sem nenhum rumo a seguir. Na história do cinema, já houve diversos filmes em que abordavam temas da adolescência, e muitas vezes não criamos nenhuma expectativa para temas assim, no entanto, a diretora Kelly Fremon estreou seu primeiro longa-metragem com o filme Quase 18, título original em inglês The Edge of Seventeen. O longa foi lançado em 2016 e cativou o público com seu roteiro bem construído e excelentes atuações, o que destaca a talentosíssima atriz Hailee Steinfeld, que foi indicada ao Globo de Ouro com sua brilhante performance. Além de Steinfeld, o elenco do filme conta com os nomes de Woody Harrelson, Kyra Sedgwick, Blake Jenner, Haley Lu Richardson e Hayden Szeto.

Sinopse: Crescer não é nada fácil para alguns, como para Nadine (Hailee Steinfeld), uma estudante que está enfrentando uma difícil situação desde que sua melhor amiga, Krista (Haley Lu Richardson), está namorando com o seu irmão mais velho, Darian (Blake Jenner). Nadine se sente mais sozinha do que nunca, ao menos até começar uma amizade com um jovem atencioso (Hayden Szeto).

Durante a trama, fica impossível não nos identificarmos com a protagonista. Ela passa por tanta dificuldade, desde a morte de seu pai, que era o único com quem ela era achegada, e depois ela passa a ter que lidar com a mãe e irmão, ambos não se dão bem com ela. E pra piorar, sua melhor e única amiga começa a namorar e se distancia de Nadine, causando ciúmes e revolta. Nadine é aquela típica adolescente antissocial, que tem dificuldades para interagir com outras pessoas, se enturmar e curtir a juventude.

Rodeada de problemas familiares, e para resolver problemas, a garota muitas vezes age sem pensar, utilizando métodos estúpidos e é claro que ela se dar mal em tudo. Kelly Fremon conduz a história com perfeição, sem perder o ritmo. Também explora os personagens que rodeiam a protagonista de uma forma magistral, sem apelação e tudo com um propósito.

Ao contrário do que se poderia pensar por se tratar de um filme em que a adolescência é o ápice, o filme não decepciona em absolutamente nada! Além de ser muito divertido acompanhar as situações cômicas em que Nadine se mete, seja na convivência com sua amiga, também quando ela esta do lado do rapaz que parece estar interessado nela, e quando ela marca um encontro com seu crush que acontece da forma mais bizarra possível. Com situações comuns da juventude, o filme não desafia a nossa inteligência e é extremamente honesto ao abordar dramas familiares e amorosos que ocorrem em uma jovem.

Quase 18 é um filme que não cria expectativas com sua sinopse e cartaz, mas ao assisti-lo, podemos sair surpreendidos com tamanha devoção e tranquilidade no desenvolvimento e do elenco em si. O roteiro escrito pela própria Kelly Fremon não deixa margens para possíveis clichês, mesmo quando já existem filmes com esse tipo de tema. Trazendo uma trama simples e interessante, que diverte e entretém. E à medida que o filme caminha para o desfecho, acontece que não nos damos conta do tempo, mesmo quando na primeira cena não ficamos muito interessados, mas quando a trama se desenvolve, ela prende a nossa atenção de uma maneira suave e emocionante. E isso é uma das coisas que o filme tenta fazer: nos emocionar. Quando a protagonista passa a aprender a lidar com seus problemas e agarrar a juventude tal como deve ser com todos os jovens, quem passa ou já passou por isso, consegue entender e compreender o que Nadine tem enfrentado no filme. Ela é uma espécie de espelho da personalidade de todos os adolescentes.

E não posso terminar sem deixar de descrever a minha admiração por Hailee Steinfeld e seu desempenho no filme. Não me surpreendi com isso, já que a jovem atriz já tinha feito outros trabalhos excelentes, tal como sua estreia em Bravura Indômita dos irmãos Coen. Em Quase 18 ela consegue se entregar à sua personagem de forma natural e convincente. O modo como ela se expressa como Nadine é muito engraçado, nos diverte e ao mesmo tempo emociona, sem dúvida essa foi uma das melhores atuações de Haille até agora, perdendo apenas para o faroeste já mencionado. Sua indicação ao Globo de Ouro foi mais que merecido, e o filme Quase 18, embora não aparenta ser o que é, eu recomendaria sem hesitar. 

NOTA: 8/10

Veja o trailer no vídeo abaixo: