Um dos grandes clássicos do terror, no qual
serviu de inspiração para diversos filmes do gênero, é sem sombra de dúvidas, O Exorcista. Mesmo que você nunca o tenha
visto, com certeza já ouviu falar por aí. Esse filme foi lançado em 1973, e foi
dirigido por William Friedkin.
Eu sempre costumo fazer listas de filmes que vou assistir em uma semana
ou no mês, mas por conta de alguns imprevistos, fatores habituais no meu dia-a-dia
ou o costume de dar preferência a alguns lançamentos; muitos filmes acabam
sendo adiados. Isso acontece muito, e um dos filmes que sofreu com isso foi Lua de Papel, título original Paper Moon, lançado em 1973 e dirigido
por Peter Bogdanovich. Fazia tempo que eu pretendia ver esse filme, nem lembro
ao certo que ano eu o havia selecionado. E como é inevitável, o arrependimento
é grande por tê-lo deixado de lado, por que o filme é uma obra-prima daquelas
que dificilmente você se esquece.
Lua de Papel é uma comédia dramática simples, porém,
divertida o suficiente para nos cativar e entreter bastante. Estrelado por Ryan
O’Neal e Tatum O’Neal, e vale dizer que não é mera coincidência o sobrenome de
ambos, pois são pai e filha atuando juntos. Lua
de Papel tem um marco memorável na história da sétima arte, pois através
desse filme que o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante foi entregue para a
garotinha Tatum O’Neal que tinha apenas dez anos, se tornando a pessoa mais
jovem a conquistar um Oscar dessa categoria.
A história do filme se passa durante a Grande Depressão nos anos 30, e
por isso foi filmado em preto e branco, nos trazendo através disso uma
fotografia maravilhosa. O enredo do filme gira em torno do vigarista Moses Pray
(Ryan) que costuma aplicar golpes em viúvas, e a garotinha Addie Loggins
(Tatum) que havia ficado órfã e cabe a Moses, a responsabilidade de levar a
garota para a casa de seus parentes, ignorando qualquer possibilidade de que
Addie seja sua filha. No caminho, os dois acabam ficando parceiros, aplicando
juntos golpes para ganhar dinheiro, que juntando a lábia de Moses e a simpatia
de Aggie, a dupla é até hoje conhecida por muitos como a dupla de vigaristas
mais famosa do cinema.
É impossível não se encantar com a química entre os protagonistas, claro
que o fato de serem pai e filha tem contribuído bastante nesse sentido. O filme
te prende de uma forma impressionante! Rimos de várias cenas, as atitudes da
menina para com seu tutor temporário, e vale mencionar que Aggie tem uma
mentalidade bem madura para uma criança da idade dela, isso acaba se tornando
um grande motivo para Moses se aproveitar dela para aplicar golpes diferentes.
Mas, nem por isso ele pode fugir da esperteza da garota que não quer trabalhar
de graça.
Em várias situações em que os dois golpistas se veem inseridos, chega
uma hora em que a missão de levar a garota para a casa dos parentes é
praticamente esquecida. Por que a maneira como eles ganham dinheiro com muita
facilidade juntos, na mente deles sem dúvida, o que importa é isso. Aliás, a
garota não conhece nenhum parente, e por ela se identificar melhor com aquele
que pode ser seu pai, não há alternativa a não ser viver com ele, mesmo que em
vários momentos, seja contra a vontade dele.
E pelo o fato do filme ser um pouco ousado na questão do politicamente
correto, por conter uma criança que fuma e mente de maneira descarada, alguns
podem não aprovar essa ousadia. Por outro lado, se levamos em conta a situação
da época em que é retratada, a vida da garota e sua família como a mãe falecida
e o provável pai, que tendência o filme poderia trazer em relação à menina? Em
minha humilde opinião, isso não foi um fator desnecessário, e sim teve um grau
bem realista envolvido.
Como eu disse no inicio, Lua de
Papel foi um filme que eu adiei bastante, no entanto, eu sabia que o filme
poderia ser bom, mas não imaginava a grandeza estabelecida por um roteiro
bacana, a fotografia impecável e as atuações principais dignas de serem
admiradas, se eu soubesse disso, jamais teria demorado tanto para ver o filme. Mas,
isso é uma coisa que não dar para adivinharmos, às vezes por levar em conta o
que a maioria diz, nem sempre irá ser a mesma coisa com a gente, por isso eu
evito levar em conta a opinião de terceiros.
Mas, após assistir o filme, tenho certeza que pode agradar muita gente
que ainda não viu ou que tem a curiosidade de ver. Como já é evidente, se trata
de uma comédia bem diferente e original, não importando as circunstâncias pelo
qual o filme irá nos retratar. Lua de
Papel é um passatempo saudável que remete também aos sentimentos de perda
ou decepção, seja por meios financeiros ou familiares.
Operação Dragão, título original Enter the Dragon foi o primeiro e único filme de Bruce Lee que teve
a participação de um estúdio de Hollywood, também foi este o filme que fez com
que Lee ficasse famoso internacionalmente e o último filme completo do astro,
que acabou falecendo pouco depois das filmagens. Operação Dragão foi lançado em 1973 e foi dirigido por Robert
Clouse. Além de Bruce Lee, o elenco tem os nomes de John Saxon e Jim Kelly.
Sinopse: Lee é um ex-monge Shaolin contatado por uma organização
secreta para aceitar participar de um Torneio de Artes Marciais patrocinado
pelo misterioso Han. Dentre os competidores estão lutadores do mundo todo,
incluindo o playboy e jogador Roper e o afro americano Willians, ativista dos
movimentos negros antirracistas. A missão de Lee é encontrar uma agente chinesa
infiltrada e desbaratar a organização criminosa de Han. Este é um traficante
internacional de heroína e ópio e mora em uma ilha fortemente guardada, onde
vive como um rei em um grande palácio.
Antes de começar a filmar Operação
Dragão, Bruce Lee estava trabalhando no projeto O Jogo da Morte, na qual havia filmado algumas cenas. Quando a
oportunidade de ouro apareceu, que era trabalhar com Hollywood, uma das maiores
ambições de Lee, ele deixa de lado O Jogo
da Morte e parte para a conquista do sucesso mundial. E de fato, isso
aconteceu apesar da trágica morte que abalou muita gente naquela época. Operação Dragão é mais um grande filme
de Lee, e um dos mais conhecidos. O clássico que fez com que os filmes de artes
marciais ganhassem espaço no cinema americano, e isso fez com que abrissem as
portas para estrelas orientais.
Nesse filme, Bruce Lee divide o protagonismo com John Saxon e Jim Kelly,
que participam do torneio de Han, porém apenas Lee sabia que tudo aquilo era
uma farsa, e que estava ali com uma missão. O filme ainda aborda questões
familiares que motivam o protagonista a ter aceitado trabalhar para a
organização secreta. A linha narrativa é simples e não traz nada de
excepcional, porém, as cenas de combates são ótimas, bem filmadas e ainda
utiliza o método câmera lenta em algumas cenas. Tráfico de drogas e humano é
tido como ponto de partida para o desenrolar da história e também seu desfecho.
Na ilha de Han, existem muitas restrições para impedir que os visitantes
descubram coisas ocultas, e como punição para cada ato considerado incompetente
era preso ou morto.
Na cena inicial do filme, vemos uma luta considerada clássica entre
Bruce Lee e Samo Hung, em uma espécie de treinamento do templo Shaolin. Bruce
Lee ainda utiliza falas criadas por ele mesmo, após modificar algumas coisas no
roteiro e incluir sua filosofia, como por exemplo, em uma cena ele diz que seu
estilo de luta é “a arte de lutar sem lutar”. Nesse filme temos também a
participação de Bolo Yeung, que posteriormente ficaria muito famoso,
principalmente após ser o antagonista do filme O Grande Dragão Brancoestrelado por Van Damme. No entanto, não
tivemos a chance de ver uma luta entre ele e Bruce Lee.
O clímax do filme é considerado uma das melhores sequências de ação na
época, Lee após ser descoberto entra em combate contra vários soldados,
inclusive vale a pena dizer que um desses soldados que apanha de Lee era Jackie
Chan, aquele que viria a se tornar famoso em anos posteriores. A cena final é conhecida
como a “luta na sala dos espelhos”, de fato, é uma cena memorável em que Lee
trava seu combate decisivo contra Han. E falando nesse vilão, uma das
características dele é que ele não possui uma das mãos, ele utiliza mãos
falsas, inclusive algumas como garras de tigre, facas pontiagudas, nos
lembrando do personagem Vega, do anime Street Figther. Há quem diga também que
Lee é uma inspiração de um personagem do mesmo anime, Fei Long.
De maneira resumida, Operação
Dragão apesar de suas limitações, é um filme que merece ser visto, pois se
trata de um estilo inovador no cinema americano e que atrai muitos fãs. Uma
pena que a morte trágica de Bruce Lee afetou muito uma exploração maior do
gênero, mas depois que vieram estrelas tão habilidosas quanto ele com o passar
dos anos, o gênero de artes marciais fez história, isso é um fato inegável.