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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

FRENESI

 

Frenesi (Frenzy, 1972) marca o retorno de Alfred Hitchcock ao seu país natal e ao gênero que o consagrou: o suspense. Ambientado na Londres da década de 1970, o filme conta a história de Richard Blaney (Jon Finch), um homem comum acusado de uma série de assassinatos cometidos pelo verdadeiro culpado, Bob Rusk (Barry Foster), um amigo próximo e aparentemente inofensivo. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O PODEROSO CHEFÃO


Considerado um dos maiores filmes da história do cinema, O Poderoso Chefão, título original The Godfather lançado em 1972 é um dos filmes que sempre encontramos no topo de listas dos melhores filmes já feitos. Baseado no livro homônimo de Mario Puzo, que assina o roteiro do filme com o diretor Francis Ford Coppola e é estrelado por Al Pacino, Marlon Brando, James Caan, Richard Castellano e Robert Duvall entre muitos outros nomes importantes.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

O VOO DO DRAGÃO


Além de lutar e atuar, Bruce Lee também mostrou ser um bom diretor e roteirista. Ele escreveu, dirigiu e atuou em seu terceiro filme conhecido como O Voo do Dragão lançado em 1972, que é considerado por muitos o melhor filme dele, por que além de conter ótimas cenas de luta, o filme ainda traz diversos momentos engraçados envolvendo o personagem de Bruce, e também por que foi neste filme em que ele travou uma luta histórica contra o até então sete vezes campeão norte-americano de Karatê, o grande Chuck Norris, que era na verdade um grande amigo de Bruce Lee com quem aprendeu mais coisas sobre artes marciais.

É óbvio que muitos não gostaram do fato de Lee ter derrotado Norris no filme, por que Norris era imbatível, mas considerando que era apenas um filme, muita gente discutia a possibilidade de Lee derrotar Norris em uma luta real, o que infelizmente nunca aconteceu. Mas, a luta entre essas duas lendas no filme é sensacional, vale o filme inteiro, seja pela coreografia (uma das melhores já vistas) ou pelos momentos engraçados durante o combate.


O Voo do Dragão contém uma história muito simples. Tang Lung (Bruce Lee) viaja para Roma na Itália, para ajudar alguns amigos chineses que trabalham em um restaurante. A dona do restaurante é Chen Ching Hua (Nora Miao), que sofre pressão de um sindicato criminoso que quer obriga-la a vender o restaurante. Assim, ela passa a sofrer ameaças e prejuízo, já que os criminosos não deixam as pessoas irem comer lá. E Tang Lung veio ajudar a parar os bandidos e ele sendo especialista em artes marciais consegue expulsar os criminosos várias vezes, não importando a quantidade que venha. Pressionado, o chefe do sindicato contrata lutadores estrangeiros, entre eles um europeu e um japonês. E também chama o campeão americano de Karatê, Colt (Chuck Norris), para tentar parar Tang Lung, onde a luta brutal entre os dois acontece no Coliseu de Roma.

Bem simples e recheado de cenas cômicas, O Voo do Dragão conquista seu público alvo. Falando das cenas engraçadas, tem uma logo no inicio, onde o personagem de Lee está no aeroporto sem saber de absolutamente nada do idioma italiano, e quando vai pedir comida em um restaurante local, ele acaba pedindo tudo do cardápio. Além disso, ele com um jeito estranho de reagir em situações nada comuns para ele, por exemplo, do nada ele conhece uma meretriz que logo o leva para seu quarto, e ele sem entender nada do que estava acontecendo, e de repente a garota aparece nua na sua frente, e ele sai correndo kkk. Essa meretriz foi interpretada pela bela modelo Malisa Longo, que fora convidada pelo próprio Bruce Lee a fazer uma ponta em seu filme.


As atuações do filme são fracas, assim como foram nos dois filmes anteriores de Lee, se salvando apenas a dele. No entanto, aqui Nora Miao não decepciona, sendo ela uma das atrizes mais famosas de Hong Kong na década de 70, os demais personagens não se salva nenhum em termos de atuação, até mesmo Chuck Norris que só fala uma frase no filme, mas tudo bem, não vamos exigir muito do cara, afinal, essa foi sua primeira participação no cinema, onde a partir daí rendeu um grande sucesso no mundo cinematográfico, tudo graças a Bruce Lee que foi o homem que abriu as portas para Norris no cinema. Lembramos também que em A Fúria do Dragão, Bruce Lee estreou usando seu famoso Nunchaku, em O Voo do Dragão ele usa o dobro, ou seja, dois Nunchakus são utilizados pelo mestre na luta contra os capangas mafiosos, em ótimas cenas de ação misturadas com boas doses de comédia.

Voltando a falar da luta entre Bruce Lee e Chuck Norris, que foi a principal atração de O Voo do Dragão, essa luta não teve espectadores, a não ser um gatinho que assistia tudo. Foi um combate brutal, onde apenas um sai vivo (já sabemos até quem foi), agora volto a mencionar que a grandeza dessa cena está claro nas duas lendas das artes marciais se enfrentando, mas também a coreografia de luta foi tão bem feita, que nunca havia tido em outro filme do gênero. E conforme todos sabem, esse estilo de luta passou a ser adotado em filmes posteriores. E de quem é o mérito das coreografias? Nada mais, nada menos que Bruce Lee, que deu seu sangue na produção deste filme, e além de ter mostrado novas técnicas que não foram mostradas antes. Um pulo muito alto para o astro que estava no auge de sua carreira, uma pena que não durou muito... 

NOTA: 8/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

sábado, 9 de setembro de 2017

A FÚRIA DO DRAGÃO (1972)



O segundo filme de Bruce Lee conhecido no Brasil como A Fúria do Dragão foi lançado em 1972 em Hong Kong e dirigido por Lo Wei. Além de Bruce Lee, o elenco conta com James Tien e Nora Miao, os demais são basicamente os mesmos atores que participaram do primeiro grande sucesso de Lee, O Dragão Chinês. E por causa de seu primeiro filme, Bruce já era bastante conhecido, e que gerou muitas expectativas dos fãs para seu novo filme, e fez muito sucesso! Em alguns países esse filme é conhecido como Chinese Connection, em português, Conexão Chinesa.

Atenção: leves spoilers!

A história desse filme é bem simples e com o tema da vingança. Chen (Bruce Lee) viaja para Xangai após saber que seu mestre Huo Yuanjia faleceu sob circunstâncias misteriosas. Desconfiado com as causas da morte, que fora dito que era pneumonia, Chen acredita que seu mestre foi assassinado. Assim, ele inicia uma investigação por conta própria. Um filme com belas lutas de um personagem movido pela raiva. Bruce Lee usa pela primeira vez o famoso nunchaku, dando um verdadeiro show nas habilidades do kung fu, mas especificamente o seu estilo Jeet Kune Do.

Um problema bastante visível no filme é a influência japonesa que despreza os chineses. O filme é baseado na época da década de 20, onde a cidade de Xangai, embora esteja localizado na China, tinha influência de outros países, entre eles o Japão. É justamente nisso que Chen suspeita, já que uma escola japonesa rival sempre os provoca, até mesmo durante o último discurso fúnebre ao mestre chinês falecido. Embora o filme seja bem melhor que o primeiro, as atuações continuam toscas, se salvando novamente pelo carisma de Bruce Lee. Fúria do Dragão aborda acima de tudo, uma rivalidade entre chineses e japoneses, além de ser o único filme onde Bruce Lee luta com um ódio imenso, muitas das cenas dão close no seu rosto dominado pela raiva.

O personagem de Bruce Lee cansado de tanta opressão japonesa chega a ponto de extrapolar as regras do seu mestre e de sua escola, provocando os rivais para briga. Se bem que em uma cena, Chen invade a escola japonesa para devolver um quadro que fora dado pelos rivais, insultando os chineses. O protagonista desafia qualquer lutador da escola, o que resulta em uma bela sequência de luta entre Chen e todos os alunos da escola japonesa. Uma cena muito bem filmada, onde em um certo momento, Bruce Lee puxa seu nunchaku, e espanca todos os japoneses que estão ali. Ele mostra uma facilidade imensa ao movimentar a arma de uma mão para outra com muita rapidez. Vale destacar que nessa cena, um dos lutadores japoneses era Jackie Chan que trabalhava como dublê.

O filme mostra, entre outras coisas, uma guerra de escolas. A escola japonesa demonstra orgulho e não aceita que outra escola seja melhor que a deles, principalmente quando se trata de uma escola chinesa. Ao descobrirem as habilidades de Chen, que era considerado o melhor lutador do dojo rival, os japoneses se aliam com a máfia e também com o consulado japonês para deter Chen, pois este estava descobrindo a verdadeira causa da morte de seu mestre. E em uma de suas descobertas, Chen percebeu que havia um tipo de infiltração dos japoneses na escola chinesa, e ele foi o único a descobrir isso. 

Falando sobre o preconceito contra os chineses, tem uma cena que chega a ser  revoltante. Chen tenta entrar em um parque, mas é impedido pelo porteiro que aponta uma placa onde dizia: “Proibido cachorros e chineses!”. E para complicar, o preconceito dos japoneses vai ao extremo quando um deles chega para Chen e diz que se ele imitar um cachorro ele pode entrar no parque. Furioso, Chen surra os provocadores e ainda quebra a placa com seu famoso chute. Uma cena memorável! Em contrapartida, o filme peca no desenrolar da história, chega a ser um pouco cansativo, em especial pelas interpretações amadoras de diversos personagens. Porém, há um pouco de humor no filme, principalmente quando vemos Bruce Lee disfarçado de velhinho, fazendo uma investigação e estudo da área onde ele ia agir para dar o inicio a sua vingança. 

É triste saber que após esse, Bruce Lee só iria fazer mais dois filmes, além de outro que ficou inacabado. E mesmo seus filmes não seja grande coisa comparado com os de hoje, leve em conta a sua época, também na questão de qualidade técnica ou a falta de boas atuações, mesmo com todos os defeitos, o astro conquistou o mundo em pouco tempo, e se tornaria um ícone das artes marciais, o principal responsável pela popularização do gênero no Ocidente, abrindo as portas de Hollywood para estrelas orientais, entre eles Jackie Chan e Jet Li. 

NOTA: 7,8/10

Veja o trailer no vídeo abaixo: