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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE (2005)

A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), lançado em 2005, é uma nova adaptação do clássico livro de Roald Dahl, desta vez dirigida por Tim Burton e estrelada por Johnny Depp como o excêntrico Willy Wonka. Com uma estética fantástica, cenários extravagantes e uma atmosfera que mistura encanto e estranheza, o filme apresenta uma interpretação bastante diferente daquela vista na versão de 1971.

domingo, 16 de agosto de 2026

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA

As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, lançado em 2005, é a primeira grande adaptação cinematográfica da famosa obra literária de C. S. Lewis. Dirigido por Andrew Adamson, o filme combina fantasia, aventura, drama e elementos de mitologia cristã para apresentar ao público o fascinante mundo de Nárnia. Com cenários grandiosos, criaturas fantásticas e uma história sobre coragem, sacrifício e esperança, o longa rapidamente se tornou um dos grandes sucessos do cinema de fantasia dos anos 2000.

domingo, 18 de maio de 2025

O SENHOR DAS ARMAS


Dirigido por Andrew Niccol e protagonizado por Nicolas Cage, O Senhor das Armas (Lord of War) é um thriller político e dramático que mergulha nos bastidores sombrios do comércio internacional de armas. O longa acompanha a trajetória de Yuri Orlov (Cage), um imigrante ucraniano que se torna um dos maiores traficantes de armas do mundo, negociando com ditadores, milícias e governos em zonas de conflito.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

MERGULHO RADICAL


Mergulho Radical
é um suspense de ação que se apoia fortemente em paisagens paradisíacas e na beleza do elenco, mas que acaba entregando mais estilo do que substância. Com direção de John Stockwell, o filme acompanha um grupo de mergulhadores que, ao encontrar os destroços de um avião carregado de drogas no fundo do mar, se vê envolvido em uma trama perigosa de contrabando e crime.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

KING KONG

 

King Kong, lançado em 2005, é uma grandiosa refilmagem do clássico de 1933, dirigida por Peter Jackson após o sucesso monumental da trilogia O Senhor dos Anéis. O filme combina efeitos visuais impressionantes, um roteiro emocional e a paixão de Jackson por cinema para entregar uma experiência épica, embora nem sempre perfeitamente equilibrada. O filme conta com o elenco formado principalmente por Naomi Watts, Adrien Brody, Jack Black, Andy Serkis.

terça-feira, 8 de agosto de 2023

HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO

 


Harry Potter e o Cálice de Fogo, título original Harry Potter and the Goblet of Fire é o quarto filme da franquia Harry Potter lançado em 2005, dirigido por Mike Newell. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

A QUEDA! AS ÚLTIMAS HORAS DE HITLER


A Queda! As Últimas Horas de Hitler, título original Der Untergang é um filme alemão de 2005, dirigido por Oliver Hirschbiegel. Estrelado por Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch e Ulrich Matthes. Ambientado em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial, mas especificamente descreve os últimos momentos de Adolf Hitler. O filme é baseado em escritos, sendo um deles feito pela ex-secretária de Hitler, Traudl Junge, que contou detalhes sobre o que aconteceu no final da Segunda Guerra. 

sexta-feira, 19 de junho de 2020

ORGULHO E PRECONCEITO (2005)


Orgulho e Preconceito título original Pride & Prejudice é uma coprodução dos EUA com Reino Unido, lançado em 2005. Dirigido por Joe Wright e com roteiro baseado no livro homônimo de Jane Austen. Indicado a quatro categorias do Oscar, esse filme é estrelado por Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Brenda Blethyn, Donald Sutherland e Rosamund Pike. A obra já havia recebido uma adaptação cinematográfica em 1940. 

quinta-feira, 19 de março de 2020

A CONCEPÇÃO


É incrível que haja produtores com uma grande ideia em mente para a realização de um filme, mas acabam exagerando tanto que dificilmente irá cativar as pessoas ou até mesmo ser lembrado com o passar dos anos. O filme brasileiro A Concepção de José Eduardo Belmonte, que fora lançado em 2005, é um exemplo disso. Apesar de a ideia ser muito bacana, o diretor acabou com o projeto exagerando na dose, deixando o filme extremamente arrastado e chato! 

sábado, 14 de abril de 2018

E SE FOSSE VERDADE


E Se Fosse Verdade, título original Just Like Heaven é um filme de 2005 dirigido por Mark Waters, e é baseado no livro Et si c’etait vrai de Marc Levy. Trata-se de uma comédia romântica divertida e simples protagonizada por dois atores de grande talento e que estavam no auge de suas carreiras, Mark Ruffalo e Reese Witherspoon.

Sinopse: Ainda sofrendo com a morte da esposa, o arquiteto David Abbott (Mark Ruffalo) se muda para um novo apartamento. Infelizmente, a inquilina anterior, a médica Elizabeth Masterson (Reese Witherspoon), entrou em um coma após um terrível acidente de carro. O espírito dela começa a assombrar o antigo apartamento, sem memória de quem ela é, quem são seus familiares ou o que fazia. David, então, tenta ajudá-la a descobrir sua identidade, e os dois acabam se apaixonando.


Acredito que um dos aspectos que tornam esta produção tão querida do público é principalmente o carisma dos dois atores principais. Cada um com seu respectivo personagem conseguem e muito bem entreter e divertir o espectador. Contudo, a comédia aqui apresentada não se trata daquelas típicas que faz o público rir a ponto de “borrar as calças”, tá muito longe de ser esse tipo de comédia. E Se Fosse Verdade se foca em especial na sintonia entre os protagonistas que no meio de uma situação estranha, se veem obrigados a encararem as mais diversas circunstâncias cômicas e algumas delas constrangedoras.

Não vou negar o fato de que este filme prendeu minha atenção logo nos minutos iniciais. Ali nos deparamos com a vida bastante atarefada de Elizabeth que trabalha arduamente em um hospital, sendo uma das suas principais diretrizes salvar vidas e cuidar dos pacientes da melhor forma possível. Até que um dia, um acidente acontece e ela entra em coma. E sua família resolve alugar o apartamento dela. E é nesse contexto que surge David, um homem triste que ainda carrega consigo a dor causada pela perda da esposa. E logo no primeiro dia, ele se vê diante de uma ocasião bizarra: Elizabeth está no apartamento pedindo para ele ir embora, e pior, só ele consegue vê-la, e também não adianta fechar as portas para ela, por que ela consegue atravessar portas e paredes, e ainda assim ela mesma não percebe logo de imediato que há alguma coisa errada, seu jeito de mandona parece cobrir qualquer estranheza que estava acontecendo.


Quando David descobre o ocorrido, ele tenta ajuda-la a passar para o mundo dos mortos, ou trazê-la de volta à vida normal. E no meio dessa leve aventura, os dois acabam se tornando bem próximos um do outro, e aí todo mundo já sabe: o amor entre homem e mulher vai surgir. Esse tipo de desenvolvimento, embora seja inocente demais, consegue nos divertir de uma forma muito legal, claro que como já enfatizado antes, a sintonia entre os dois atores é formidável, e torno a repetir: foi isso que tornou o filme muito mais bacana do que apenas aparenta ser. Mark Ruffalo e Reese Witherspoon carregam o filme nas costas, principalmente a atriz. Ela praticamente tem duas personalidades no filme, uma quando está vivinha da silva, e a outra como espírito. Embora ambos sejam a mesma pessoa, e que de alguma forma conseguem interligar o que ela sabe, mesmo estando em forma de espírito.

Há quem diga que esse filme se parece muito com Ghost: Do Outro Lado da Vida, de fato sim, seu tema é parecidíssimo. Mas, há as suas particularidades, uma delas é a forma de abordagem do tema, e a outra é o final muito diferente do clássico dos anos 90. E em vista disso, há críticos que não aprovaram o final. Reconheço que não foi tão legal assim, abusou muito dos clichês “finais felizes”, mas se tivesse terminado de forma diferente, tenho certeza que os mesmos críticos iriam taxa-lo de clichê, por conta do filme Ghost já citado. Portanto, é sensato esquecer essas exigências (para mim muito bobas), e levar em consideração a simplicidade e delicadeza pela qual o filme se mostra diante do público. 

NOTA: 7,3/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

sábado, 10 de fevereiro de 2018

DE BICO CALADO


Keeping Mum é um filme britânico de comédia lançado em 2005, dirigido por Niall Johnson. É um longa de humor negro, divertido, bizarro e ao mesmo tempo atraente e um pouco dramático. Ambientado em uma pequena cidade na Inglaterra, o filme é centralizado em uma família que não se sabe se é religiosa, maluca ou diabólica. No Brasil é conhecido como De Bico Calado, um título totalmente sem sentido. Em Portugal, o título é bem mais conveniente, Uma Família dos Diabos. Chega a ser incrível como os tradutores brasileiros mudam drasticamente o nome de um filme para algo sem pé nem cabeça. Mas, enfim, De Bico Calado é estrelado por Rowan Atkison, Maggie Smith, Kristin Scott Thomas e Patrick Swayze.

Sinopse: Walter Goodfellow (Rowan Atkinson) é o vigário de uma pequena cidade no interior da Inglaterra. Walter é uma pessoa íntegra, que se dedica ao máximo ao seu ofício, o que o faz muitas vezes ser ausente como pai e marido. Sua esposa Gloria (Kriston Scott Thomas), cansada desta situação, mantém um caso com Lance (Patrick Swayze), seu instrutor de golfe. Holly (Tamsin Egerton), sua filha, é uma ninfomaníaca que tem um namorado novo a cada semana. E Petey (Toby Parkes), o caçula da família, apanha todo dia de seus colegas de escola. A situação muda após a contratação da excêntrica Grace Hawkins (Maggie Smith) como governanta. Sempre acompanhada de seu misterioso baú e usando métodos pouco convencionais, Grace muda inteiramente a vida dos Goddfellows.


Confesso que me diverti bastante com esse filme, grandes nomes da comédia como Rowan e Maggie juntos, não poderia ser algo ruim. De Bico Calado é um filme recheado de humor negro, que começa com um evento envolvendo assassinato e depois pula para 43 anos depois, com novas pessoas e uma nova cidade. Mas tudo no final irá se interligar, e a primeira situação será devidamente explicada no decorrer do filme.

O filme faz uma mistura de situações opostas, religião, adultério, sexo e assassinatos. Mas tudo com boas doses de humor, mesmo que alguns aspectos não serão revelados ou nem mesmo entendidos. O filme se preocupa em especial em abordar uma trama de uma família que deveria ser exemplar, mas cada um no seu mundo, vivendo o contrário do que deveria ser. O pai de família é vigário que mais se preocupa em fazer sermões do que estar perto da família. Essa distância faz com que sua esposa comece um romance com seu professor de golfe. A filha troca de namorado toda semana, e o filho caçula sofre bullying na escola.

A chegada da nova governanta é o ápice do filme, ela é a mesma mulher que havia cometido assassinato 43 anos antes no começo do filme, e sua estada na casa dos protagonistas tem um motivo especial, principalmente quando ela começa a interferir nos assuntos de família, cutucando os erros de cada um. Suas atitudes pareciam que iriam culminar em consequências desastrosas, já que ela utiliza métodos estranhos para lidar com problemas, mas essa perspectiva muda à medida que cada personagem vai encontrando seu lugar. Bizarro, engraçado e muito metido, é o que resume de modo geral o filme.


A fotografia e o local onde se passa a história são muito bonitos. A cidade é de fato, os típicos locais do interior inglês. Cada personagem tem suas características bem humoradas, e os eventos que sucedem no decorrer da história vai arrumando cada bagunça que foi feita, mediante a interferência de Grace que é a melhor personagem do filme, com quem nos divertimos mais e passamos a entender o seu lado quando uma reviravolta acontece no final. Rowan Atkinson é famoso por interpretar o personagem Mr. Bean, mas aqui o seu papel é muito diferente, mas não pense que por ser diferente não irá rir de algumas situações em que ele se encontra.

De Bico Calado pode não ser uma obra-prima, mas é um filme digno de ser assistido. Sei que ele não é tão popular, mas você deve entender que o popular não necessariamente significa ser bom, pois eu mesmo já vi muitos filmes famosíssimos que não vale 10 centavos. E se alguma produção apresente uma trama simples e algumas vezes clichê, o que irá fazer a diferença é o modo como a narrativa irá caminhar, se acertar tanto nos diálogos quanto nas situações, o filme em questão poderá nos impressionar e no fim das contas, a recomendação para outras pessoas será inevitável. 

NOTA: 7,6/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

SEM SAÍDA (2005)


Throttle, aqui no Brasil conhecido como Sem Saída é um filme de suspense de baixo orçamento lançado em 2005. O filme foi dirigido por James Seale e é estrelado por Grayson McCouch, Adrian Paul e Amy Locane. É um filme não muito conhecido pela maioria das pessoas, mas como eu tive uma boa experiência ao assisti-lo, resolvi escrever uma rápida resenha, e é claro que o recomendo sim, principalmente se você gosta de filmes tensos.

Sinopse: Esta noite, cinco andares abaixo de um estacionamento deserto, o analista financeiro Tom Weaver (Grayson McCouch) não conseguirá ir para casa. Depois de terminar um trabalho a altas horas, Tom chega ao quinto subsolo e descobre que o motor de seu carro não quer pegar. Para piorar, os elevadores estão desligados e todas as escadas estão bloqueadas. É quando ele descobre que não está sozinho. Há uma caminhonete gigante conduzida por um motorista escondido por trás de vidros escuros e que observa e espera. Ele é um assassino que tem apenas um objetivo: não deixar Tom sair de lá com vida. Durante as próximas seis horas, desenvolve-se um terrível jogo de gato e rato. Quem está por trás desta perseguição?


Sem Saída é um bom filme, que além de divertir, consegue com um bom esforço nos prender do inicio ao fim. Por ser um filme de baixo orçamento, não pense que os personagens são jogados no filme de forma aleatória. Pois mesmo que não seja uma obra-prima, o filme entrega as características de cada um, em especial a vida conturbada do protagonista. Ele é um homem que estava prestes a enriquecer, prejudicando outros. E depois de um problema envolvendo sua esposa, ele cumpre esse objetivo, mesmo com dores na consciência.

O palco central do filme é o estacionamento, onde há vigias no local, mas como é muito grande, sendo 5 subsolos, é muito difícil ver algum deles rondando o local de onde estava o carro de Tom. O clima de tensão ganha força quando ele chega no local de elevador, entra no carro, mas não consegue dar a partida, ao voltar para o elevador, o mesmo estava bloqueado, as escadas também. E é quando ele se depara com uma caminhonete com faróis muito altos e buzinando feito louco. O motorista quer matar Tom e o persegue dentro daquele estacionamento. A única saída do protagonista é seguir o mesmo trajeto que os carros seguem para entrar e sair do estacionamento, mas quem disse que isso seria fácil?

Como um homem cheio de problemas, Tom perde a paciência e confronta o motorista várias vezes, que mais parecia se divertir com a situação. O suspense maior do filme consiste em querer saber quem é o cara da caminhonete, que relações ele tem com a empresa, por que ele escolheu Tom como seu principal alvo. Enfim, o filme se segue nessa narrativa, a perseguição da caminhonete contra o protagonista.


Porém, ao chegar no desfecho e a verdadeira identidade do motorista é mostrada, o filme falha e não chega a surpreender, principalmente quando é mencionado os motivos pelos quais o antagonista quer a pele de Tom, motivos muito infantis por sinal. Não vou falar quem é o cara da caminhonete, por que é um spoiler muito grande, mas adianto que se você for assistir ao filme, terá algumas suspeitas, pois além do caso familiar envolvendo sua esposa, Tom havia fechado um negócio muito lucrativo na empresa de onde ele trabalha. Portanto, estou certo de que qualquer pessoa que tenha visto Sem Saída teve suas suspeitas sobre quem é o indivíduo da caminhonete.

Apesar de alguns tropeços na história, Sem Saída não é um filme ruim e consegue nos entreter sem muitas complicações ou histórias que requerem mais de seus personagens. A trama aqui se passa apenas em um local, o que talvez justifique o baixo orçamento utilizado na produção. E como se trata de um filme bem desconhecido, não significa que não vale a pena dar uma conferida, como eu disse no inicio, foi uma boa surpresa ter conhecido esse longa, que é bem simples e direto no ponto que quer repassar. 

NOTA: 7/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O PROTETOR (2005)


Sabe aquele filme em que a violência nele contida é capaz de fazer cair o queixo? Pois é, O Protetor é um desses filmes. Título original Tom Yum Goong, é um filme tailandês lançado em 2005 e é estrelado por Tony Jaa, que havia ficado mundialmente conhecido com o filme Ong Bak. Novamente com a direção de Prachya Pinkaew, este filme traz uma história simples, porém, um pouco mais dramática. E mesmo que o filme contenha alguns furos, o seu maior impacto está no grau de violência, cenas de luta maravilhosamente coreografadas e grandes participações especiais, duas delas é a aparição de Nathan Jones, o gigante; e também temos a imensa honra de ver um brasileiro atuando no filme, mas especificamente em uma luta épica contra Tony Jaa, estou falando do capoeirista Lateef Crowder.

Sinopse: Kham (Tony Jaa), um jovem lutador, precisa ir para a Austrália recuperar seu elefante roubado. Com a ajuda de um detetive, Khan tem que lutar contra todos, incluindo uma gang liderada por uma mulher maligna e seus dois guarda-costas mortais.


No começo, poderíamos imaginar que o ambiente do filme se passaria na mata, pois o protagonista junto com seu pai vive em uma aldeia, onde criam elefantes. Um desses elefantes é muito apegado com Khan que ainda era criança, pois eles passeiam juntos, o acompanha até a escola, brinca e tudo mais. Depois que esse elefante tem um filhote, Khan passa a considera-lo como seu irmão mais novo. Mesmo que elefantes não sejam animais de estimação, vale mencionar que em alguns países do sul e sudeste asiático, existem pessoas que o criam assim como um cachorro ou um gato. Então, podemos concluir que a família do protagonista sejam uma dessas pessoas.

No entanto, o filme chega a abordar algumas lendas sobre um rei, que em uma guerra ele utilizava os ossos de seu elefante contra os inimigos. No começo não entendemos o que essas lendas querem dizer, mas aos poucos ela é mencionada depois que um grupo de mercadores roubam os dois elefantes de Khan sob as ordens de uma traficante que reside em Sidney na Austrália. O protagonista ao descobrir, viaja para o exterior à procura dos elefantes, que para ele são parentes. E é aí que o ambiente do filme muda completamente, pois o que antes eram as matas, agora se torna a bela e movimentada cidade de Sidney, onde será palco de uma guerra, por assim dizer.


O filme tem a participação do ator Petchtai Wongkamlao, que havia interpretado o Humlee em Ong Bak, aqui ele faz um papel de sargento da polícia chamado Mark, onde acaba por cometer alguns delitos na área onde reside, principalmente quando ele liberta um preso que era seu conhecido. Mas ele não é um vilão. Quando Khan chega a Sidney, ele logo entra em uma encrenca ao pegar um táxi que na verdade era roubado. Um jogo de perseguições se inicia, quando os bandidos descobrem que alguém está atrás dos elefantes roubados, mas eles se aproveitam da encrenca envolvendo o táxi e os delitos do sargento Mark para fazer a mídia perseguí-lo. Mas, Khan não está nem aí se a polícia está atrás dele ou não, seu único interesse é recuperar seu “parente”.

Como dito no inicio, a violência do filme é tão grande que é capaz de nos deixar de boca aberta. Tony Jaa no filme Ong Bak utilizava em suas lutas, especialmente técnicas de Muay Boran (Muay Thai antigo), aqui além de usar esse estilo, ele também apela para chaves de braço e nas pernas, que são capazes de quebrar os ossos das juntas. E isso acontece em todo o filme. Por isso, Tony Jaa ficou conhecido como o “esmagador de ossos”, uma denominação que caiu muito bem nele. Há inclusive uma cena em que Khan luta contra dezenas de homens, e que todos eles terminaram com os ossos quebrados, no entanto, é uma cena bem surreal, por que imagine: enfrentar diversos caras, em que na maioria deles estavam armados com faca e você sozinho, realmente é pra quem tem sangue no olho.


Sua luta contra o capoeirista acontece dentro de um templo que havia sido incendiado, uma cena histórica pra ser bem especifico! E o gigante Nathan Jones é um dos principais adversários do protagonista. No entanto, é durante a luta contra ele que o lance da lenda do rei vem à tona, e nos dá uma breve explicação sobre como aquilo poderia se cumprir naquele momento, pois parecia mais uma profecia, porém o filme não entra muito em detalhes a respeito disso, talvez isso fosse confundir muito o espectador.

Agora uma das principais façanhas do filme O Protetor dando todo crédito ao diretor é a cena que Khan invade um restaurante que ficava no quarto andar (se não me engano) de um prédio controlado pelos responsáveis pelo roubo dos elefantes. Nessa cena em que a câmera acompanha o protagonista subindo as escadas do local, lutando contra capangas durante mais de 4 minutos, sem nenhum corte e sem nenhum erro. Sim, essa é a principal façanha desse filme, claro que nada comparado com o brilhante plano de sequência visto no filme Festim Diabólico (1948), mas isso pode fazer com que os cinéfilos, principalmente aqueles que não são muitos fãs desse gênero a reconhecerem a qualidade dessa cena, que para mim é épica, uma das melhores que já vi.

No fim de tudo, O Protetor é um ótimo filme a ser assistido e reconhecido, não apenas pelas lutas, mas pela qualidade técnica. Tony Jaa realmente impressiona! Aqui ele não apenas se elevou mais ainda na carreira, como também inovou um novo estilo diferente para filmes de artes marciais. Um reconhecimento merecido e que nos agrada a ponto de acompanhar mais ainda a carreira do astro. 

NOTA: 8/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

JOGOS MORTAIS 2



Geralmente os filmes que dão continuidade a outro que fez um grande sucesso, é popularmente conhecido como filmes “caça-níqueis”, que tem como objetivo ganhar mais dinheiro, se aproveitando do sucesso anterior, e na maioria das vezes a continuação não chega nem perto do original. Jogos Mortais que havia sido lançado em 2004, foi um estouro no cinema de horror independente, onde James Wan juntamente com Leigh Wannel criaram o filme que posteriormente geraria inúmeras continuações e todas elas acabaram por serem inferiores. Pois não há como se equiparar a qualidade técnica como também a história surpreendente que o primeiro filme trouxe, a ponto de nos deixar perplexos!

Jogos Mortais 2 foi lançado em 2005 dando continuidade a história do filme anterior, porém com algumas mudanças e novos personagens. James Wan foi o produtor do filme, a direção ficou a cargo de Darren Lynn Bousman que também escreveu o roteiro em parceria com Leigh Wannel. O filme se centrará em oito pessoas que se encontram presas em uma casa, onde é liberado um gás mortal. O antídoto para desfazer o efeito do gás está em diversos pontos da casa, e eles têm exatamente 2 horas para encontrar, caso contrário, todos iriam sangrar até morrer. Sete dessas pessoas têm uma ligação comum, elas foram incriminadas pelo detetive Eric Matthews (Donnie Wahlberg) e a outra vítima é seu filho Daniel (Erik Knudsen), e entre as sete pessoas está Amanda (Shawnee Smith), uma sobrevivente das armadilhas de Jigsaw (Tobin Bell).

Jogos Mortais 2 pode não superar o primeiro filme, mas ele supera os demais. A história é tão impactante quanto ao anterior, em especial o desfecho onde em todos os filmes da franquia tenta nos surpreender com revelações enigmáticas. Tobin Bell aparece mais vezes, já que todos sabem que o personagem dele é o autor dos jogos. É incrível que todos os eventos do filme tem um propósito final, e Jigsaw brinca com a mente de suas vítimas as induzindo a seguir o caminho que ele já havia planejado bem antes. Um golpe de mestre que exalta ainda mais esse personagem macabro e épico!

Se há uma coisa nesse segundo filme que agrada mais, são as armadilhas diferentes das que vimos no filme de 2004, muitas delas são tão criativas, e notamos que quanto mais criativo for, mas mortal é. Há cenas que podem incomodar pessoas sensíveis, uma delas é quando Amanda é jogada em um poço cheio de seringas, onde várias delas espetam a pele dela, tudo mostrado em close, na intenção de arrepiar mesmo o espectador. Há alguns detalhes que ficam obscuros no decorrer do filme, mas que são muito bem explicados nas sequências. Como já dito antes, essas continuações são fracas se comparadas com o original, no entanto, se há uma coisa extremamente útil nessas sequências, são justamente as explicações de vários detalhes que ficaram em aberto em filmes anteriores. Esse é um ponto muito forte e que me faz gostar da franquia!

Os personagens que vieram do filme anterior e que voltaram para este são mais desenvolvidos, porém, Donnie Wahlberg é o único dos novos que tem uma participação de extrema importância, os demais só servem para encher o elenco e cumprir seus papeis que irão sofrer nas armadilhas. Vale lembrar que o desfecho é surpreendente! Não conseguimos imaginar a realidade verdadeira do filme, e isso foi genial e contextualizando o roteiro, isso se encaixa perfeitamente!

Outro detalhe importante sobre Jogos Mortais 2 é que ele prepara o público para presenciar torturas e armadilhas muito mais fortes e mirabolantes do que estamos acostumados a ver, digo isso pra quem não costuma ver filmes do tipo. Mas em sua estreia foi basicamente isso, o filme nos dá uma degustação do que estaria por vir nas continuações. E mesmo sendo inferior ao primeiro filme, Saw 2 (título em inglês) é um ótimo filme de terror, um prato cheio para os fãs. 

NOTA: 8,6/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

domingo, 17 de setembro de 2017

O AMIGO OCULTO



Quando se fala em suspense com final surpresa, temos que nos preparar, por que nem sempre irá ser agradável, pois em alguns filmes a reviravolta final acaba por ser incoerente com o resto do roteiro ou então ser muito previsível. Não vou negar que sou fascinado por filmes assim, pois eu já assisti aos montes, mesmo que muitos deles sejam clichês, eu gosto desses filmes! No entanto, ao perceber certos furos na história, temos de ser justos e não apenas fanáticos. O filme O Amigo Oculto lançado em 2005, dirigido por John Polson e estrelado por Robert De Niro, Dakota Fanning e Famke Jansse, traz uma temática muito interessante e com um suspense promissor. Porém, no desenrolar do filme, a história ficou muito perdida, a até que tentou surpreender no final, mas acabou fracassando.

O filme conta o drama da família do psicólogo David Callaway (Robert De Niro), que ao perder sua esposa, em estranhas circunstâncias, ele tem que ajudar sua filha Emily (Dakota Fanning) que está traumatizada com a tragédia que aconteceu com sua mãe. Emily tem um grande afeto pela psicóloga Katherine (Famke Jansse) que tentar ajudar a garota a suportar seu trauma. Porém, o quadro muda quando David leva sua filha para morar em uma casa de campo, longe de tudo e de todos. E nessa casa, começa a acontecer estranhos eventos, principalmente quando Emily passa a conversar com um amigo imaginário chamado Charlie, o qual é apontado pelos eventos sinistros que passam a acontecer na casa.

Podemos facilmente notar um defeito muito grande nisso. Por que razão David, que era psicólogo levaria sua filha que estava passando por um momento ruim, para uma casa isolada de outras pessoas, sendo que raramente ela tem contato com amigos? O mais sensato seria deixar a garota se entreter com amizades, principalmente com Katherine, como um dos meios de suportar a tristeza que fora causada com a morte de sua mãe. Com isso em mente, após os eventos estranhos começarem a acontecer e o amigo oculto de Emily ser o principal suspeito já podemos presumir o final da história, mesmo que o desenvolvimento tente disfarçar, mas ele falha nesse quesito.

Robert De Niro já era a essa altura do campeonato um dos atores mais consagrados de Hollywood, com grandes filmes no currículo, muitos desses filmes são considerado inesquecíveis. Porém, sua atuação em O Amigo Oculto deixa a desejar, e alguns consideram que isto, foi um ponto de partida para o declínio de sua carreira. Por outro lado, Dakota Fanning embora sendo bem jovem, já tinha brilhado em alguns filmes, entre eles Uma Lição de Amor, Chamas da Vingança e Encurralada, e mesmo que o filme O Amigo Oculto não seja grande coisa, Dakota é a única que salva o desempenho do filme. A garota impressiona com seu talento, pois ela sabe repassar a tristeza de sua personagem de uma forma muito natural e sensível. No entanto, uma das coisas chatas de ver a atriz mirim fazer, é conversar com seu amigo imaginário, sendo que no desfecho do filme fica aquela dúvida a respeito do que se passava na cabeça de Emily ao ter um amigo, sendo que na verdade ele é... Não, não vou dar esse spoiler para quem ainda não viu o filme.

Conforme podemos perceber, o elenco do filme é formado por grandes artistas, e que sem dúvida têm seus méritos, apesar do conteúdo do filme não ser tão grandioso. Todavia, O Amigo Oculto não é um filme ruim, seus defeitos estão em alguns furos na história, mas que isso não deve desmerecer por conta do trabalho feito pelos grandes atores que compõe o filme. De qualquer maneira, é um filme de suspense que deve ser visto, pois aborda temas como a esquizofrenia. Mas, minha recomendação é que não crie muitas expectativas ao vê-lo, assista como que se estivesse assistindo um filme mediano que servirá para passar o tempo. 

NOTA: 7,8/10

Veja o trailer no vídeo abaixo: