sábado, 14 de abril de 2018

E Se Fosse Verdade

E Se Fosse Verdade, título original Just Like Heaven é um filme de 2005 dirigido por Mark Waters, e é baseado no livro Et si c’etait vrai de Marc Levy. Trata-se de uma comédia romântica divertida e simples protagonizada por dois atores de grande talento e que estavam no auge de suas carreiras, Mark Ruffalo e Reese Witherspoon.

Sinopse: Ainda sofrendo com a morte da esposa, o arquiteto David Abbott (Mark Ruffalo) se muda para um novo apartamento. Infelizmente, a inquilina anterior, a médica Elizabeth Masterson (Reese Witherspoon), entrou em um coma após um terrível acidente de carro. O espírito dela começa a assombrar o antigo apartamento, sem memória de quem ela é, quem são seus familiares ou o que fazia. David, então, tenta ajudá-la a descobrir sua identidade, e os dois acabam se apaixonando.


Acredito que um dos aspectos que tornam esta produção tão querida do público é principalmente o carisma dos dois atores principais. Cada um com seu respectivo personagem conseguem e muito bem entreter e divertir o espectador. Contudo, a comédia aqui apresentada não se trata daquelas típicas que faz o público rir a ponto de “borrar as calças”, tá muito longe de ser esse tipo de comédia. E Se Fosse Verdade se foca em especial na sintonia entre os protagonistas que no meio de uma situação estranha, se veem obrigados a encararem as mais diversas circunstâncias cômicas e algumas delas constrangedoras.

Não vou negar o fato de que este filme prendeu minha atenção logo nos minutos iniciais. Ali nos deparamos com a vida bastante atarefada de Elizabeth que trabalha arduamente em um hospital, sendo uma das suas principais diretrizes salvar vidas e cuidar dos pacientes da melhor forma possível. Até que um dia, um acidente acontece e ela entra em coma. E sua família resolve alugar o apartamento dela. E é nesse contexto que surge David, um homem triste que ainda carrega consigo a dor causada pela perda da esposa. E logo no primeiro dia, ele se vê diante de uma ocasião bizarra: Elizabeth está no apartamento pedindo para ele ir embora, e pior, só ele consegue vê-la, e também não adianta fechar as portas para ela, por que ela consegue atravessar portas e paredes, e ainda assim ela mesma não percebe logo de imediato que há alguma coisa errada, seu jeito de mandona parece cobrir qualquer estranheza que estava acontecendo.


Quando David descobre o ocorrido, ele tenta ajuda-la a passar para o mundo dos mortos, ou trazê-la de volta à vida normal. E no meio dessa leve aventura, os dois acabam se tornando bem próximos um do outro, e aí todo mundo já sabe: o amor entre homem e mulher vai surgir. Esse tipo de desenvolvimento, embora seja inocente demais, consegue nos divertir de uma forma muito legal, claro que como já enfatizado antes, a sintonia entre os dois atores é formidável, e torno a repetir: foi isso que tornou o filme muito mais bacana do que apenas aparenta ser. Mark Ruffalo e Reese Witherspoon carregam o filme nas costas, principalmente a atriz. Ela praticamente tem duas personalidades no filme, uma quando está vivinha da silva, e a outra como espírito. Embora ambos sejam a mesma pessoa, e que de alguma forma conseguem interligar o que ela sabe, mesmo estando em forma de espírito.

Há quem diga que esse filme se parece muito com Ghost: Do Outro Lado da Vida, de fato sim, seu tema é parecidíssimo. Mas, há as suas particularidades, uma delas é a forma de abordagem do tema, e a outra é o final muito diferente do clássico dos anos 90. E em vista disso, há críticos que não aprovaram o final. Reconheço que não foi tão legal assim, abusou muito dos clichês “finais felizes”, mas se tivesse terminado de forma diferente, tenho certeza que os mesmos críticos iriam taxa-lo de clichê, por conta do filme Ghost já citado. Portanto, é sensato esquecer essas exigências (para mim muito bobas), e levar em consideração a simplicidade e delicadeza pela qual o filme se mostra diante do público.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

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