domingo, 1 de abril de 2018

ALTA FREQUÊNCIA


Imagine se em nossas mãos tivéssemos o poder de alterar o passado, principalmente para evitar uma tragédia com um ente querido? Essa é a trama do filme Alta Frequência, título original Frequency, dirigido por Gregory Hoblit e lançado no ano 2000. É um filme que vai muito além da lógica, mas se ignorarmos esse fato e levarmos em consideração apenas o lado emocional, a obra se torna uma produção magnífica e digna de respeito. Estrelado por Dennis Quaid e Jim Caviezel que interpretam pai e filho, respectivamente.

Sinopse: O que você faria se tivesse a chance de voltar no tempo e mudar apenas um evento na sua vida? John Sullivan (Jim Caviezel) tem a resposta na ponta da língua: desfaria os eventos de 12 de outubro de 1969, quando um incêndio matou seu pai Frank (Dennis Quaid), um heroico bombeiro. Desde então, John sonha em ter conseguido impedir a tragédia daquele dia fatal, que fez com que sua vida como adulto se tornasse cheia de raiva e solidão. Mas agora John pode conseguir realizar seu desejo. Um dia antes do aniversário da morte do pai, em meio a uma terrível tempestade, John encontra o velho rádio de Frank. Apesar da estática, ele consegue conversar com um homem que diz ser um bombeiro e que jogou na World Series de 1969, assim como seu pai.


Levando em conta o acontecimento trágico na vida do personagem John, compreendemos que sua vida estava mergulhada em um vazio, e que nada podia fazer para reverter. E com essa conversa obtida através do rádio, ele aos poucos percebe que é seu pai no passado, falando com ele no futuro, sem que ambos percebam logo de cara. É como se algum ato de magia fizesse com que John tenha agora a chance de mudar as coisas. Porém, ele precisa convencer seu pai de que o homem atrás do rádio é seu filho, já na faixa dos 30 anos. É meio complicado para o espectador entender e também o pai de John, que a principio pensa que se trata de um bandido que o vigia do lado de fora. Mas, com muita conversa, as emoções de pai e filho vão se tornando nítidas e por mais impossível que possa parecer, o drama familiar é o que os motivam a agir.

Além disso, a investigação policial e a fantasia são os fortes do filme, onde Jonh no futuro sabe praticamente tudo que ainda vai acontecer no passado de seu pai, e com isso ele tenta a todo custo impedir tal tragédia ocorrida com ele, sendo que o próprio pai no passado é o seu braço direito nessa missão. Tanto John quanto seu pai não se importam se as pessoas ao seu redor pensem que estão loucos, para eles naquele momento o que vale é resolver um problema que até então magoava uma das partes.


No entanto, mudar eventos passados, provoca mudanças no futuro, como que em um toque de mágica. Esse estilo contém em diversos filmes que abordam mudanças ou viagens no tempo. Em Alta Frequência há o seu diferencial por conta do drama familiar envolvido e na questão de comunicar-se com o passado ou com o futuro. O filme não explica de modo explícito como tal fenômeno ocorre, da pra perceber que a intenção do diretor é despertar o lado emocional, que faz com que mergulhemos na trama de maneira leve e que traz resultados satisfatórios.

Jim Caviezel e Dennis Quaid mostram uma ótima química, mesmo quando eles não se veem frente a frente. A estrutura narrativa é ótima e não peca mesmo quando a todo o momento o filme vai e volta no tempo, mostrando os eventos passados e os eventos futuros sem que se percam na história. Particularmente fiquei fascinado com Alta Frequência por que é um filme muito bem montado, não exagera mesmo quando ignora a lógica da natureza, e claro que por ser um filme de ficção científica, isso não é problema nenhum. Todavia, se o espectador tem dificuldade de compreender mudanças no tempo, pode facilmente dizer que o filme é decepcionante, mas em termos simples, apesar da história um tanto complexa, o que faz do filme uma grande produção é a forma como a trama se desenrola e os desempenhos dos atores principais. E o final é digno de aplausos, faz todo o esforço valer a pena! 

NOTA: 10/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

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