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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

JOGOS VORAZES

Jogos Vorazes é a adaptação cinematográfica do primeiro livro da famosa série escrita por Suzanne Collins. Dirigido por Gary Ross, o filme combina ação, ficção científica e drama para apresentar uma crítica contundente à desigualdade social, ao autoritarismo e à manipulação da mídia. Mais do que uma aventura de sobrevivência, Jogos Vorazes constrói um universo distópico rico e envolvente, que rapidamente conquistou milhões de fãs ao redor do mundo.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

2 COELHOS


2 Coelhos é um thriller de ação brasileiro dirigido por Afonso Poyart que surpreendeu o público ao apresentar uma linguagem visual moderna e pouco comum no cinema nacional. Lançado em 2012, o filme mistura ação, suspense, corrupção política e vingança em uma narrativa dinâmica, repleta de reviravoltas e inspirada no estilo de produções como Snatch e Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes. O resultado é um longa ousado que demonstra o potencial do cinema brasileiro para explorar gêneros pouco tradicionais em sua indústria.

domingo, 2 de agosto de 2026

VIAGEM 2: A ILHA MISTERIOSA

Viagem 2: A Ilha Misteriosa é uma divertida aventura de fantasia dirigida por Brad Peyton e lançada em 2012. Continuação de Viagem ao Centro da Terra (2008), o filme abandona parte da proposta do primeiro longa e aposta em uma aventura ainda mais extravagante, repleta de criaturas gigantes, paisagens fantásticas, perigos e muito humor. É uma produção claramente voltada ao entretenimento, que não pretende ser complexa, mas consegue entregar uma aventura familiar bastante agradável.

sábado, 25 de julho de 2026

O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

O Espetacular Homem-Aranha marcou o reinício da franquia do herói nos cinemas ao apresentar uma nova versão de Peter Parker, agora interpretado por Andrew Garfield. Dirigido por Marc Webb e lançado em 2012, o filme aposta em uma abordagem mais moderna e emocional do personagem, explorando não apenas sua origem como super-herói, mas também os mistérios envolvendo o desaparecimento de seus pais e sua busca por identidade.

sábado, 26 de julho de 2025

BUSCA IMPLACÁVEL 2

Busca Implacável 2 é um thriller de ação lançado em 2012, dirigido por Olivier Megaton e estrelado por Liam Neeson, que retorna ao papel de Bryan Mills, um ex-agente da CIA implacável e habilidoso. A trama dá continuidade direta aos eventos do primeiro filme, desta vez com uma reviravolta: os sequestradores não são apenas criminosos quaisquer, mas parentes dos bandidos mortos por Mills em sua missão anterior para salvar a filha.

terça-feira, 20 de maio de 2025

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE


Dirigido por Christopher Nolan, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises) encerra de forma épica a trilogia iniciada em 2005 com Batman Begins. Estrelado por Christian Bale, o filme traz um Bruce Wayne envelhecido e recluso, que é forçado a sair da aposentadoria para enfrentar uma nova e ameaçadora figura: Bane (Tom Hardy), um terrorista brutal e estrategista que desafia Gotham em sua essência.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

AS AVENTURAS DE PI

 

Dirigido por Ang Lee, As Aventuras de Pi é um espetáculo visual e emocional que transcende os limites do cinema ao explorar temas como fé, resiliência e o significado da sobrevivência. Baseado no romance homônimo de Yann Martel, o filme combina uma narrativa cativante com efeitos visuais inovadores, criando uma experiência inesquecível para o espectador.  

sábado, 12 de novembro de 2022

A ENTIDADE

 

A Entidade título original Sinister é um filme britânico-norte-americano de terror lançado no ano de 2012, dirigido por Scott Derrickson e estrelado por Ethan Hawke. 

terça-feira, 15 de março de 2022

V/H/S

 

V/H/S reúne uma coletânea de curtas metragens feitas no estilo found footage, e que já virou uma franquia famosa do gênero terror. Sou até suspeito para falar desse tipo de filme, pois eu gosto bastante desse estilo, ainda mais quando eles são feitos com um certo grau de realismo. Pois bem, o primeiro V/H/S foi lançado em 2012 e conta 5 histórias bizarras vistas em fitas de vídeo dentro de uma história intermediária. Cada segmento foi dirigido por um cineasta diferente.

domingo, 14 de março de 2021

HOTEL TRANSILVÂNIA

 

Hotel Transylvania é um filme de animação lançado em 2012, produzido pela Sony Pictures Animation. Dirigido por Genndy Tartakovsky e com vozes de Adam Sandler, Selena Gomez e Andy Samberg.  

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

UM HOMEM DE SORTE (2012)


Para fechar o ano de 2019, vamos falar do drama romântico The Lucky One, em português conhecido como Um Homem de Sorte. Filme lançado em 2012, dirigido por Scott Hicks. Foi baseado na obra homônima de Nicholas Sparks. O filme é estrelado por Zac Efron e Taylor Schilling. 

sábado, 13 de julho de 2019

CRIANÇAS LOBO


Crianças Lobo, título original Õkami Kodomo no Ame to Yuki, é um filme de animação japonês lançado em 2012, e que foi realizado por Mamoru Hosoda. 


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

BEM-VINDO À VIDA (2012)


Quando nos referimos a filmes que possuem o intuito de nos divertir, nós temos a percepção de que para atingir este objetivo, o filme não precisa necessariamente conter piadas grosseiras ou palavrões. E um bom exemplo de um filme assim é Bem-Vindo à Vida, título original People Like Us, lançado em 2012, dirigido por Alex Kurtzman. 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

O COLECIONADOR DE CORPOS 2


Para muitos fãs dos filmes de horror, o filme O Colecionador de Corpos cumpriu as expectativas para um filme do gênero, bem gore com cenas bastante pesadas. O diretor Marcus Dunstan trouxe a continuação da saga em 2012. O Colecionador de Corpos 2, embora seja inferior em termos técnicos e clima de tensão, é de longe muito mais pesado e cruel que seu antecessor.

sábado, 7 de julho de 2018

PARA SEMPRE (2012)


Os filmes baseados em fatos reais sempre chamam a minha atenção, independente do gênero. E o drama romântico Para Sempre, título original The Vow do diretor Michael Sucsy é um desses filmes que apesar de não ser nenhuma obra-prima, é uma história que deve ser conferida. Esse filme foi lançado em 2012 e é estrelado por Rachel McAdams e Channing Tatum que vivem a história real do casal Kim e Krickitt Carpenter.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

[REC] 3: GÊNESIS


O filme espanhol do gênero terror [REC], que culminou em três sequências, resultando em 4 filmes onde os dois primeiros retratam uma situação em que um edifício havia ficado em quarentena devido a uma infecção que ali se espalhava. No entanto, o terceiro filme intitulado [REC] 3: Gênesis é uma história completamente diferente. Claro que como o próprio título sugere, poderíamos esperar o começo de toda a história, visto que em [REC] 1 e 2 nada sabemos sobre as origens dos zumbis macabros e como isso tem se espalhado. Então, ao assistir [REC] 3 estive esperando mais um complemento para a franquia. No entanto, o resultado foi frustrante! O filme foi lançado em 2012 e dirigido por Paco Plaza.

Sinopse: Clara (Letícia Dolera) sempre idealizou o seu casamento e no grande dia a presença de amigos e familiares era fundamental. O que ela não fazia ideia era que seus convidados sofreriam uma súbita transformação em zumbis, fazendo com que seu sonho termine no pior dos pesadelos.


Pra ser bem direto, [REC] 3 não fala de absolutamente nada sobre os princípios dos acontecimentos retratados nos dois primeiros filmes, ao invés disso, traz uma história completamente diferente e paralela em relação aos filmes anteriores, mais adiante explico por que. No entanto, há algumas referências das quais irei mencionar nesse texto. Mas eu tenho certeza que as pessoas que gostaram dos outros filmes queriam uma história envolvendo a menina Medeiros, a responsável pela infecção demoníaca e como tudo havia começado nela, ou seja, teria de ser um filme dentro do contexto geral, mas não foi. Não consigo compreender o porquê estabeleceram um enredo piegas em uma franquia desse tipo, onde precisaria de mais desenvolvimento sobre os eventos misteriosos vistos nos dois filmes anteriores.

A ambientação principal do filme é em uma festa de casamento, onde após a cerimônia, um dos convidados começa a demonstrar um comportamento estranho até morder outra pessoa e assim a infecção começa a se espalhar. Antes disso, é dito que esse convidado havia sido mordido por um cão agressivo (será o Max do primeiro filme?) em uma clínica veterinária, e então o que se sucederia era aquela carnificina que todos já sabemos. A luta para sobreviver ganha espaço e os zumbis estragam a festa transformando-a em um verdadeiro inferno.


Pra não ter que dizer que não há menção alguma sobre a menina Medeiros, há uma cena em que aquela criatura magrela e horrorosa aparece, mas nada faz no filme, essa sua aparição só dura uns cinco segundos e só. E em relação ao padre local, onde ao ser cercado por infectados, ele usa a cruz e faz uma oração que consegue parar as criaturas, mostrando que são na verdade demônios, essa é uma referência ao segundo filme? Talvez. Há outra referência para a franquia quando vemos nas telas a reportagem sobre o prédio em quarentena, e isso por si só, já indica que esse terceiro filme não é o principio coisa nenhuma, é apenas uma história paralela sobre a mesma infecção, e é principalmente esse lance de história paralela que em muitos casos se torna uma coisa extremamente desnecessária.

E a decepção não para por aí, além de conter um enredo fraco e sem nenhum fator contribuinte para a história, as atuações são forçadas de modo que até uma criança perceberá. De fato, é justo dizer que a tensão do filme chega a ser grande, onde sangue e morte ocupa espaço na tela, mas nesse ponto em específico, o elenco não consegue demonstrar medo nenhum. Eles apenas fazem cara feia e gritam escandalosamente. Há uma cena que foi a gota d´água, onde a protagonista é mordida na mão e para a infecção não se espalhar, ela pede ao marido que corte o braço dela com uma espada, e ao fazer isso ela só dar um grito, parece que não sentiu muita dor. Segundos depois, ela anda com o braço arrancado como se nada tivesse acontecido. Realmente, esse filminho é uma ofensa para a franquia, aliás, não devia nem fazer parte.


[REC] 3 ainda tropeça por cair em clichês gritantes e sem o menor sentido, como por exemplo, a jovem e delicada noiva (a protagonista) se apossa de uma serra elétrica e vira uma “Chuck Norris” feminina acabando com uma grande quantidade de infectados. Essa cena acontece assim de forma aleatória, sem nexo nenhum, apenas para preencher espaço e fazer a produção gastar dinheiro com sangue e corpos falsos. Sem falar que a qualidade das cenas é uma “beleza” que chega a dar muito orgulho... Será mesmo? Fiquem tranquilos, estou apenas zuando.

Com toda a minha sinceridade, os dois primeiros foram ótimos, seguiu uma narrativa tensa e assustadora, mesmo com algumas alterações na história. Mas esse [REC] 3 é uma negação total! Assisti mesmo por que prometi acompanhar toda a franquia e publicar aqui no blog uma resenha para cada filme assistido. E até estou com receio em acompanhar o quarto e último filme da franquia, mas ao constatar sua sinopse, me pareceu que irá partir de onde parou o segundo filme e, portanto, isso me fará dar uma chance a ele, claro que não vou esperar que seja melhor que o primeiro, mas espero pelo menos que supere este terceiro que apenas serviu para me causar decepção. 

NOTA: 4/10

Veja o trailer de [REC] 3: Gênesis no vídeo abaixo:

sábado, 5 de maio de 2018

LIGADOS PELO AMOR


Ligados Pelo Amor, título original Stuck in Love escrito e dirigido por Josh Boone é um filme que aborda o drama dentro de uma família que cada um de seus membros vivem em um mundo diferente, embora eles sejam talentosos no que diz respeito à escrita. Esse filme foi lançado em 2012 e é estrelado por Jennifer Connely, Greg Kinnear, Lily Collins, Nat Wolf, Logan Lerman e Kristen Bell.

Sinopse: Três anos depois de seu divórcio, o romancista experiente Bill Borgens (Greg Kinnear) não consegue esquecer o seu passado e espiona sua ex-mulher Erica (Jennifer Connely), que trocou o marido por outro homem. Mesmo que sua vizinha e amiga colorida, Tricia (Kristen Bell) tente trazê-lo de volta à ativa, ele permanece aos encantos de qualquer um. Enquanto isso, sua filha Samantha (Lily Collins) está publicando o seu primeiro romance e evitando seu primeiro amor com um romântico incurável (Logan Lerman); e seu filho adolescente Rusty (Nat Wolf) está tentando encontrar a sua voz, tanto como escritor de fantasia quanto como inesperado namorado de uma garota ideal que tem problemas perturbadores e reais. Cada uma dessas situações cresce e elas se transformam em um trio de crises românticas, o que leva os Borgens a surpreendentes revelações sobre como finais viram começos.


O drama familiar retratado nesse filme é envolvente e interessante. A esposa deixa o marido em troca de outro homem, e isso faz com que ele passe muito tempo remoendo esse passado. Ao mesmo tempo em que a filha passa a odiar a mãe e por medo de se magoar, evita qualquer envolvimento romântico com alguém. E o filho tenta obter o sucesso de escritor e se envolve meio que sem querer com uma garota problemática. A narrativa se segue explorando e desenvolvendo esses personagens, que de alguma forma inusitada e sem nenhuma correlação uma com a outra, esses problemas familiares vão sendo resolvidos de uma maneira um tanto superficial, porém, interessante o suficiente para fazer refletir sobre a importância do amor familiar e a união que deve haver nesse meio.

Os personagens principais foram altamente bem trabalhados, a premissa inicial é aos poucos levantada na questão do choque familiar que afeta a todos. A brilhante atriz Jennifer Connely não poderia estar melhor, mesmo que ela seja a personagem entre os principais que aparece mais pouco. Greg Kinnear interpretando um pai separado, angustiado e triste, mas que procura manter a relação com os filhos da melhor forma possível, também curtindo um pouco com sua vizinha e principalmente nutrindo a esperança de que sua esposa volte. Mas a melhor personagem desse filme é sem dúvida a Samantha, a atriz Lily Collins (linda como sempre) da a vida a essa personagem, inclusive eu acho essa a melhor interpretação da Lily até o momento.


Samantha é uma garota inteligente e de personalidade forte, e por conta disso, muitas vezes ela se mostra arrogante quando está diante de um garoto ou quando se fala em sua mãe. Suas falas no decorrer do filme discursando sobre o amor e como ele falha, como por exemplo: 


"Evite o amor a todo custo. Esse é o meu lema!"

Esse tipo de frase e outros mais, é o que torna a sua personagem antipática inicialmente, mas essa antipatia não faz com que o espectador sinta raiva dela, ao contrário, seu carisma é eficaz para cobrir quaisquer vestígios de ignorância. E durante o desenvolvimento do filme, ela vai mudando sua maneira de enxergar as coisas sobre o amor e também a sua mãe, que através de revelações inesperadas faz com que a jovem reveja seus conceitos e posteriormente compreenda que a união familiar é mais importante do que qualquer outra coisa. Então, como não amar essa personagem? Ela é um reflexo de muita gente, e para mim além de ser a melhor personagem do filme, é também o centro das atenções por roubar a cena. Por isso que eu afirmo que essa foi a melhor personagem que Lily Collins já interpretou até agora.

Os atores coadjuvantes têm o seu espaço adequado, sem exagerar e sem ser pequena demais e com um bom desenvolvimento. O roteiro acerta por inclui-los no tempo e na situação certa, para que a narrativa não perca o seu foco principal. Aquela música de fundo que toca no começo e no fim quando se põe na mesa a expectativa de que a família irá se reunir junta depois de tantos problemas, combina muito com a ambientação do filme e seu conteúdo. Ligados Pelo Amor pode aparentar não ser grande coisa, mas ele surpreende e agrada com grande facilidade e precisão, em especial o público mais sensível e carente. Em suma, é um filme divertido e reflexivo que trás à nossa atenção um dos temas mais importantes dentro do seio familiar. Recomendo muito! 

NOTA:7,7/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

terça-feira, 13 de março de 2018

O CORPO (2012)


Se você deseja ver um suspense de qualidade e que não decepciona, a dica principal para esse tipo de assunto é o cinema espanhol. Sim, em questão de produzir filmes com tramas completamente imprevisíveis, os espanhóis colocam qualquer diretor de Hollywood no bolso, com exceção de Alfred Hitchcock, que é nada mais nada menos do que a inspiração para o cineasta Oriol Paulo. Após me surpreender com o filme Um Contratempo, do diretor Oriol Paulo, fui conferir outra das obras que ele dirigiu El Cuerpo, tradução literal O Corpo. Esse filme foi lançado em 2012, mas não veio para os cinemas brasileiros, porém, o filme pode ser encontrado em alguns lugares pela internet.


El Cuerpo é um filme sensacional! Uma trama simples que é desenrolada com a brilhante e inteira participação do elenco principal. No elenco temos a participação de Belén Rueda, José Coronado, Hugo Silva e Aura Garrido. O enredo gira em torno da investigação de um inspetor de polícia (Coronado) sobre o misterioso desaparecimento do corpo de uma mulher (Rueda) do necrotério, em uma das suspeitas se encontra na pessoa de Ulloa (Silva) que é o viúvo da vítima.

Oriol Paulo prova de forma indiscutível o talento que possui em manipular o espectador. Em O Corpo, o cineasta consegue mesclar diversas situações que nos fazem suspeitar de algo, e à medida que o filme caminha diante de um clima sombrio e tenso, as perspectivas que criamos vão ganhando força, e no desfecho é que vem a pancada... O plot twist é FENOMENAL! Será que eu estou exagerando? Não, não. A narrativa do filme contribui para que cada peça se encaixe da forma mais perfeita que se possa imaginar! Cada personagem tem sua importância, cada ato ou fala é essencial para o desenrolar do filme. Porém, é impossível prever o desfecho, por que o roteiro foi muito bem trabalhado e teve muito cuidado para não deixar brechas esmagadoras.


Como dito, o diretor conduz o filme brincando com a mente do espectador, e este com certeza fica tentando desvendar mistérios, como por exemplo, será que a mulher do cara está viva e não morta? Será que ela descobriu a traição da parte dele e está querendo se vingar? Será que há algo estranho que Ulloa não consegue perceber, já que a cada minuto que passa o cerco sobre ele está se fechando? Será que a polícia tem alguma participação nisso tudo? Enfim, são diversas maneiras de tentar desvendar o enigma sobre o corpo desaparecido do necrotério. Mas, duvido muito que você consiga ou conseguiu adivinhar a real situação.

As atuações do filme são formidáveis! Cada um consegue se sair bem com seus papéis, sem exagerar ou fugir da lógica. Há também diversos flashbacks, que contribuem muito para o desenvolvimento de cada personagem e de cada situação. É intrigante também o fato de que o clima do filme não perde ritmo, mesmo quando aparenta ter alguma coisa sobrenatural envolvida. E sobre Ulloa que tenta recorrer a sua amante como ajuda para sair de uma enrascada, por que realmente ele matou a esposa para ficar com a amante Carla Miller (Aura Garrido), no entanto, há diversas situações que o colocam contra a parede, e teorias sobre a possível sobrevivência de sua esposa é algo que mais o atormenta.


Tirando o uso dos flashbacks, é interessante notar que a trama se desenvolve em apenas uma noite. E tudo que acontece dentro do necrotério, onde estão Ulloa e os policiais encarregados de investigar o caso do corpo desaparecido, é o que deixa o filme claustrofóbico e misterioso. Claro que o clima de suspense predomina a todo o momento e não nos deixa descansar por um minuto sequer. De fato, a narrativa é impecável e monta todas as peças para nos levar a um desfecho surpreendente e completamente imprevisível.

O Corpo é um filme que deve ser visto por todos aqueles que gostam de suspense. Particularmente, eu considero que deixar de assisti-lo seria um sacrilégio enorme para o gênero, mesmo por que o filme não deve nada para Hollywood, tem seus próprios méritos de um ótimo roteiro e um ótimo desenvolvimento e é uma produção para deixar qualquer outro cineasta com inveja, principalmente por conter uma história que prende a atenção do espectador de uma forma única e especial. E com isso em mente, eu respeito muito o diretor e roteirista Oriol Paulo, e fico muito ansioso para ver mais uma de suas façanhas. E por isso fica aqui a minha dica para o leitor que tiver a curiosidade de dar uma conferida em El Cuerpo, não precisa necessariamente gostar de suspense para se surpreender com a trama aqui retratada. Apenas mergulhe na história e sinta o clima derreter seus miolos! 

NOTA: 10/10

Veja o trailer no vídeo abaixo: 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

DEUS DA CARNIFICINA


Roman Polanski escreveu e dirigiu Carnage, em português conhecido como Deus da Carnificina, baseado na peça teatral God of Carnage, cuja autora Yasmina Reza assina também o roteiro do filme. Lançado em 2012, o longa é quase que inteiramente filmado dentro de um apartamento, onde apenas quatro atores segura as pontas com brilhantes diálogos e situações de incômodo. O elenco é composto por veteranos de muito talento como Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly.

Temos aqui um grande elenco que segura o filme inteiro dentro de um apartamento, com diálogos excelentes! É muito divertido ver a cada minuto que passa o circo pegar fogo entre os casais, em meio a situações cômicas e que beiram ao ridículo sem resolver nada do problema proposto por ambos. O desvio de assunto é inevitável quando as diferentes personalidades se chocam uma com a outra. A direção de Polanski manteve o ritmo e a estrutura narrativa é muito agradável diante de ótimas atuações.

Sinopse: O casal Nancy e Alan Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) vai até a casa de Penélope (Jodie Foster) e Michael (Jonh C. Reilly) para discutir uma briga entre os filhos. Eles tentam resolver o assunto dentro das normas da educação e civilidade, mas, aos poucos, cada um perde o controle diante da situação, e a briga deles se torna pior que a briga dos filhos.

O pequeno elenco se sai muito bem com seus papéis, e surpreendentemente nenhum deles tem mais destaque que o outro, os quatro dividem igualmente as cenas de uma forma divertida e cheia de desavenças, que à medida que o filme corre até o final, a simples reunião de paz, se torna agora um lugar onde predomina xingamentos, agressões, ódio, cada um querendo se justificar devido às atitudes de seus filhos. É um filme que prendeu minha atenção, e o fato de ter praticamente só um set de filmagem, contribuindo até mesmo para um clima de sufoco, não percebi em nenhum momento algo cansativo, pelo contrário, queria saber até onde tudo aquilo iria terminar e de que forma seria isso. Deus da Carnificina é um filme agradável capaz de nos divertir diante de situações um tanto caóticas para ambos os personagens. O filme é uma crítica a sociedade que tenta se manter unida, mas sua máscara cai quando situações extremas são jogadas na mesa, e que funciona como combustível para uma explosão. Deus da Carnificina cumpre esse objetivo muito bem e ainda por cima com um tom cômico para agradar ainda mais o público.

A direção de Polanski é genial, e a forma em como ele consegue manter o clima divertido todo o tempo, apenas dentro das dependências do apartamento, é claro que para que isso funcionasse, o elenco teria de colaborar e muito. Por isso, a escolha dos atores não poderia ser melhor, todos eles são consagrados e de muito talento, o ponto forte do filme que mais me agradou foi os diálogos, uma verdadeira aula onde cada palavra é medida com sua posterior consequência, e isso funcionou tão bem que todas as vezes que o casal visitante tenta ir embora, alguma coisa que foi dita antes os fazia voltar de novo.

Jodie Foster nos encanta com sua atuação, o que é bem normal quando um papel é interpretado por ela, independente de qual seja. A personagem Penélope recebe as visitas muito bem e mesmo quando as diferenças entre eles são expostas, e a coisa começa a fugir do controle, Penélope tenta se controlar ao máximo que pode, sendo a última a ceder aos seus extintos de mãe e de dona da casa, tomando atitudes inesperadas, pois sua paciência tinha limite. Do mesmo modo em que seu marido Michael que a princípio estava quieto, começa depois a perder o controle com bebidas e juntamente com o marido visitante que irritava todos com conversas ao telefone.

Kate Winslet está deslumbrante! Sua personagem aqui reflete a de uma mãe que tenta defender seu filho quando outros o chamam de delinquente. O que mais contribui para a explosão no comportamento das mães é quando seu filho é xingado ou que toda a culpa pela confusão é dele. O filme não se preocupa em mostrar quem estar certo ou errado, embora na primeira cena, vemos o filho de Nancy e Alan dando uma paulada na cara do outro chegando a quebrar dois dentes da vítima, mas não sabemos o que gerou a briga, por que o filme não se importa em mostrar isso. O foco central está na chamada reunião de paz e conciliação, onde se manifesta de forma genial as diferenças entre as pessoas na sociedade, e o que pode resultar disso. Conforme já mencionado, a briga dos pais se torna muito pior que a briga dos garotos, e o fato de ninguém conseguir evitar a confusão já arranjada, torna-se claro que o ser humano adulto pode ser muito mais rude do que uma criança que ainda não aprendeu a medir as consequências de seus atos.

É interessante notar como os personagens são falsos um com o outro, expressando pelas costas sentimentos de raiva. Claro que em algumas ocasiões isso acontece para evitar confusão frente a frente, mas se as visitas não saíssem logo, isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. A personalidade agressiva muitas vezes se encontra oculta, e para desperta-lo, nada melhor do que provocações. E em Deus da Carnificina, isso é o que não falta. O filme nos permite ter uma ótica diferente naquele apartamento, é como se as pessoas que estavam lá fossem animais presos na jaula. A intenção de Polanski é alcançada com uma produção que por mais simples que seja ela é direta e acerta em cheio no ponto principal, sem perder o rumo no qual o filme deve seguir. 

NOTA: 8,5/10

Assista ao trailer no vídeo abaixo: 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

MENOS QUE NADA


Os dramas em que chamam atenção para o lado mental, em especial quando o assunto é uma doença se torna importante para aqueles que se interessa por temas assim, seja por curiosidade ou para fins acadêmicos. O filme Menos Que Nada lançado em 2012 e dirigido por Carlos Gerbase fala sobre esse tipo de assunto de uma maneira eficaz e muito bem feita. A história se centraliza em um caso de um paciente que sofre de esquizofrenia e o desenvolvimento do filme é feito a partir de depoimentos de pessoas que conviviam com a paciente antes de surtar e depois ser internado. O filme é estrelado por Felipe Kannenberg, Branca Messina, Maria Manoella e Rosanne Mulholland. A produção recebeu diversos elogios do público, em especial dos psicanalistas, que o consideraram uma excelente abordagem sobre o que se passa na mente de um esquizofrênico e também a maneira em como um tratamento diferente pode obter bons resultados na intenção de recuperar parcialmente a memória e trazer a pessoa de volta à realidade, mesmo que seja por um breve momento.

Sinopse: O drama nacional Menos Que Nada conta a história de Dante (Felipe Kannenberg), um homem que está internado em um hospital psiquiátrico com diagnóstico de esquizofrenia. Ele não fala com ninguém, nem recebe visitas, permanecendo indiferente ao mundo. Isso até a jovem psiquiatra Dra. Paula (Branca Messina) se interessar mais profundamente pelo caso, após ver Dante surtar no pátio do hospital. Disposta a desvendar as relações sociais do seu paciente, a médica faz uma série de entrevistas com pessoas que conviviam com ele antes do internamento, como o pai, a professora, uma amiga e um antigo amor.


Eu em particular, adorei o filme, não apenas pela interessante história, mas pelo ótimo desenvolvimento e as excelentes atuações principais. Dentro do contexto social, o filme faz uma imensa crítica sobre o modo em como os pacientes de um hospital psiquiátrico são tratados, sejam por métodos brutais ou condições horríveis de ambiente. Quando o filme começa a filmar o hospital onde o protagonista está internado, Gerbase faz questão de expor as condições deploráveis do lugar e a aparência dos pacientes. Também mostra a maneira em que as pessoas são esquecidas como se não houvesse nada a fazer para ajudar, e que embora a esquizofrenia, por exemplo, é uma doença incurável, os responsáveis pelo hospital deveriam se preocupar com as atualizações de medicação e os prontuários. Logo de cara, nos deparamos com uma triste realidade, e o que nos consola é saber que existem profissionais que realmente levam seu trabalho a sério, conforme acontece com uma das co-protagonistas do filme.

Dante não é mostrado no filme apenas como o doente mental. Antes de ser internado, ele vivia normalmente, embora seu comportamento seja visivelmente excêntrico. Quando criança, em uma das cenas iniciais, ele é repreendido pela mãe por apenas brincar com uma menina, alguns talvez possam concluir que a mãe de Dante não é normal, e dessa forma talvez possa ter passado a doença geneticamente para o filho, o que explica um comportamento diferente da parte do mesmo, e embora o filme não afirme isso em nenhum momento, tal conclusão pode ser plausível. O jovem Dante não teve uma infância e muito menos uma juventude feliz, isso por que ele sofre com grandes perdas, o que inclui a sua mãe. E por causa disso, ele passa a crescer junto com seu pai, que quase não dava a detida atenção para o filho, devido ao seu trabalho como policial. Isso pode muito bem significar que o isolamento do jovem Dante também contribuiu para o desenvolvimento de sua doença, e é interessante notar que ninguém suspeita que haja alguma errada com ele, mesmo diante de seu estranho comportamento, é aquela típica situação: se não aparenta estar doente, então não está. Isso infelizmente é comum, pois muitas pessoas carregam consigo uma doença que se desenvolve silenciosamente, mas ninguém se apercebe disso, até que ela se manifeste.


Quando o protagonista está internado, ele desperta a atenção da bela Dra. Paula, que ao ver o surto de Dante, ele fica cavando um buraco sem propósito algum, depois ele pressente um perigo, faz ato sexual com uma cadeira, e de repente alguma coisa o ataca e depois de uma briga ele cai morto, após horas ele acorda, volta a cavar e faz tudo de novo. A médica tenta procurar um significado para aquilo que ele sempre faz. Ou seja, a médica quer realmente saber como o paciente enxerga o mundo, o que produz a sua imaginação, seja real ou ilusão, isso tornaria mais fácil procurar um motivo para tais atos ou então a causa para a doença. E é isso que a Dra. Paula faz, por isso eu acho ela a melhor personagem do filme, por que é a única que se importa de verdade com o Dante, e que mesmo contra os conselhos do diretor do hospital, que relata que o paciente pode se tornar perigoso a ponto de feri-la, ela é firme na decisão de fazer seu estudo de caso com ele. E para isso, ela precisa investigar o passado do seu paciente, suas convivências e costumes, a fim de se aprofundar nitidamente na vida dele, e descobrir a real causa de seu surto.

É aí que o filme entra em um estilo de desenvolvimento extremamente interessante, que apela para flashbacks sobre o passado de Dante, que o vemos como um estudante universitário de arqueologia. Esses eventos são contados de acordo com a visão do depoente, no caso aqui se trata das pessoas que conviviam com Dante, e a Dra. Paula obteve inicialmente três nomes, o da professora, o pai e a amiga de infância, aquela por quem a mãe de Dante o repreendeu por apenas brincar com ela. Essas pessoas passam a contar como era a vida do rapaz, levando em conta seu próprio ponto de vista. E todos esses depoimentos são gravados com câmera de vídeo pela médica que depois mostra ao paciente, em uma tentativa de fazê-lo lembrar do passado.


No depoimento de Berenice (Maria Manoella), a amiga de Dante, ela conta que o reencontrou após muitos anos depois de vê-lo na tv em uma reportagem sobre arqueologia, onde realmente Dante estava presente junto com outros universitários. Um ponto de partida de extrema importância para a trama como um todo, está na descoberta de fósseis encontrados num barranco que pertence a Berenice e seu marido Ciro. E Berenice, ao entregar um fóssil a Dante, o que desperta o ciúme doentio de Ciro, ele acaba por mostrar o artefato para uma importante arqueóloga, a Dra. Renê (Rosanne Mulholland) a quem Dante passa a se apaixonar. E ela motivada pela ambição de uma grande descoberta, usa Dante para roubar mais fósseis, o que desencadeia uma perseguição da parte de Ciro, que se convence de que o roubo foi efetuado pelo amigo de sua esposa. Esses eventos, misturados com a ganância de Renê, a tristeza de Berenice e os acontecimentos que antes já tinham afetado o protagonista contribui para aquilo que já prevíamos. Um grande quebra-cabeça é montado aos poucos, e isso é em si, um grande feito do diretor Gerbase. Além disso, ele escolheu lindas locações no Rio Grande do Sul, que fez com que o filme tivesse uma fotografia memorável.

Vale destacar as atuações. Felipe Kannenberg arrancou grandes elogios com seu desempenho de um doente mental, que ficou a cargo das interpretações mais difíceis, que variam com olhares, expressões faciais e atitudes assustadoras. Branca Messina como a dedicada doutora Paula, é o ponto alto e forte, devido à maneira em como ela encara a realidade e o tamanho esforço que ela dedica com seu trabalho. Maria Manoella e Rosanne Mulholland se saem muito bem com seus papéis distintos um do outro, embora elas sejam as mulheres da vida de Dante, algo que acaba o tornando frágil, fazendo-o com que tome decisões precipitadas e depois não há como voltar.


“O amor alimenta a loucura ou seria o contrário?” Essa é a reflexão que Carlos Gerbase deixa a cargo do espectador, isso por que todas as peças do filme podem gerar múltiplas interpretações sobre a verdadeira causa da esquizofrenia de Dante, e também que ele passa a dar seu próprio depoimento, pois o novo tratamento da Dra. Paula fez com que ele voltasse um pouco à realidade. Todavia, fica a pergunta: devemos acreditar nas palavras de um esquizofrênico? Enfim, a reflexão fica a nosso cargo.

Entretanto, o filme não escapa de alguns defeitos, o principal deles é a atuação tosca e medíocre de Ciro, o marido de Berenice que foi interpretado por Alexandre Vargas, a atuação é tão ruim que chega até mesmo a irritar, outro ponto desnecessário são as cenas de sexo, embora um envolvimento entre os personagens tivesse de acontecer, os momentos da transa não contribui com nada, a não ser que cena de sexo é algo obrigatório para o cinema nacional, mas tudo bem, dar pra engolir essa falha, por que a narrativa do filme em sua totalidade agrada muito que esquecemos esses detalhes.

Menos Que Nada é um filme muito recomendável, mas infelizmente ele não é muito conhecido entre o público, seu pôster e sinopse pode não interessar a maioria das pessoas, no entanto, se você que estiver lendo esse texto e desejar dar uma conferida nesse filme, uma simples recomendação eu darei: assista com a mente aberta, pois como se trata de um drama psicológico, só assim você entenderá a essência que o filme pretende repassar, também não espere soluções para a doença do protagonista, tenha em mente que o problema dele não existe cura. A mensagem e crítica geral do filme se encontram em seu desenvolvimento e forma de lidar com situações extremas, porém, altamente delicadas. 

NOTA: 8/10


Veja o trailer no vídeo abaixo: