terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Matilda

Matilda é um clássico dos anos 90, sendo uma adaptação do livro homônimo de Roald Dahl. Dirigido por Danny DeVito que também participa do elenco, o filme foi lançado em 1996 e é até hoje considerado um grande clássico infantil da Sessão da Tarde na época dos filmes que hoje nos causa uma imensa nostalgia. Matilda ainda nos trás as saudades daquele tempo, além de ser um filme bastante divertido sejam para crianças, como também para adultos. O filme é estrelado por Mara Wilson, Danny DeVito, Rhea Perlman, Embeth Davidtz e Pam Ferris.

Sinopse: Matilda Wormwood (Mara Wilson) é uma criança brilhante de apenas seis anos, dotada de inteligência, gênio em matemática e cheia de apetite por conhecimento, que cresceu em meio a pais grosseiros e ignorantes. Seu pai Harry (Danny DeVito) trabalha como vendedor de carros, enquanto que sua mãe Zinnia (Rhea Perlman) é dona de casa. Ambos ignoram a filha, a ponto de esquecerem de matriculá-la na escola. Desta forma, Matilda fica sempre em casa ou na livraria, onde costuma estimular sua imaginação. Após uma série de estranhos eventos ocorridos em casa, Matilda descobre que possui poderes mágicos, maneira encontrada pelo diretor de atenuar o caráter cético da protagonista. Seus pais, porém, não querem saber dessas belas qualidades da garota, mandando-a para uma escola dirigida por uma cruel e autoritária diretora. Seu único refúgio naquele lugar é a professora Honey (Embeth Davidtz), que entende a genialidade da garota e a ajudará o quanto for possível. Logo, Matilda descobre que com seus poderes mágicos, pode ajudar a combater a sua diretora junto com sua professora Honey e seus amigos.

A trama conta com uma série de efeitos especiais, e aborda, sobretudo, temas pertinentes ou polêmicos, como, por exemplo, uma família totalmente desvirtuada, ou simplesmente normal, fugindo dos padrões; também é destacado o poder que Matilda tem que, além do dom natural, adquiriu com o aperfeiçoamento da inteligência. Ela é capaz de mover objetos, pessoas, e tem um sentido intuitivo bastante aguçado. Sendo considerado um dos melhores filmes infantis do cinema americano, faz sucesso até hoje. Apreciado por gerações, que, de certa forma, redescobriram o filme e, rapidamente, consagraram-no um clássico.

Não poderia haver outra atriz mirim para interpretar Matilda tão bem do que Mara Wilson, a garota é impressionante com sua interpretação, ela consegue expressar de forma muito natural a maturidade da personagem que ao perceber o mundo caótico e enlouquecido que a rodeia, seja em casa ou na escola, ela sempre age naturalmente e com muita firmeza no que fala. A inteligência é uma de suas virtudes e isso logo se torna evidente nos momentos iniciais, e poderia muito bem cativar qualquer pessoa que possuir uma filha assim, além de ser também muito fofa. Mas a história mostra um mundo completamente diferente, onde os pais não possuem responsabilidade suficiente para fazer de Matilda uma criança mais especial do que já é. É interessante perceber que ao ir para o primeiro dia de aula, a garota se empolga para conhecer a escola e fazer amigos, mas ironicamente se depara com um verdadeiro inferno.

Na escola, vemos as crianças totalmente aflitas quando a cruel e maluca diretora se manifesta, e que não mede esforços para castigar uma criança, e aparenta adorar fazer isso. Por outro lado, entendemos o entusiasmo de Matilda para ir à escola, pois antes ela passava maior parte do tempo em bibliotecas, lendo diversos livros, e não é de se admirar que a garota seja tão inteligente. Por ser uma adaptação literária, o filme é bastante fiel ao nos trazer várias frases ditas no livro, os personagens como Matilda, sua professora e a diretora são dotadas de características semelhantes as do livro. As personalidades são também fieis, e se nós procuramos uma adaptação perfeita para o cinema, Matilda deverá estar na lista.

O lado fantástico também é abordado na obra. Por ser tão especial, a protagonista descobre poderes sobre-humanos que são capazes de deixar a cruel e valente diretora da escola em pânico. E por falar nela, a atriz Pam Ferris é incrível interpretando a diretora, embora possa aparentar um pouco forçada na maneira de falar, pra quem não está acostumado com filmes infantis, mas sua interpretação é ótima e está de acordo com a personalidade mostrada no livro. De fato, não há erros nesse ponto, exceto quando olhamos de maneira bem mais exigente, mas aqui não vem ao caso. Pois Matilda é direcionado ao público infantil, embora os adultos hoje adorem assisti-lo, pois nos diverte bastante!

Falando da intérprete da professora de Matilda, Embeth Davidtz, ela é uma espécie de toque dramático para o filme. A escolha da atriz para esse papel também foi um grande acerto, já que ela e Mara Wilson possuem uma grande sintonia juntas, e a união de suas personagens nos conduzirá para um final muito bom e emocionante, onde sacrifícios seriam necessários fazer. Além de ser revelado um segredo entre ela e a diretora, que se torna motivo maior para entendermos o lado da jovem por trabalhar naquela escola.

Mas, não devemos compará-lo com grandes produções, já vi alguns fazerem isso, mas entenda uma coisa: o filme não foi feito pra ser uma obra-prima (embora eu possa considera-lo assim), e sim para nos entreter e divertir por muitos anos. E isso está sendo cumprido, pois particularmente quando revejo o filme sempre que possível, sinto que é a primeira vez que assisto e me causa uma alegria imensa ver um filme infanto-juvenil com mais de 20 anos ser bem atual, mesmo não sendo mais criança.

Atualmente, Mara Wilson não vive no mundo da fama, e compreendemos perfeitamente os seus bons motivos para não voltar mais às telas, só que isso é outra história que não convém discutir aqui. Mas de uma coisa é certa: o seu rosto de criança, sua voz, sua fofura e suas interpretações em filmes será eternizada e amada por muito tempo. Matilda é um de seus filmes mais famosos, e por mais simples que seja, é uma obra inesquecível que nos faz lembrar aqueles tempos que infelizmente não voltam. Sem dúvida, fez parte de muitas infâncias desta geração, e não é atoa que é muito aclamado pelos fãs do cinema.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Invencível (2015)

Angelina Jolie foi a produtora e diretora do filme Invencível lançado em 2015. A atriz que já é famosa por participar de diversas produções está tentando a carreira como diretora. E mesmo que ela seja iniciante, neste filme aqui, ela consegue equilibrar a premissa esperada de acordo com o fato real do caso. Sim, Invencível é baseado na vida do ex-atleta olímpico americano Louis “Louie” Zamperini (1917-2014), que após sobreviver numa balsa por 47 dias durante a Segunda Guerra Mundial, ele é capturado pela marinha de guerra japonesa e enviado para campos de prisioneiros. O filme é estrelado por Jack O’Connell, Domhnall Gleeson, Garret Hedlund e Takamasa Ishihara.

Sinopse: O filme conta a história de Louis Zamperini (Jack O’Connell), uma estrela da pista olímpica e um herói da Segunda Guerra Mundial, que durante uma missão militar, sofreu um acidente de avião no Oceano Pacífico, do qual sobreviveu junto com dois companheiros. Eles passaram 47 dias à deriva no bote salva-vidas, quando foram encontrados por um navio de guerra japonês, que os fizeram prisioneiros e os levam para uma ilha onde foram torturados e mantidos como prisioneiros de guerra por dois anos.

O filme tem como tema o patriotismo, superação e resistência física e mental. É um drama cativante e ao mesmo tempo repleto de torturas. Zamperini como já dito, é um atleta olímpico que já ganhou diversas competições. O filme conduz com uma narrativa interessante, que no meio dos acontecimentos durante a guerra, onde o protagonista está servindo, é misturado com a infância e o crescimento do jovem.

A diretora Angelina Jolie acabou sendo alvo de críticas negativas, que a meu ver são sem sentido. Primeiro, é dito que ela não consegue manter o clima do filme e nem desenvolver os personagens coadjuvantes. Segundo, ela trás ao público muita tortura pra cima do protagonista. Alguns até a chamaram de masoquista. E terceiro, disseram que ela não soube trazer por meio do filme, o herói que todos esperavam. Mas pare um pouco, por favor. Na minha humilde opinião e como cinéfilo, procuro diferenciar minha visão quando o filme é um fato real sobre alguém, daqueles que a trama é apenas ficção, e quando se tratar de algo verídico, como algum acontecimento importante que não se foca apenas em uma pessoa, como é o caso aqui.

Por que eu falo isso? Por que quando o filme conta a história de uma pessoa, a sua figura central terá que ser essa pessoa, concorda? No filme Invencível quem é a figura central? Zamperini. É obrigatório desenvolver todos os outros personagens, mesmo aqueles que são próximos do protagonista? Não necessariamente. Por que se isso fosse estritamente obrigatório, todo mundo xingaria, por exemplo, o filme À Procura da Felicidade, onde ninguém, a não ser o protagonista é desenvolvido. Será que isso é erro da direção? Claro que não, pois se trata de um fato real que gira em torno de uma única pessoa. E o filme tem de seguir essa linha, e não desviar o foco de sua figura central.

No filme Invencível, não consigo enxergar como se poderiam desenvolver outros personagens se o protagonista será o centro das atenções até o final. De fato, poder poderia, mas não era isso que estava nas premissas do filme, em seu roteiro ou na ideia de transmitir sua mensagem final, e isso felizmente não estraga a produção. Na sua primeira parte, pode parecer um pouco cansativo quando Zamperini e seus dois companheiros ficam perdidos no meio do Oceano. Não sabemos como conseguiram sobreviver 47 longos dias naquele lugar, tomando um sol fervoroso e um frio de doer a alma durante a noite, por que o filme não explica isso. Aliás, nem o livro no qual o roteiro foi baseado explica isso, apenas Zamperini deveria saber, mas ele infelizmente já nos deixou. Sabemos, no entanto, que eles se alimentavam de peixes que eles conseguiam capturar no mar, e quanto à água, há uma cena onde eles aparam durante uma chuva. Porém, não dá pra saber se todos aqueles 47 dias choveram durante a noite, mas o que importa é que de alguma forma conseguiram sair vivo daquele Oceano.

O que faz do filme um grande feito está em sua belíssima fotografia, também as atuações não deixam a desejar. O até então desconhecido Jack O’Connell, se entrega inteiramente ao papel principal e nos consegue repassar o sofrimento que Zamperini sofreu naqueles anos infernais. O vilão é pra causar muita raiva no espectador. O cantor e compositor japonês Takamasa Ishihara encarna um general do exército japonês sádico e cruel que marca Zamperini em tudo que fala, e a qualquer movimento que este faz, é um motivo para espanca-lo. É difícil esquecer a cena em que ele ordena a todos os prisioneiros a darem um soco na cara do protagonista, um seguido do outro.

As muitas torturas retratadas no filme são resultado de uma época opressora, onde de um lado odiava o outro, é um fato que acontecia na guerra e não adianta dizerem que é exagero. Esse fator inclusive contribuiu até mesmo com confrontos a respeito da estreia do filme no Japão, que o consideraram uma alusão ao racismo, até mesmo Ishihara foi acusado de trair seu país por aceitar trabalhar no filme. Mas tanto o ator japonês e a diretora Jolie afirmam que a intenção não é fazer os outros pensarem que os japoneses são cruéis por natureza, é idiotice pensar isso, mas a mensagem final seria o perdão por toda a crueldade que fizeram na guerra.

Invencível é um grande filme sim! Um grande exemplo de superação em momentos difíceis, que mostra o quão importante é se fortalecer mentalmente para suportar as dores fisicamente, claro que por outro lado tem o patriotismo americano envolvido, mas em tempos de guerra isso acontecia com muita frequência, pois cada um dava a vida pelo seu país. A vitória final estava na questão da sobrevivência e posteriormente no perdão, conforme já mencionado, pois é dito no final do filme que Zamperini voltou ao Japão anos após a guerra e fez as pazes com os soldados que o mantinham preso, exceto o general Watanabe que havia se recusado a encontra-lo. De qualquer maneira, o filme conseguiu cumprir seu papel e mostrou que o herói não é aquele que iria massacrar os inimigos usando a força, tal como algumas pessoas esperavam, mas sua vitória estaria na sua vontade de sobreviver e mostrar depois a sua humanidade pacífica.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

sábado, 13 de janeiro de 2018

O Regresso (2015)

O filme O Regresso é baseado na obra homônima de Michael Punke, que por sua vez foi inspirado na história real de Hugh Glass. Dirigido por Alejandro González Iñárritu, e é estrelado por Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson e Will Poulter. Este filme foi lançado em 2015 e foi indicado a 12 Oscar, no qual venceu 3 categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator (DiCaprio) e Melhor Fotagrafia.

Sinopse: 1822. Hugn Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, ele fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy) que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.

O filme começa com um grupo de caçadores no oeste americano, onde seus integrantes lutavam pelo sustento. Por ser baseado na época do século XIX, não vemos por ali meios adequados de cuidar de alguém ferido, e falando nisso, tenho que elogiar a melhor cena do filme: o ataque do urso. Essa cena foi tão realista que fica quase impossível Glass ter conseguido sobreviver, um ataque desses que o filme mostra de uma forma impecável mataria qualquer ser humano, apenas por ver a forma como o animal ataca. Mas, na história real de Glass, ele sobrevive de alguma forma, mesmo sem os devidos tratamentos necessários.

O filme trás o tema da vingança que nutre o coração do protagonista, após um de seus aliados o trair, chegando até mesmo a matar o seu filho e abandoná-lo para morrer. Parece muito que o instinto de sobrevivência de Glass foi o que talvez o tenha salvado a sua vida. E o desenvolvimento do filme irá mostrar a jornada do protagonista atrás daquele que o traiu. Podemos dividir o filme em três partes: o começo de uma caça até o ataque do urso; a jornada de Glass em busca de vingança e o reencontro com John que se segue na luta entre os dois.

Na primeira parte, podemos notar um breve desenvolvimento de alguns personagens, caçando na floresta e enfrentando territórios inimigos. Até que Glass fica sozinho em um local, onde um urso pula pra cima dele, na sequência que conforme já mencionei é a mais alucinante do filme. A luta é brutal e Glass não tem a menor chance, devido a força, o tamanho e o peso do urso, que também é dotado de armas mortais, como dentes e garras. É interessante notar que o protagonista consegue acertar um tiro no urso mesmo estando completamente rasgado. Leonardo DiCaprio segura essa cena de uma forma impressionante, aliás, ele leva o filme todo nas costas!

No segundo ato do filme, Glass após tentar todos os meios possíveis para estancar seus ferimentos, ele inicia uma longa caminhada rumo à sua aldeia. Essa parte do filme é muito cansativa, de fato. Mas, parecia necessário, já que a distância percorrida era longa, e ele não apenas estaria caminhando e parando para comer e dormir. Além de se proteger do frio, ele também se depara com caçadores inimigos, que querem o couro dele, isso até serve para aliviar o espectador, pois acontece justamente na parte cansativa. E claro que acabou obtendo um bom resultado. Além disso, o clima dramático do protagonista não perde o ritmo, mesmo estando em territórios desconhecidos, ele faz de tudo para não morrer. Um baita de um sobrevivente!

Na terceira e última parte, Glass consegue chegar ao seu destino surpreendendo alguns de seus amigos que achavam que ele estava morto. E no clímax, era a hora de acertar as contas com John, o traidor. Mesmo sendo um filme bem longo, vale a pena esperar por estes momentos finais, onde o alcance de maior sucesso do filme ganha espaço. Pois a narrativa é bem feita, não erra quase nada do inicio ao fim. A fotografia, conforme já mencionada, venceu o Oscar da categoria, e muito bem merecida.

O Regresso pode até não agradar quem não tem muita paciência, devido as suas partes lentas e cansativas, mas vale a pena assistir a essa obra. E por saber que o caso de Glass foi real, imaginamos como ele conseguiu sobreviver a um ataque feroz de um urso. Realmente, é um filme digno de ser visto, não apenas pelas ótimas atuações, fotografia e direção, mas também por ser uma boa adaptação de uma história verídica.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Abismo do Medo 2

O filme Abismo do Medo havia feito um tremendo sucesso por conta de sua inovação do gênero terror. O horror britânico estava ganhando seu espaço, e em 2009 veio a continuação do filme. Dessa vez, dirigido por Jon Harris e com Shauna Macdonald, Natalie Jackson Mendoza, Krysten Cummings e Joshua Dallas no elenco principal. Abismo do Medo 2 é uma continuação digna para um filme de sucesso, mas infelizmente é inferior ao primeiro. E embora haja opiniões mistas a respeito dessa sequência, ela deve sim ser vista.

Sinopse: Sarah Carter (Shauna Macdonald) sobrevive aos acontecimentos retratados no filme de 2005. Incapaz de explicar às autoridades o que acontecera com suas amigas ou por que ela emerge da caverna coberta do sangue, Sarah é forçada a voltar às profundezas para procurar suas companheiras de viagem desaparecidas, o que acaba levando-a de volta ao pesadelo vivido no local.

Pode parecer inicialmente estranho Sarah ter conseguido sair daquela caverna, mas não era algo impossível. Em Abismo do Medo 2 conseguimos ver aquela caverna de forma mais ampla, como por exemplo, um local onde vive o maior das criaturas carnívoras, e perto dali uma saída. Mas não pense que por ter uma saída seria fácil conseguir ir até lá, já que naquele local é como se fosse um vale da morte.

O filme é como o anterior, claustrofóbico, amedrontador e sanguinário. Os policiais que descem até aquelas profundezas não sabem quase nada do que se passa lá, e isso serve como, podemos dizer um ápice de uma carnificina medonha! As criaturas parecem estar mais cruéis do que antes. E o filme não deixa a desejar quando quer mostrar sangue e nojeira.

Uma das coisas que pareceu muito surreal foi a volta de Juno (Natalie Jackson Mendoza) que achávamos estar morta, por conta da briga que arranjou com Sarah no final do primeiro filme. De alguma forma, ela conseguiu sobreviver aos ataques de várias criaturas, o filme não mostra como, mas segundo Juno, o segredo para sobreviver é ficar em silêncio. Seu reencontro com Sarah é arrepiante! Mas, elas se convencem que tem que se unir se quiserem escapar dali com vida.

Porém, o filme estava ótimo até o clímax! Muito sangue jorrava na tela com a guerra dos sobreviventes com os monstros. E Sarah até mesmo faz atos heroicos para salvar uma policial que não deveria ter ido até aquele lugar. Mas o ato final do filme nos pega de surpresa. Ficamos com muita raiva do desfecho e não entendemos absolutamente nada do por que termina assim. Nos deixando com uma série de perguntas sem resposta. Isso foi o que tornou o filme inferior, e é claro o motivo de críticas negativas.

Mas de modo geral, Abismo do Medo 2 não é ruim, ele cumpre seu propósito muito bem. Além de possuir uma boa fotografia, há momentos de descontração em meio a tanta violência retratada, como por exemplo, quando dois personagens caem em um lugar repleto de fezes, onde as criaturas que vivem na caverna faziam suas necessidades. De fato, é uma boa sequência, e tirando alguns defeitos e situações um tanto surreais, é uma boa pedida para os fãs do horror.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Boyka: O Imbatível 4

Os fãs de Yuri Boyka ficaram ansiosos por mais de seis anos à espera do quarto filme da franquia O Imbatível, e finalmente em 2017 o filme é lançado com o título: Boyka: Undisputed IV, em português conhecemos por Boyka: O Imbatível 4. O filme é a sequencia do terceiro que comentamos neste link. E com um spoiler desse filme, Boyka termina saindo da prisão, mas especificamente fugindo com a ajuda de seu amigo Turbo, então não podemos considera-lo como homem totalmente livre. Dessa vez a direção ficou a cargo de Todor Chapkanov, Isaac Florentine que foi diretor dos dois filmes anteriores ficou como produtor, e o elenco é composto por Scott Adkins, Teodora Duhovnikova, Martyn Ford, Alon Moni Aboutboul e Bashar Rahal.

Sinopse: Finalmente longe da prisão, Boyka consegue ser visto por grandes empresários e é convidado a participar de uma liga legalizada de luta, porém, uma morte acidental acontece dentro do ringue e o faz questionar suas escolhas. O lutador vai atrás da família deste homem e descobre que sua mulher está sendo chantageada pela máfia, e ele deve escolher entre continuar no campeonato ou ajudar a mulher, como forma de retribuir a perda que ele causou a ela.

Conforme se pode notar, Boyka estava tentando uma carreira no mundo das lutas, afinal era isso que ele sabia fazer, e notamos mais uma vez a personalidade do protagonista de maneira mais profunda, aonde muitos sentimentos vem à tona. Ele doa parte do dinheiro que ganha para a Igreja, é até irônico notar, mas o autoproclamado “o lutador mais completo do mundo” é bem religioso, fazia orações frequentemente e isso acontece desde a primeira aparição dele no segundo filme da franquia.

Boyka estava prestes a conquistar seu sonho em competir em uma liga internacional legalizad, mas a morte acidental de um oponente muda completamente a mentalidade do russo, fazendo com que questione aquilo que ele faz em contraste com sua fé religiosa. E isso gera sentimentos de culpa pelo ocorrido, e ele procura saber sobre a família do seu adversário e note: eles moravam na Rússia, local onde Boyka é procurado por fugir da prisão.

Mesmo correndo o risco de ser pego pela polícia e de perder o tão sonhado campeonato, ele parte para ajudar a esposa do homem no qual ele acabou matando. E por grande coincidência ela deve dinheiro para o mafioso Zourab (Alon Moni Aboutboul) que organiza lutas, bem conveniente não é? Então, qual era o plano de Boyka? Como as lutas geram muito dinheiro, após muitas desavenças com os capangas locais, Boyka faz um acordo em lutar para o mafioso para pagar a dívida de Alma (Teodora Duhovnikova), mas isso acaba gerando mais conflitos, pois além de Boyka ser procurado na Rússia, o mafioso não quer liberar a mulher por nada. Assim, o filme se segue nessa trama.

Lutas e mais lutas é o que não falta em O Imbatível 4, além de ter que enfrentar adversários difíceis, Boyka ainda luta contra dois ao mesmo tempo. Pra quem gosta de pancadaria, não vai se decepcionar, pois a coreografia como sempre é um show! Mas, apesar disso tudo, o filme é inferior aos dois anteriores, por simplesmente copiar muitas coreografias que já vimos lá, mas há sempre aquela coisa diferente que faz valer a pena.

O foco maior do filme está na humanidade do protagonista e como ele honra a vida de um lutador. A morte acidental que ocorreu afeta muito a mente de Boyka, o que nos permite enxergar uma nova pessoa, alguém que não luta por mero prazer. Isso de alguma forma nos faz gostar mais ainda do personagem, que quando o assunto é lutas, ele consegue impressionar de todas as formas, e por outro lado, ele é um ser humano solidário que sente carinho pelas famílias. Nota-se, por exemplo, no Imbatível 3, ao descobrir que os lutadores que perdem são mortos, ele ajuda Turbo a escapar para não ser executado, já que ele tinha dois filhos. Em O Imbatível 4 a sua relação com Alma é inicialmente tensa, por conta do luto no qual ela estava pelo seu marido. Mas aos poucos, ela percebe algo diferente em Boyka, o que a motiva ajuda-lo enquanto ele a ajuda. Mas quando se fala em perdão, a situação muda muito, pois a mulher praticamente perdeu toda a família.

O desenvolvimento dos personagens principais não são tão grandes, mas entendemos o básico de cada um deles. O antagonista, por exemplo, não é muito falado sobre quem ele é ou de onde saiu, porém, sabemos que ele é alguém muito poderoso naquela localidade, até mesmo capaz de controlar a polícia. Por mais que O Imbatível 4 deixe algumas coisas sem maiores acréscimos, como o campeonato de Boyka, seu empresário, os adversários que ele enfrenta no filme, o que importa realmente é se vai cumprir o seu propósito tão aguardado, que é as cenas de combate alucinantes de Boyka, e de fato, isso não deixou a desejar. Portanto, manteve o clima, apesar de não ter sido dentro das dependências de uma prisão. O que foi até uma boa novidade de ver na franquia.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

domingo, 7 de janeiro de 2018

O Imbatível 3: Redenção

Continuando a saga O Imbatível, vamos agora falar do terceiro filme que foi lançado em 2010, continuando de onde parou o segundo, porém, dentro das dependências da prisão russa. Mais uma vez dirigido por Isaac Florentine, e estrelado por Scott Adkins, Mykel Shannon Jenkins, Mark Ivanir e Marko Zaror. O Imbátivel 3: Redenção, título original Undisputed III: Redemption muda o quadro de elenco, colocando Yuri Boyka como protagonista, talvez isso se deve ao carisma e talento no qual ele apresentou no filme anterior.

Sinopse: A cadeia se torna um ringue quando oito prisioneiros disputam um campeonato internacional. O prêmio para o campeão é a liberdade e muitos dólares para o bolso dos organizadores. Scott Adkins retorna como Boyka, o furioso russo especialista em artes marciais, pronto para tirar sangue dos adversários.

Na minha humilde opinião, O Imbatível 3 é o melhor filme dessa saga, aqui a vida de Yuri Boyka não era como antes, já que no final do segundo filme, ele terminou com a perna quebrada na luta contra Chambers. Portanto, esse filme começa mostrando como ele estava depois do ocorrido. E de fato, Yuri Boyka estava irreconhecível, com cabelos grandes, limpando o chão da prisão e incapaz de treinar novamente, já que sua perna não era mais a mesma. Mas, ele consegue improvisar alguns exercícios utilizando um balde para poder recuperar a força das pernas, e isso dia após dia. Parecia que “o lutador mais completo do mundo” jamais iria competir como antes, devido a sua incapacidade causada pela lesão, o impedindo até mesmo de andar direito. Mas, seus pequenos exercícios aos poucos vão obtendo resultados.

Paralelamente, grandes empresários estavam prestes a realizar um campeonato internacional de luta na prisão, reunindo vários lutadores de diferentes países, no qual o vencedor seria premiado com a liberdade. Boyka, por sua vez já quase recuperado do joelho desafia o atual campeão da penitenciária de onde ele estava, no qual acaba vencendo e o empresário Gaga (Mark Ivanir) se vê obrigado a escolhê-lo para representar a Rússia no torneio. E dessa forma, mesmo não estando 100% de sua lesão, Boyka vai com tudo para o torneio, e se torna claro que treinar é um ótimo remédio para recuperar sua perna.

Porém, o filme mostra que tal campeonato faz parte de uma conspiração de policiais e empresários corruptos que se aproveitam da ocasião para ganhar bastante dinheiro, e para isso eles dão preferência a Dolor (Marko Zaror), um lutador colombiano preferido dos organizadores. As táticas dos oficiais para garantir que o campeonato seja decidido da forma como eles querem, eles passam a levar os outros candidatos, incluindo Boyka, para trabalhar quebrando pedras, e assim facilitar que o lutador colombiano vença facilmente. E para não levantar suspeitas, os lutadores que perdem são executados.

No entanto, Boyka acaba fazendo amizade com Turbo (Mykel Shannon Jenkins), um lutador americano, arrogante e que não leva desaforo pra casa, nem mesmo dos policiais corruptos. A amizade entre os dois contribui para o restabelecimento melhor do joelho de Boyka, já que o americano conhece plantas medicinais, e um pouco de aprofundamento do personagem principal, que inicialmente achamos que ele não passava de um vilão impiedoso. O filme nos mostra mais da personalidade de Boyka e entendemos que ele apenas usa a violência para lutar e assim se tornar o melhor, ele não tem atitudes covardes, como no filme anterior isso já tinha se tornado evidente quando ele venceu uma luta contra Chambers por que seus amigos o havia dopado, ao saber disso Boyka havia ficado furioso com seus companheiros que tentaram trapacear. Portanto, não é um erro vermos o personagem mostrando sua humanidade que aparentava estar desprovido.

As cenas de luta do filme são formidáveis! Dignas que serem admiradas pelos fãs. Tem até mesmo um lutador de Capoeira que representa o Brasil, interpretado por Lateef Crowder. Muita gente não sabe, mas ele é brasileiro sim, nasceu em Salvador, apesar de viver atualmente nos EUA.

O roteiro do filme é simples, mas possui uma boa história, mesmo que o foco seja as cenas de luta. Porém, vi algumas pessoas criticarem o fato de Boyka não estar 100% do joelho e ter conseguido lutar no torneio como se nada estivesse errado com ele. Realmente tem algo errado, mas no raciocínio de quem pensa assim. Por quê? O filme é claro ao mostrar que exercício é um bom método de recuperação, foi dessa forma que o protagonista consegue voltar aos ringues, mas percebe-se que em algumas lutas, ele chega a machucar novamente o joelho e passa a sentir dores, mas não a ponto de deixa-lo fora de combate. Mesmo no final, onde ele quase é massacrado por ter sua perna lesionada como principal alvo, e mesmo mancando, ele consegue lutar. Isso acontece bastante nas lutas de UFC, onde lutadores mesmo com dor em alguma região do corpo, conseguem se manter vivo na luta. Isso não é incomum.

No geral, O Imbatível 3: Redenção agradará os fãs de artes marciais. Além de ter algumas cenas onde mostra o valor da amizade, seu principal objetivo é alcançado. É importante perceber também, que um filme será bom se ele conseguir impressionar seguindo sua premissa inicial, e para isso não precisa necessariamente de um roteiro complexo. Isaac Florentine manteve um bom nível em relação ao filme anterior, e em alguns aspectos, conseguiu superar. Se você for assistir ao filme, espere ver ótimas sequências de combate, que assim não irá sair decepcionado.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O Imbatível 2: Lutador

A sequência do filme O Imbatível apareceu em 2006 com a direção de Isaac Florentine. George Chambers retorna, só que dessa vez é Michael Jai White que o interpreta, e por ele ser um artista marcial, o papel de Chambers para ele se encaixou bem melhor do que Ving Rhames que o interpretou no primeiro longa. O Imbatível 2 é também conhecido aqui no Brasil como O Lutador, e novamente as lutas na prisão é a atração principal do filme. Além de Jai White, o filme trás também outro lutador marcial, o inglês Scott Adkins que interpreta o vilão da história, o famoso e tão aclamado Yuri Boyka.

Sinopse: Após alguns anos, George “Iceman” Chambers visita a Federação Russa para fazer um comercial barato, mas sua presença naquele país tem um objetivo. Sendo incriminado por posse de cocaína, ele é mais uma vez enviado para a prisão. Lá, ele descobre uma série de partidas ilegais de artes marciais mistas, que tem como campeão o furioso russo Yuri Boyka, conhecido como rei das lutas na prisão. Os oficiais da penitenciária fazem um acordo com um grande empresário para fazer com que Chambers lute contra Boyka, tal luta era o motivo dos empresários terem forjado a prisão dele. Chambers inicialmente se recusa a satisfazer os interesses comerciais e a vontade dos empresários, mas depois muda de ideia quando percebe que se ganhar poderá sair da prisão.

Muita gente não sabe, mas essa é sim uma sequência do filme de 2002, o fato de ter o personagem Chambers, mesmo sendo interpretado por outra pessoa é prova viva de que o primeiro filme não é um caso isolado. Porém, neste filme a coisa fica bem mais tensa e interessante. Por quê? Por que nessa prisão não se utilizava apenas o boxe, mas sim as artes marciais mistas, conhecidas como MMA. Todas as lutas na prisão geram grande dinheiro, e é claro que isso se torna um negócio lucrativo, até por que alguns prisioneiros lutavam pra caralho, um exemplo disso é o Boyka, que estava invicto depois de muitas lutas.

O roteiro do filme não é algo complexo, mas a história é boa e satisfaz a vontade de ver porrada na tela. As lutas são muito bem coreografadas, principalmente as de Yuri Boyka, o cara apesar de ser o vilão do filme, rouba a cena mais do que o protagonista. Além de possuir um certo carisma e um jeito de durão, Boyka conquistou o público com sua incrível habilidade dentro do ringue. Claro que a escolha para este papel foi mais que perfeita, pois Scott Adkins é especialista em artes marciais de diferentes estilos, e tem treinado desde os seus dez anos de idade, seu porte físico também contribui bastante para utilizar golpes aéreos mortais contra seus adversários.

Michael Jai White também conhece artes marciais, e conforme já foi mencionado antes, o papel de Chambers para ele caiu como uma luva. O seu personagem embora no inicio do filme, demonstre muita raiva da situação no qual ele se encontrava a ponto de querer descontar em outra pessoa, aos poucos ele vai aprendendo sobre aqueles detentos, em especial de um velho deficiente que se torna seu amigo e mestre. Eu disse mestre? Sim, esse senhor tinha sido um soldado do exército e aprendeu diversas técnicas, nos quais ele ensina ao nosso protagonista para ajuda-lo a vencer a luta contra Boyka.

Contendo muita violência, sangue e um pouco de drama, O Imbatível 2 (ou O Lutador, conforme preferir) é um ótimo filme de luta. Não há nada forçado nas cenas de em que lutadores entram no ringue, Isaac Florentine e sua equipe faz uma coisa nas cenas que eu particularmente gosto muito de ver, que é a câmera lenta nos momentos cruciais da luta, pra citar um exemplo, tem a cena que é colocada em câmera lenta quando Boyka utiliza um movimento aéreo de difícil execução que ao errar um chute no alvo, ele improvisa a outra perna para acertar a cabeça do adversário. Essas cenas acontecem em quase todos os filmes de Florentine, principalmente os que Scott Adkins trabalha.

Pra você ver como é as coisas, Yuri Boyka é o vilão desse filme, e passamos a conhecer um pouco sobre ele. E por ele ter se tornado um ícone, admirado pelos fãs por ter se destacado melhor do que Chambers, as duas sequências que se seguem após este filme conta com ele (Boyka) no papel principal, e por conta disso a história a respeito desse personagem se aprofunda bastante, a ponto de não querer que ele saia mais da franquia. De fato, é uma franquia boa e cheia de novidades que não para de surpreender. O Imbatível 2 é superior ao primeiro filme, mas será que o terceiro é melhor? Ou a qualidade decaiu? A próxima resenha irá dizer.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

O Imbatível (2002)

O Imbatível é um filme americano lançado em 2002, onde dele surgiu uma saga muito admirada pelo público amante de filmes de luta. Porém, o filme original não é muito lembrado pelos fãs, talvez um fracasso de bilheteria tenha causado seu esquecimento. Além disso, as continuações são feitas com outros personagens, com exceção de um que aparece neste primeiro filme, só que no segundo outra pessoa o interpretou. O Imbatível é um filme que se passa na prisão, onde os detentos lutavam entre si, enquanto policiais e empresários faziam apostas. Este filme é estrelado por Wesley Snipes e Ving Rhames, e foi dirigido por Walter Hill que era conhecido por ter dirigido o filme 48 Horas.

Sinopse: George “Iceman” Chambers (Ving Rhames) é o atual campeão de boxe que, por ser condenado por estupro, é enviado para uma prisão de segurança máxima, onde estão encarcerados os criminosos mais perigosos do estado. Na cadeia ele encontra Monroe Hutchen (Wesley Snipes), o campeão de boxe da prisão, que está invicto até o momento. Percebendo o trunfo que tem em mãos, um veterano prisioneiro (Peter Falk) passa então a articular uma luta envolvendo Iceman e Hutchen, que mobilizaria a atenção de toda a penitenciária.

A direção de Hill é boa e ele consegue dosar em grande parte o desenvolvimento de alguns personagens e a tão promissora rivalidade entre Chambers e Hutchen. As lutas do filme são bem simples, mas boas de acompanhar. Wesley Snipes está ótimo, mas um dos furos do filme foi não o ter aproveitado melhor, afinal de contas, ele apenas luta, quase não fala durante o filme inteiro, salvo poucas exceções. Rhames consegue convencer com sua interpretação, mas quando assistimos ao segundo filme, onde seu personagem é interpretado pelo brilhante Michael Jai White, a coisa muda em relação a ele. Não desmerecendo o carisma do ator Ving Rhames, mas o personagem Chambers combinou muito melhor com White.

Apesar de boas lutas e uma rivalidade interessante entre os detentos, o filme acaba pecando ao mostrar os outros prisioneiros como figurantes que só estão marcando presença. Não vemos aqui aqueles caras metidos a valentões, xingando, falando besteira, às vezes até com aquele linguajar de bandidos, isso quase que não acontece, na maioria das vezes eles estão calados, e é isso que acaba tornando o clima do filme um pouco chato. E é por isso que compreendo que algumas pessoas não terem gostado do filme, mas de uma coisa é certa: se não fosse esse filme, talvez a franquia O Imbatível não teria chegado até nós e muito provavelmente não conheceríamos um dos personagens mais habilidosos dentro de um ringue: Yuri Boyka.

Portanto, o primeiro filme da franquia O Imbatível, embora seja inferior as suas sequências (o que é muito raro de acontecer), é um filme que contém seus pontos positivos e negativos, e não necessariamente quer dizer que por ter sido um fracasso de bilheteria, seja um filme ruim. Ao contrário, quem gosta de pancadaria, em especial quando dois leões da pesada estão em um mesmo espaço, onde sem dúvida acontecerá aquela briga de monstro, se torna um bom passatempo.

Veja o trailer no vídeo abaixo: