terça-feira, 16 de outubro de 2018

MANDANDO BALA


O cineasta Michael Davis não se limitou apenas em dirigir um único tipo de filme, em seu currículo temos filmes de comédia, romance, terror, aventura, entre outros. Porém, quando ele resolveu dirigir um filme de ação, ele exagerou e acertou na dose ao mesmo tempo. Em 2007, ele dirigiu o filme Shoot ‘Em Up, no Brasil conhecido como Mandando Bala, estrelado por Clive Owen, Paul Giamatti e Monica Bellucci. Esse filme é muito doido e eletrizante, mas que agrada bastante devido a sua rapidez na narrativa e forma como as cenas de ação são feitas, ignorando quase que por completo qualquer desenvolvimento sobre os personagens e um aprofundamento maior da história.

Sinopse: Em um beco escuro, o misterioso Smith (Clive Owen) tenta salvar uma mulher que acaba de dar à luz. Smith não consegue salvá-la, que morre em meio ao tiroteio ocorrido, mas consegue resgatar o bebê. Logo ele percebe que o alvo dos matadores é o bebê, e não sua mãe. Smith consegue fugir e busca a ajuda de Donna Quintano (Monica Bellucci), uma prostituta que abortou recentemente e tem leite suficiente para alimentar o bebê. Juntos eles tentam decifrar o porquê dos matadores estarem atrás da criança.


No filme, não sabemos quase nada sobre o Sr. Smith. Apenas que ele gosta muito comer de cenouras e fica sempre revoltado com a imprudência das pessoas, como por exemplo, há uma cena em que uma pessoa joga um objeto pra fora do carro em movimento, e isso irrita muito o nosso protagonista. Apesar de ser um cara bastante estranho, sabemos que ele também tem sua humanidade, pois ao ver uma mulher grávida ser perseguida por um bando de homens armados, ele não pensa duas vezes para ajudar. Todavia, se quisermos saber de onde esse homem surgiu e o que exatamente ele faz; isso o filme não conta.

Mandando Bala é aquele tipo de filme que pouco importa se vai ter uma história profunda e bem desenvolvida, aqui o que vale mesmo é a ação e a diversão. Sem ter que criticar os inúmeros defeitos que o filme contém, a produção chega a agradar bastante. Como eu já sou há muito tempo um amante assumido de filmes que contém muitos tiroteios, afirmo que Mandando Bala teve efeitos positivos sobre minhas expectativas e gostos pessoais. Porém, se eu avaliar com uma ótica mais exigente (algo que ultimamente costumo fazer), o filme não seria essas coisas, devido a vários furos e cenas extremamente exageradas.


A história desse filme é muito rasa, se resumindo apenas na perseguição ao bebê recém-nascido, que agora possui um anjo-da-guarda da pesada. Esse filme contém muitas frases de efeito que são, na maioria delas, muito engraçadas. Outra coisa que o filme faz é brincar com os clichês do gênero, e isso particularmente é uma coisa que eu gosto muito de ver, independente do gênero de filme.

Em Mandando Bala há confrontos a todo o momento, tiroteios nas ruas, nos bares, na cama enquanto rola um sexo bruto, e também no ar. Claro que a maioria dessas cenas são muito surreais, que qualquer pessoa com um mínimo de bom senso não irá engolir com muita facilidade. No entanto, algumas delas são tão bem feitas que não iremos ligar para esses detalhes realistas que dominam nosso pensamento exigente. Sem mencionar na excelente trilha sonora composta apenas de Heavy Metal, que deixou o filme bastante alucinante. No geral, esse filme serve apenas para nos divertir e descontrair, nada mais além disso. 

NOTA: 6/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

2 comentários:

  1. Exagerado e divertido. Lembra um pouco os filmes de ação de John Woo nos anos 80 e 90 em Hong Kong.

    Abraço

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