domingo, 3 de junho de 2018

A LOJA DA ESQUINA (1940)


A Loja da Esquina, título original The Shop Around Corner é um filme de comédia romântica que foi lançado no ano de 1940, dirigido pelo cineasta alemão Ernst Lubitsch (1892-1947) que já havia dirigido outras comédias como A Oitava Esposa do Barba Azul. The Shop Around Corner é estrelado por James Stewart (1908-1997) e Margaret Sullavan (1909-1960). Eis aqui mais uma das comédias clássicas que nos conquista facilmente. Particularmente, eu amei esse filme e já estou agendando para assisti-lo de novo.

Sinopse: Em Budapeste vive Alfred (James Stewart), o empregado de uma pequena loja de confecções, que se apaixona por Klara (Margaret Sullavan), uma garota com quem se corresponde sem nunca tê-la visto. Por coincidência Klara se emprega na loja em que Alfred trabalha e passa a hostilizá-lo, sem saber que ele é a pessoa com quem troca correspondências.

É impossível não simpatizar-se com os personagens desse filme, são todos carismáticos e possuem uma personalidade singular. Lembrando que o principal palco do filme é a loja e tudo ali desenvolve o relacionamento entre os funcionários e também com o dono. Logo no inicio, tomamos o conhecimento de que Alfred se corresponde anonimamente com uma mulher, e eis que surge uma jovem na loja, Klara, que esta à procura de emprego. Alfred, por sua vez, é um pouco rude com a moça, e depois de muita enrolação ela é finalmente contratada para trabalhar na loja, porém, seu relacionamento com Alfred não é lá das melhores. Eles passam o tempo todo se estranhando, xingando um ao outro.


Mas, as correspondências de Alfred continuam e ele marca um encontro com a moça para que finalmente possa conhecê-la. Mas, algo inesperado acontece: Alfred é demitido da loja sem maiores explicações. Mesmo atordoado e sem motivação para seguir em frente com seu relacionamento iniciado com cartas anônimas, ele vai até o local do encontro e se surpreende ao ver de fora, a sua colega de trabalho Klara esperando alguém, que no caso ele conclui ser ele. Mas nem ela e nem ele sabia com quem se correspondia romanticamente, então fica nesse clima de suspense, mas agora com Alfred tendo o conhecimento sobre quem ele estava se enamorando.

Sobre a demissão de Alfred, seu patrão havia cometido um engano e ao corrigir esse erro, Alfred é recontratado e agora se torna o gerente da loja. Com um tom natalino, o filme conclui parte de sua trama que é a relação entre funcionários e chefe, mas ainda faltava o romance entre Alfred e Klara que ainda não tinha se resolvido. Mas, como Alfred já sabia que era Klara a moça com quem ela trocava cartas, ela passa a planejar uma forma de se revelar, mas sem que isso seja de uma vez, já que a moça não se dava bem com ele no trabalho. E no final, mesmo sendo óbvio demais, conseguiu ser poético, sensível e acima de tudo fofo.


Acho que isso é uma das coisas que me fascina nesses filmes antigos, eles possuem uma abordagem mais simples e fina e a forma como eles são feitos, é da maneira mais natural possível, algo que dificilmente vemos nos filmes de hoje em dia. No caso do filme A Loja da Esquina, é uma história deliciosa de se acompanhar, não abusa muito e nem força a barra. Os diálogos, o ambiente, a estrutura narrativa e principalmente o desempenho do elenco, tudo isso torna o filme magnífico e bem amarrado!

Além de todo o romance e a questão dos negócios que envolvem a loja, o filme ainda aborda elementos de forma simples, mas que todos eles são precisamente expostos. O filme aborda o medo dos personagens, suas limitações e desilusões, a questão da traição e retratação quando se comete um erro, e também o peso na consciência. É um filme completo e com uma abordagem suave e pura, que nos mantém presos na tela durante mais de 90 minutos, que garanto a você, não é tempo jogado fora, cada segundo do filme vale a pena.  

NOTA: 10/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

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