
A Loja da Esquina, título original The Shop Around Corner é um filme de comédia romântica que foi
lançado no ano de 1940, dirigido pelo cineasta alemão Ernst Lubitsch
(1892-1947) que já havia dirigido outras comédias como A Oitava Esposa do Barba Azul. The
Shop Around Corner é estrelado por James
Stewart (1908-1997) e Margaret Sullavan (1909-1960). Eis aqui mais uma das
comédias clássicas que nos conquista facilmente. Particularmente, eu amei esse
filme e já estou agendando para assisti-lo de novo.
Sinopse: Em Budapeste vive Alfred (James Stewart), o empregado de uma
pequena loja de confecções, que se apaixona por Klara (Margaret Sullavan), uma
garota com quem se corresponde sem nunca tê-la visto. Por coincidência Klara se
emprega na loja em que Alfred trabalha e passa a hostilizá-lo, sem saber que
ele é a pessoa com quem troca correspondências.
É impossível não simpatizar-se com os personagens desse
filme, são todos carismáticos e possuem uma personalidade singular. Lembrando
que o principal palco do filme é a loja e tudo ali desenvolve o relacionamento
entre os funcionários e também com o dono. Logo no inicio, tomamos o
conhecimento de que Alfred se corresponde anonimamente com uma mulher, e eis
que surge uma jovem na loja, Klara, que esta à procura de emprego. Alfred, por
sua vez, é um pouco rude com a moça, e depois de muita enrolação ela é
finalmente contratada para trabalhar na loja, porém, seu relacionamento com
Alfred não é lá das melhores. Eles passam o tempo todo se estranhando, xingando
um ao outro.
Mas, as correspondências de Alfred continuam e ele marca um encontro com
a moça para que finalmente possa conhecê-la. Mas, algo inesperado acontece:
Alfred é demitido da loja sem maiores explicações. Mesmo atordoado e sem
motivação para seguir em frente com seu relacionamento iniciado com cartas
anônimas, ele vai até o local do encontro e se surpreende ao ver de fora, a sua
colega de trabalho Klara esperando alguém, que no caso ele conclui ser ele. Mas
nem ela e nem ele sabia com quem se correspondia romanticamente, então fica
nesse clima de suspense, mas agora com Alfred tendo o conhecimento sobre quem
ele estava se enamorando.
Sobre a demissão de Alfred, seu patrão havia cometido um engano e ao
corrigir esse erro, Alfred é recontratado e agora se torna o gerente da loja.
Com um tom natalino, o filme conclui parte de sua trama que é a relação entre
funcionários e chefe, mas ainda faltava o romance entre Alfred e Klara que
ainda não tinha se resolvido. Mas, como Alfred já sabia que era Klara a moça com
quem ela trocava cartas, ela passa a planejar uma forma de se revelar, mas sem
que isso seja de uma vez, já que a moça não se dava bem com ele no trabalho. E
no final, mesmo sendo óbvio demais, conseguiu ser poético, sensível e acima de
tudo fofo.
Acho que isso é uma das coisas que me fascina nesses filmes antigos, eles possuem uma
abordagem mais simples e fina e a forma como eles são feitos, é da maneira mais
natural possível, algo que dificilmente vemos nos filmes de hoje em dia. No
caso do filme A Loja da Esquina, é
uma história deliciosa de se acompanhar, não abusa muito e nem força a barra.
Os diálogos, o ambiente, a estrutura narrativa e principalmente o desempenho do
elenco, tudo isso torna o filme magnífico e bem amarrado!
Além de todo o romance e a questão dos negócios que envolvem a loja, o
filme ainda aborda elementos de forma simples, mas que todos eles são
precisamente expostos. O filme aborda o medo dos personagens, suas limitações e
desilusões, a questão da traição e retratação quando se comete um erro, e
também o peso na consciência. É um filme completo e com uma abordagem suave e
pura, que nos mantém presos na tela durante mais de 90 minutos, que garanto a
você, não é tempo jogado fora, cada segundo do filme vale a pena.
NOTA: 10/10
Veja o trailer no vídeo abaixo:
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