TODO MUNDO EM PÂNICO


Existem filmes que não devem ser levados a sério, quando os produtores de forma intencional satirizam outros filmes ou alguma ideia. No cinema, isso tem sido bastante comum e a franquia principal de sátira a outros filmes, em especial do gênero terror é a franquia Todo Mundo em Pânico.  

O primeiro filme da franquia foi lançado em 2000, com título original Scary Movie. Dirigido por Keenen Ivory Wayans, e estrelado por Marlon Wayans, Shawn Wayans e Anna Faris. Uma grande brincadeira com filmes de sucesso e a onda de terror teen que rondou os EUA no final da década de 1990. Ao todo, a franquia satírica já arrecadou mais de 800 milhões de dólares no mundo inteiro. Foram cinco filmes que produziram entre 2000-2013.


Vamos falar aqui nesta resenha apenas do primeiro, na minha opinião o segundo melhor, perdendo apenas para a sequência Todo Mundo em Pânico 2. Como eu falei, é o tipo de filme que não deve ser levado a sério, não importa se há furos ou situações bizarras e surreais. A intenção do filme é satirizar e isso eles fazem muito bem. É injusto querermos exigir de uma comédia pastelão a seriedade no roteiro, nas atuações ou mesmo citações que não fazem o menor sentido. O que vale levar em conta é se o filme irá divertir o público, e quanto a isso, creio que não há contestações nesse aspecto.

A história de Todo Mundo em Pânico satiriza diversos filmes, mas especificamente sua trama nos remete aos clássicos noventistas como Pânico (1996) e Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997). Um grupo de amigos foge de um assassino misterioso que sabem sobre um segredo sombrio entre eles, que aconteceu durante um passeio quando atropelaram um homem. Com muito humor, o filme mescla situações bastante engraçadas e diálogos, que embora sejam toscos (no bom sentido), nos garantem ótimas doses de gargalhadas.


A protagonista se chama Cindy Campbell (Anna Faris), uma bela jovem que namora um sujeito chamado Bobby (Jon Abrahams), que é metido a “Don Juan”. Os dois personagens mais engraçados do filme são justamente os irmãos Wayans; Shawn e Marlon que interpretam Ray e Shorty respectivamente.

Ray é o gay que não assume diretamente, mas gosta muito de passar mão na bunda dos homens, e uma das cenas mais engraçadas dele é quando ele e sua namorada Brenda (Regina Hall) estão na cama e ele pede que ela vista uma roupa de jogador de futebol americano, para parecer um homem obviamente, segundo ele, quando ela veste a roupa masculina, ela fica “muito sexy”. Haha. Já o personagem Shorty é o maluco do elenco. Fumador número um de maconha, e ele e o assassino protagonizam cenas hilárias e das mais absurdas possíveis!


E por falar na Brenda, vale a pena mencionar a cena do cinema. Onde ela atrapalha as outras pessoas assistindo o filme, como falar demais, revelar as coisas que vai acontecer e atender o celular. O público fica tão revoltado que quando o assassino senta perto dela para mata-la, as pessoas fazem isso antes do assassino agir. Me lembro que por volta do ano de 2004, quando vi esse filme pela primeira vez na tv, eu nunca esqueci essa cena.

Como eu disse e torno a repetir, não levem esse filme a serio, ele é assim propositalmente e sabe muito bem da sua intenção central. Além dos filmes já mencionados, existem diversos outros que não escaparam da sátira de Todo Mundo em Pânico. Alguns deles são: Matrix (1999); O Sexto Sentido (1999); A Bruxa de Blair (1999); O Iluminado (1980); Shakespeare Apaixonado (1998); Titanic (1997); O Exorcista (1973); American Pie (1999); Pulp Fiction (1994), entre outros. 

NOTA: 6,8/10

O filme está disponível na Netflix.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

Comentários

  1. A paródia é um gênero que está muito desgastado e que praticamente acabou.

    Quando este filme foi lançado, o gênero já estava em decadência, porém ganhou fôlego e fez sucesso por ser politicamente incorreto ao extremo e por isso engraçado. Esta foi a grande sacada deste filme.

    Abraço

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