segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A Busca (2013)


Um filme que aparenta ser bem simples, mas que ao conferirmos iremos perceber a profundidade da história e como ela consegue nos repassar uma grande lição, em virtude do que normalmente acontece no nosso cotidiano. O longa-metragem brasileiro A Busca dirigido por Luciano Moura trás uma trama comovente de uma trajetória de autoconhecimento. O filme foi lançado em 2013 e é estrelado por Wagner Moura, Mariana Lima, Brás Antunes e Lima Duarte.

Sinopse: Theo Gadelha (Wagner Moura) é um médico, casado com a também médica Branca (Mariana Lima), pai do adolescente Pedro (Brás Antunes) e filho de um pai ausente (Lima Duarte). Sua mulher pede separação, seu filho rejeita sua orientação e a casa que construiu para a família vai ser posta à venda. Aos poucos, Theo constata que seu mundo está desabando. Mas nada se compara ao que está por vir: no fim de semana em que completaria 15 anos, seu filho Pedro some de casa. Theo pega a estrada em busca do filho. A viagem por vários lugares no interior vira um caminho de autoconhecimento, um percurso para transformações e descobertas.


A trama se segue em uma situação que acontece com muita frequência, quem nunca já passou ou pelo menos já presenciou uma família em que seu chefe é mais ocupado com o trabalho e não faz a menor ideia do que está acontecendo em casa? Sua relação com a esposa vai enfraquecendo e os filhos vão ficando cada vez mais distante? É nesse contexto familiar que a família de Theo no filme se encontrava.

Muitas discussões e brigas é o que não falta nos minutos iniciais, também as divergências familiares envolvendo a venda da casa ganha um certo destaque. Porém, esse inicio se torna um pouco arrastado, parecia mais uma situação de novela onde o marido tenta reconquistar a esposa e fica quase que enlouquecido ao saber que seu pai que é muito ausente, está tendo contato com o filho. Essa discussão chega ao limite para motivar ao garoto a fugir de casa, mas dizendo aos pais que ia sair com um amigo. Mas depois de chegar o dia do aniversário dele, e que seus pais o estavam aguardando, ele não aparece e é descoberto que ele não saiu com amigo nenhum. Nesse momento, a preocupação dos pais vence qualquer obstáculo e divergências familiares que até então dominava a família.


Theo começa a incessante busca pelo filho, procurando informações de pessoas que o tenha visto, e nessa jornada ele se confronta com todo tipo de gente que mora no interior, desde a arrogância de um senhor que se recusa a emprestar o telefone, a briga com um caipira no meio do mato, a festa onde muitos jovens se divertiam, inclusive Theo ajuda uma moça que estava em trabalho de parto, entre muitas outras situações que mudaram a perspectiva do protagonista de enxergar as coisas, ao mesmo tempo em que ele vai através das pessoas com quem Pedro teve contato, Theo vai aprendendo coisas sobre o filho que ele não fazia a mínima ideia.

Além disso, a pequena participação de Lima Duarte é o que torna o longa mais sensível e capaz de modificar certas atitudes em relação à família. Pois, é claro perceber que Theo e seu pai não se davam bem um com o outro, mas ao notar que seu filho e avô possuem uma grande sintonia e que a fuga de Pedro era justamente para conhecer o avô. Theo percebe a partir daí que seu distanciamento para com a sua família foi a principal causa que motivou seu filho a fugir, ele reconhece e tem uma conversa branda com o pai que fala das qualidades que Pedro tinha, como por exemplo, saber desenhar muito bem. O final do filme deixa claro, a importância que a união familiar tem, e que mesmo que a pessoa seja muito ocupada com o trabalho, o pouco tempo que tiver para dedicar à família vai fazer muita diferença.


Para o filme ter tido a força e a sensibilidade que teve, foi por causa da atuação brilhante de Wagner Moura, ele expressa sentimentos de desespero durante sua busca pelo filho. O filme por outro lado, comete alguns deslizes, pois força muito no roteiro, por exemplo, não sabemos quantos dias Theo levou para encontrar o filho, pois ele atravessa dois estados. O filme não explica como Theo passou seus dias durante a busca, onde dormiu o que comeu, etc. Também não temos conhecimento sobre onde ele consegue gasolina para o carro. Mas fica claro que a principal preocupação do filme é mostrar essa jornada de autoconhecimento de uma forma emocionante.

Por ser uma produção brasileira, A Busca pode não chamar atenção de muitas pessoas que nutrem preconceito com o cinema nacional, mas se tivermos a detida paciência para entender o estilo brasileiro de fazer filmes, não só este, mas centenas de produções do nosso país pode chamar atenção. Os conteúdos são riquíssimos e não decepciona na maioria das vezes. A obra dirigida por Luciano Moura tem sua mensagem peculiar e que ao mesmo tempo em que nos cativa, também nos ensina grandes valores a se aplicar na vida, mesmo que o filme de modo geral não seja uma obra-prima.

Veja o trailer no vídeo abaixo:

Um comentário:

  1. eu gostei demais desse filme. exatamente, aparentemente um filme bem simples, com um roteiro bem complexo. eu gostei exatamente por o filme não ser muito explicadinho. uma grande força do filme. aqui meu post http://mataharie007.blogspot.com.br/2013/03/a-busca.html

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