A trama acompanha Will Atenton (Daniel Craig), um editor de sucesso que decide deixar seu trabalho para se dedicar mais à família — sua esposa Libby (Rachel Weisz) e as duas filhas pequenas. Eles se mudam para uma nova casa, aparentemente perfeita, em uma vizinhança tranquila. Porém, logo começam a perceber que o local guarda segredos sombrios: a residência teria sido palco de um assassinato brutal no passado, envolvendo uma família inteira.
Conforme Will investiga os acontecimentos, descobre indícios de que há algo mais profundo e perturbador por trás da história da casa. Nesse processo, a vizinha Ann Patterson (Naomi Watts) se torna uma peça-chave, ajudando-o a desvendar a verdade. O que começa como um suspense sobre crimes do passado se transforma em uma jornada psicológica, em que realidade e ilusão se confundem.
Apesar do elenco de peso e da premissa promissora, A Casa dos Sonhos recebeu críticas mistas e até negativas. Muitos apontaram que o filme entrega seus principais mistérios cedo demais, reduzindo o impacto do suspense.
Ainda assim, há pontos fortes: a atuação de Daniel Craig e Rachel Weisz (que se conheceram nas filmagens e depois se casaram na vida real), a atmosfera melancólica criada pela direção de Sheridan e a tentativa de construir um thriller mais emocional do que apenas investigativo.
O longa se destaca menos pelo choque e mais pela reflexão sobre trauma, perda e superação. A “casa dos sonhos”, nesse sentido, é tanto um espaço físico quanto um símbolo das ilusões que criamos para suportar dores insuportáveis.
A Casa dos Sonhos é um suspense que busca unir mistério e sensibilidade, mas que acabou não alcançando todo o potencial de sua proposta. Mesmo assim, pode agradar ao público que gosta de tramas psicológicas, reviravoltas e histórias que exploram o peso da memória e da dor.
NOTA: 6,5/10
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