NA SELVA (2017)


Yossi Ghinsberg é um aventureiro israelense que durante sua passagem pela Bolívia decide com mais dois amigos para acompanharem Karl em uma viagem pela floresta Amazônica em busca de ouro e para se divertirem. Porém, a expedição toma outro rumo quando um deles se perde e a partir disso tem de enfrentar a natureza para sobreviver durante vários dias.

Essa é uma história real que ocorreu nos anos 80. E ela foi adaptada para o cinema com o filme australiano Na Selva, título original Jungle lançado em 2017 dirigido por Greg McLean. Nos papéis principais temos os nomes de Daniel Radcliffe, Alex Russel, Joel Jackson e Thomas Kretschmann.

Esse é um filme de sobrevivência. Embora no começo pareça um pouco arrastado, o filme não demora a pegar o ritmo e logo passa a ficar bom que queremos saber até onde vai parar e como. A atuação de Daniel Radcliffe é cativante! Praticamente ele carrega mais da metade do filme. É interessante que ele não apenas se limitou às emoções, por que seu porte físico sofreu uma drástica alteração para que pudesse viver seu personagem da forma mais realista possível.


Yossi é um cara que curte viagens em lugares diferentes e bonitos. Claro que admirar as belezas da natureza é algo que muitos de nós desejamos, mas há sempre aquilo que pode fazer com que qualquer aventura inocente se transforme em pesadelo. No caso de Yossi não foi diferente, após ficar sozinho na selva, ele tem de enfrentar fome, sede, calor, frio, chuva, tempestades, animais perigosos, etc. A natureza pode ser bela e fascinante, mas por trás existe uma série de fatores que para quem passou por isso, talvez nunca ouse voltar a se aventurar em uma floresta.

O sofrimento em estar sozinho, faminto, com medo pode ser tão grande que chega ao ponto de fazer a pessoa perder a razão. Começa a ter alucinações, vê coisas que não existe, conversa com alguém imaginário, enfim, tudo isso é causado pela angústia e o sofrimento devastador que Yossi sente enquanto luta para ficar vivo.

Existem muitos filmes que abordam esse tipo de tema, sejam eles baseados em fatos reais ou não. Todavia, a forma como Jungle traz esse tipo de tema é tão bem feito que no final, eu cheguei a refletir bastante sobre como esse mundo pode fazer mudanças com alguém. Acredito eu que o filme foi feito para causar impacto. Inclusive tem uma cena envolvendo formigas que foi tão forte que me causou arrepios! Para quem gosta de sofrer junto com o protagonista e depois se emocionar no final, esse é um filme perfeito. A fotografia é ótima e a direção de Greg McLean não deixou a desejar.


No entanto, existem algumas coisas que não me agradaram em particular, por exemplo, alguns flashbacks que são introduzidos no decorrer da narrativa, o que para alguns críticos foi uma tentativa de amenizar o ritmo lento da história, porém, essa tática acaba falhando porque quebra a tensão do filme, deixando crateras explícitas durante o desenvolvimento. Também não gostei de algumas decisões tolas que os personagens tomam durante o filme como, por exemplo, decidir navegar com uma jangada dentro de um rio com correnteza.

Mas no geral, Jungle é um ótimo filme. Valendo a pena apreciar as belíssimas paisagens, e em contraste com isso, sentir na pele o desespero de estar sozinho na selva vulnerável a qualquer tipo de perigo, e ao mesmo que tenta sobreviver mesmo quando parece ser impossível escapar vivo. 

NOTA: 7,5/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

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