Jogos Mortais 4 soa desnecessário para uma história que já fora
concluída no filme anterior, e a produção apela para cavar situações de dentro
da trama, com muitos mistérios sobre Jigsaw. Claro que há uma espécie de
complemento em relação à convivência de Jigsaw com sua esposa, e principalmente
o que o leva a começar seus famosos jogos sádicos, e levando em conta esse
ponto, vale a pena dar uma conferida.
Lola Rennt é o famoso filme alemão do
cineasta Tom Tykwer lançado em 1998. Aqui no Brasil o filme é conhecido como Corra, Lola, Corra, um título que por
sinal diz tudo do filme, por que corrida aqui é o que não falta. Lola Rennt é estrelado por Franka
Potente, Moritz Bleibtreu, Herbert Knaup e Nina Petri.
Busca Implacável é uma das trilogias famosas pelos amantes de
filmes de ação. O primeiro filme dessa saga foi lançado em 2008 e com certeza
consegue prender o público com muita facilidade, apesar de trazer um tema bem
recorrente no cinema: a vingança e o resgate. Busca Implacável foi dirigido por Pierre Morel e é uma produção
francesa, apesar de ser falado quase que inteiramente em inglês. No elenco
temos as participações de Liam Neeson, Maggie Grace, Leland Orser e Famke
Janssen.
Não é nenhuma novidade o fato de que o cinema brasileiro sofre muito
preconceito, se as pessoas tivessem a detida paciência, deixaria isso de lado e
apreciariam nossos filmes, eu já fui assim. Há alguns anos atrás, eu não
gostava de filmes brasileiros, sempre que via um, já vinha na mente aquele
sentimento de repúdio. Talvez isso fosse influência de outros, por que
praticamente todo mundo com quem eu convivia também não gostava do cinema
nacional.
O cineasta tailandês Prachya Pinkaew tinha ganhado grande notoriedade
após dirigir grandes filmes como Ong Bak: Guerreiro SagradoeO Protetor, ambos protagonizados por Tony Jaa que é especialista em artes
marciais, onde ali as cenas eram recheadas com lutas eletrizantes e
maravilhosamente bem coreografadas. Mas, quem achava que Pinkaew limitava-se
apenas em promover Tony Jaa, se enganou. Em 2008, ele lançou o filme Chocolate que também é de artes
marciais, só que ao invés de ser um homem no papel principal, aqui temos uma
mulher.
A saga de terror espanhola [REC] parece que chega ao fim com o quarto filme da franquia, intitulado [REC] 4: Apocalipse. Lançado em 2014, o filme foi dirigido por Jaume Balagueró e ao contrário de [REC] 3, que foi péssimo diga-se de passagem, trouxe a continuidade da história envolvendo os personagens do primeiro e do segundo filme.
Elysium é um filme de ficção científica
lançado em 2013, escrito e dirigido por Neill Blomkamp e estrelado por Matt
Damon e Jodie Foster. Esse filme também conta com a participação de dois
grandes atores brasileiros, Wagner Moura e Alice Braga.
A continuação do filme Os Estranhosacaba de chegar ao Brasil, intitulado Os Estranhos 2: Caçada Noturna. Embora eu tenha gostado
parcialmente do primeiro, resolvi assistir essa sequência e o resultado foi
praticamente o mesmo, salvo algumas pequenas diferenças que gostei e outras que
não gostei. Dessa vez, o filme foi dirigido por Johannes Roberts e é estrelado
por Bailee Madison, Christina Hendricks, Lewis Pullman e Martin Henderson.
O ano de 2013 foi considerado fraco em filmes de terror, embora grandes
sucessos como Invocação do Mal seja
uma das exceções. No entanto, se formos curiosos em revirar o baú daquele ano,
podemos encontrar diversas produções boas, não necessariamente grandes filmes
do gênero, mas bons filmes capazes de nos agradar. E um desses filmes em que
acredito que mereça um bom reconhecimento é o filme Os Escolhidos, título original Dark
Skies.
Escrito e dirigido por Scott Stewart, e estrelado por Keri Russell, Josh
Hamilton, Dakota Goyo e Kadan Rockett. O filme contará sobre uma família que
passa a sofrer alguns fenômenos estranhos que começam com o filho mais novo e
depois com todos os membros da família. A explicação varia entre atividade
sobrenatural ou obra de alienígenas.
Embora diversas abordagens do filme não seja novidade nenhuma, a produção
se salva graças a brilhante direção de Stewart, que conduz o longa com
precisão, aproveitando do clima sombrio e aterrorizante que acaba por nos render
bons e agradáveis sustos. No entanto, o terror do filme é bem fraco, eu diria
que ele é bem mais um suspense. Mas, não é um filme ruim.
O filme contém algumas cenas bem perturbadoras, outras que nos assustam.
Mas o que eu mais gostei foi da abordagem que fizeram a respeito dos
alienígenas. Vale destacar vários momentos em que aparições sinistras acontecem
na casa. E a melhor parte é quando o casal descobre que possivelmente os aliens
é quem os estão atormentando, vão recorrer a um especialista, e este por sua
vez, confirma toda a teoria e ainda diz que no final eles levam alguém da
família.
E falando do final, confesso que eu não esperava. Fui pego de surpresa
assim como muitos espectadores. E o mais legal é que em algumas cenas do filme
nos é dada essa possibilidade muito antes de acontecer, mas a narrativa
consegue nos desviar disso e nem desconfiamos de nada. Nesse aspecto, o filme
foi genial por manipular o nosso raciocínio, e eu diria que isso por si só, já
é motivo para dar aquela conferida.
Os Escolhidos é uma produção bem firme em sua premissa, não
exagera e consegue se sobressair diante de muitos clichês. Porém, não é um
grande filme do gênero, há alguns momentos cansativos. Mas, levando em conta a
história e o final surpreendente, podemos sair no fim das contas satisfeitos.
Vale lembrar que esse filme nos estimula a imaginar o que está acontecendo, uma
vez que a explicação sobre alienígenas só vem depois da metade, antes disso,
ficamos com expectativas sobre o que está acontecendo.
A Loja da Esquina, título original The Shop Around Corner é um filme de comédia romântica que foi
lançado no ano de 1940, dirigido pelo cineasta alemão Ernst Lubitsch
(1892-1947) que já havia dirigido outras comédias como A Oitava Esposa do Barba Azul. The
Shop Around Corner é estrelado por James
Stewart (1908-1997) e Margaret Sullavan (1909-1960). Eis aqui mais uma das
comédias clássicas que nos conquista facilmente. Particularmente, eu amei esse
filme e já estou agendando para assisti-lo de novo.
Sinopse: Em Budapeste vive Alfred (James Stewart), o empregado de uma
pequena loja de confecções, que se apaixona por Klara (Margaret Sullavan), uma
garota com quem se corresponde sem nunca tê-la visto. Por coincidência Klara se
emprega na loja em que Alfred trabalha e passa a hostilizá-lo, sem saber que
ele é a pessoa com quem troca correspondências.
É impossível não simpatizar-se com os personagens desse
filme, são todos carismáticos e possuem uma personalidade singular. Lembrando
que o principal palco do filme é a loja e tudo ali desenvolve o relacionamento
entre os funcionários e também com o dono. Logo no inicio, tomamos o
conhecimento de que Alfred se corresponde anonimamente com uma mulher, e eis
que surge uma jovem na loja, Klara, que esta à procura de emprego. Alfred, por
sua vez, é um pouco rude com a moça, e depois de muita enrolação ela é
finalmente contratada para trabalhar na loja, porém, seu relacionamento com
Alfred não é lá das melhores. Eles passam o tempo todo se estranhando, xingando
um ao outro.
Mas, as correspondências de Alfred continuam e ele marca um encontro com
a moça para que finalmente possa conhecê-la. Mas, algo inesperado acontece:
Alfred é demitido da loja sem maiores explicações. Mesmo atordoado e sem
motivação para seguir em frente com seu relacionamento iniciado com cartas
anônimas, ele vai até o local do encontro e se surpreende ao ver de fora, a sua
colega de trabalho Klara esperando alguém, que no caso ele conclui ser ele. Mas
nem ela e nem ele sabia com quem se correspondia romanticamente, então fica
nesse clima de suspense, mas agora com Alfred tendo o conhecimento sobre quem
ele estava se enamorando.
Sobre a demissão de Alfred, seu patrão havia cometido um engano e ao
corrigir esse erro, Alfred é recontratado e agora se torna o gerente da loja.
Com um tom natalino, o filme conclui parte de sua trama que é a relação entre
funcionários e chefe, mas ainda faltava o romance entre Alfred e Klara que
ainda não tinha se resolvido. Mas, como Alfred já sabia que era Klara a moça com
quem ela trocava cartas, ela passa a planejar uma forma de se revelar, mas sem
que isso seja de uma vez, já que a moça não se dava bem com ele no trabalho. E
no final, mesmo sendo óbvio demais, conseguiu ser poético, sensível e acima de
tudo fofo.
Acho que isso é uma das coisas que me fascina nesses filmes antigos, eles possuem uma
abordagem mais simples e fina e a forma como eles são feitos, é da maneira mais
natural possível, algo que dificilmente vemos nos filmes de hoje em dia. No
caso do filme A Loja da Esquina, é
uma história deliciosa de se acompanhar, não abusa muito e nem força a barra.
Os diálogos, o ambiente, a estrutura narrativa e principalmente o desempenho do
elenco, tudo isso torna o filme magnífico e bem amarrado!
Além de todo o romance e a questão dos negócios que envolvem a loja, o
filme ainda aborda elementos de forma simples, mas que todos eles são
precisamente expostos. O filme aborda o medo dos personagens, suas limitações e
desilusões, a questão da traição e retratação quando se comete um erro, e
também o peso na consciência. É um filme completo e com uma abordagem suave e
pura, que nos mantém presos na tela durante mais de 90 minutos, que garanto a
você, não é tempo jogado fora, cada segundo do filme vale a pena.
O Tigre e o Dragão é o premiadíssimo filme chinês lançado no ano
2000. Esse filme foi vencedor de quatro categorias do Oscar: Melhor Filme
Estrangeiro, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora.
Além do Oscar, venceu prêmios no Globo de Ouro, Bafta, Prêmio Saturno entre
outros. Talvez você se pergunte: por que esse filme foi tão premiado? Minha resposta
para isso é: por que ele utiliza a violência de forma poética, as artes marciais
da China são acompanhadas com um conjunto de ensinamentos com os quais o filme
aborda de maneira esplêndida e incrível.
O filme O Tigre e o Dragão foi
dirigido por Ang Lee, e é composto com um belo elenco. Além de boas atuações, a
coreografia é um espetáculo lindíssimo que se junta a uma fotografia
maravilhosa! Sim, o filme é belo em todos os sentidos. Mas, alguns talvez não
entendam o seguinte, os personagens desse filme, principalmente os exímios em
artes marciais conseguem voar. Isso pode incomoda algumas pessoas? Sim, se
essas pessoas não entenderem o contexto da época e por ter em mente que se trata
de uma lenda. Isso é comum em diversos filmes da China, em especial os que são
baseados em lendas da mitologia chinesa e que trás consigo diversas filosofias.
Para assistir o pessoal voando, é preciso ter em mente essas lendas. “Ah,
mas isso não faz sentido”. Bem, da mesma forma em que Super-Homem voa e ninguém
reclama por que sabemque ele tem poderes, os praticantes do kung fu chinês em
filmes fantasiosos do gênero Wuxia podem muito bem voar, pois faz parte do
mundo imaginário. É tão simples de entender isso, infelizmente há muitas
pessoas que reclamam desse detalhe, muitas vezes por puro preconceito ou por que não entendem nada do gênero Wuxia.
Recomendo que estudem e obtenham o conhecimento.
A história de O Tigre e o Dragão é
baseada na obra de Wang Du Lu, e conta a história de duas mulheres, ambas
exímias lutadoras, e cujas vidas se encontram na época da Dinastia Qing
(1644-1912). Os destinos das duas as conduzem a uma jornada violenta e
surpreendente, e que as obrigará a fazer escolhas que poderão mudar as suas
vidas.
O filme mistura artes marciais, fantasia e romance, tudo na dosagem
certa. Vários elementos são essenciais para o desenrolar da película, entre
eles a honra e tradição. As cenas de luta são excelentes! E o desempenho do
elenco é que nos prende a atenção. O ponto de partida do filme, é feito através da menção sobre uma
espada chamada Destino Verde, que é nada mais e nada menos representada pela
graça e superioridade de seu dono, o espadachim Mu Bai. Essa espada é roubada e
tem inicio a uma série de conflitos e que desperta antigas paixões.
O Tigre e o Dragão carrega consigo diversas tradições orientais
que para nós podem soar estranho, mas é inegável que a beleza exuberante deste
universo oriental pode facilmente nos conquistar. Falando novamente sobre a
capacidade que os personagens têm de voar, algo que muitos ignorantes debocham,
sem entender o que significa licença poética, figuras de linguagem, etc, acho
importante mencionar que o fator mais destacado nessas cenas é a forma como
elas acontecem. E não é toda hora não, há momentos precisos para isso
acontecer, e o fato do filme abordar histórias de amor e conflitos, a
delicadeza e a sublime direção de Ang Lee torna o filme maravilhoso na sua
essência.
Por outro lado, eu não acho O
Tigre e o Dragão como o melhor filme chinês, compreendo também que o fato
da crítica internacional ter elogiado de todas as formas, não querem dizer nada
quando cada um tem a sua opinião. Mas, a opinião que merece ser levada em conta
em relação a esse filme, tem de ser das pessoas que entendem esse estilo
oriental. E pra quem ainda não viu, recomendo que assista O Tigre e o Dragão com olhos orientais, talvez possa se surpreender
com o filme.
A Quiet Place é mais um daqueles filmes de terror
psicológico e que não importa se a situação tenha um começo e um fim, pois o
que vale é a tensão de altíssimo nível. Esse filme é conhecido no Brasil Um Lugar Silencioso e foi lançado em
2018 e obteve uma boa recepção do público e da crítica. Alguns talvez aleguem
que este poderá concorrer a prêmios no fim do ano. Dirigido e protagonizado por
John Krasinski e além dele, o elenco conta também com Emily Blunt (sua esposa
na vida real).
Sinopse:Em uma fazenda nos
Estados Unidos, uma família do Meio-Oeste é perseguida por uma entidade
fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em
silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do
som.
Não tem aqueles filmes que o terror é sinônimo de
grito? Isso não acontece em Um Lugar
Silencioso, pode até soar estranho, mas esse filme provou que o silêncio é
muito mais assustador do que os gritos. Esse filme me lembrou um pouco daquele
do ano passado, Ao Cair da Noite, que
dividiu opiniões. Pois a trama começa e termina sem explicar as causas de tudo
que estava acontecendo, o longa também focaliza apenas uma família e é
ambientado com uma atmosfera sombria e tensa, que a cada situação que acontece,
por mínima que seja, pode gerar consequências fatais. Porém, diferentemente de Ao Cair da Noite, o filme Um Lugar Silencioso é muito mais
intenso no que se refere a sua premissa assustadora, o clima claustrofóbico, aterrorizante
e o melhor, não necessita de muitos diálogos.
Acredito que possa ter ocorrido com a maioria, pois a
cada minuto do filme eu estava cada vez mais preso na história, criando
diversas expectativas com cada cena e cada ação dos personagens. Krasinski
provou um talento enorme para o gênero e de certa o inovou, trazendo uma
produção diferente que não abusa de clichês, além do mais, o aspecto da qual
ele apostou foi a tensão, e nisso obteve um sucesso tremendo, por que dos
filmes mais recentes, Um Lugar Silencioso
é sem dúvidas, um dos mais tensos. Além disso, ele explora elementos
menores como linguagens de sinais, o mínimo de som possível, e não cai no erro
de apelar para sustos previsíveis. Aos amantes do terror e suspense, muitos
podem ter se agradado bastante com esse filme, no entanto, alguns o acharam
cansativo e arrastado. Mas, será isso mesmo?
Como proposta do filme, o silêncio é um dos seus
principais aspectos, e com toda aquela atmosfera sombria e amedrontadora, onde
os personagens vivem se vigiando e tentando o máximo possível não fazer nenhum
barulho, o filme triunfa ao nos direcionar para o psicológico deles. Ficamos
apreensivos e torcendo para que tudo acabe bem. Por outro lado, o filme peca em
se tornar previsível, aquele final acredito que qualquer pessoa que seja
acostumada com filmes assim, tenha adivinhado antes da metade. Mas, isso não
quer dizer que o filme seja ruim, é apenas um ponto negativo, que eu achei,
você pode não achar a mesma coisa, é questão de opinião mesmo. Mas de modo
geral, Um Lugar Silencioso é um baita
de um filme!
Ainda temos a abordagem familiar, onde os pais tentam o
possível para salvar seus filhos, nem que para isso necessite o sacrifício. A
personagem de Emily Blunt é a que mais carrega tensão e agonia durante a
projeção, tem aquela cena em que o monstro está tão perto e ela grávida fazendo
o possível para permanecer em silêncio. Essa e outras são algumas sequencias no
filme que são capazes de nos causar arrepios, digo isso por experiência mesmo! Praticamente
tudo nesse filme funciona, e o elenco consegue construir situações diferentes,
onde na maior parte do filme ninguém abre o bico. Uma abordagem sensacional e
que merece elogios de nossa parte!
Como dito no inicio, o filme não explica como que aquelas criaturas monstruosas surgiram, e nem se preocupa em mostrar o desfecho disso. E diante de tudo que aconteceu no filme, principalmente quando se descobre o ponto fraco das criaturas, o filme termina. Bem, isso é um pouco revoltante, mas para a nossa alegria, já foi confirmada uma sequência, e claro que devido ao sucesso da produção, as expectativas estão lá no alto, só espero que não estraguem e que seja mais explorada para poder dar um complemento maior para a história.
Considerado um dos filmes mais românticos de todos os tempos, Brief Encounter, no Brasil
conhecido como Desencanto, é um
longa-metragem britânico dirigido por David Lean (1908-1991) e lançado em 1945. Nos
papéis principais, temos os nomes de Celia Johnson (1908-1982) e Trevor Howard
(1913-1988).
Esse filme irá abordar duas pessoas casadas, um homem e uma mulher e ambos
possuem dois filhos com seus cônjuges. Depois de um encontro por acaso, em uma
estação de trem, Laura Jesson (Celia Johnson) conhece o médico Alec Harvey
(Trevor Howard), este a ajuda a tirar-lhe um cisco do olho. Depois disso, os
dois passam a se ver constantemente, especialmente todas as quintas, que é o
dia que Laura faz compras, frequenta uma cafeteria e vai ao cinema. Não dura
muito tempo até que os dois comecem a nutrir uma paixão um pelo outro, mesmo
quando os dois são casados e tem filhos. O amor proibido os tortura dia após
dia, é como se o destino os castigasse de uma forma muito cruel.
O desenvolvimento do romance entre eles é o que há de mais agradável no
filme, mesmo se tratando de atitudes e sentimentos errados, a simpatia dos dois,
mesclado com a forma em que eles tentam lutar para superar isso, diante de
muito sentimento de culpa, faz com que nós torcemos para que eles fiquem juntos
no final. Por incrível que isso possa parecer, o filme consegue nos guiar a
essa perspectiva. Falando na estrutura narrativa, outro acerto do filme é que
toda a trama é um flashback narrado por Laura, e lá pelo final, eu
particularmente fiquei surpreendido com a pessoa a quem ela estava se dirigindo
contando toda essa história de amor proibido.
Desencanto é um filme sufocante e muita tortura mental para os
protagonistas que lutam contra si mesmos em uma batalha interna. Quando fica
claro que eles estão perdidamente apaixonados, ficamos imaginando que o filme
terminaria bem e ruim ao mesmo tempo, visto que em ambos os lados haveria
partes que seriam afetadas, não importando qual seria a decisão que Laura e
Alec tomariam em relação ao amor deles. Não tinha jeito, alguém ou algumas
pessoas sairiam machucadas com toda essa história.
E com isso em mente, eu até cheguei a pensar se aconteceria alguma
tragédia, ou se famílias seriam destroçadas. E com relação a isso, o filme
termina da melhor maneira possível, sem se tornar um drama exagerado, e de
certa foi um alívio para mim. Apesar de ser uma história que envolve adultério,
a forma como o diretor David Lean conduz o filme nos faz acompanhar a trama com
emoção e compreensão, principalmente por que tudo está sendo contada por uma
das pessoas envolvidas, no caso a Laura. Os diálogos que ela trás nos faz
entender o que ela sente e como é difícil ter que lidar com essa situação.
A fotografia em preto e branco é outro espetáculo, sobre as atuações não
preciso nem entrar em detalhes, elas foram ótimas! E se hoje em dia, as pessoas
tendem a enxergar esse filme com olhos sexuais que nos fazem lembrar traições
ou coisas do tipo, saiba que em nenhum momento no filme é feito alguma alusão
sobre sexo, e mesmo que a história aborde o tema do adultério, o conteúdo do
filme é rico e puro, não nos deixa imaginar outras coisas que envolvem um homem
e uma mulher. O foco aqui é o sentimento, a dor de não poder amar e o peso na
consciência. E é isso que os fãs do cinema clássico conseguem ver em Desencanto, e que motiva muitos críticos
a considerarem como um dos romances proibidos mais aclamados da história do
cinema.
Por outro lado, eu fiquei abismado como muita gente desconhece essa obra,
mesmo aqueles que não curtem o cinema antigo, se perguntarmos, a maioria deles
conhecem clássicos como Cidadão Kane, E o Vento Levou, Tempos Modernos, entre outros filmes. Agora, não sei se pelo
fato de não ser uma produção americana, Desencanto
não tenha tanto reconhecimento assim, e vale lembrar que o filme foi
nomeado a três Oscar em 1947: Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Roteiro.
Quando comecei a assistir filmes que aborda temas que envolvem a
educação das pessoas, em especial os jovens, eu passei a ter um grande apreço
por essa temática, na qual considero de suma importância. Recentemente, eu
assisti ao filme Mentes Perigosas (1995) que
aborda esse tema de uma forma bastante interessante e motivadora. Não irei
falar desse filme aqui, ele está reservado para outra ocasião, por que agora
quero chamar atenção para o filme Escritores
da Liberdade lançado em 2007, que possui uma trama parecidíssima com o
filme de 1995 já mencionado, inclusive eu até achava que se tratava da mesma
história verídica, na qual foi baseada. Mas, eu sei que são histórias
diferentes, mas a essência de cada uma é a mesma, no que se refere à educação
de jovens problemáticos.
Escritores da Liberdade, título original Freedom Writers foi dirigido por Richard LaGravenese, e é estrelado
por Hilary Swank. O filme vai contar a história de uma dedicada professora chamada Erin que vai trabalhar em uma escola dividida
por raças, e que sua turma de alunos é composta por adolescentes que convivem no submundo da violência e das drogas. Ela tenta inspirá-los a acreditarem em si mesmos e a
atingirem o sucesso, pois estão prestes a serem reprovados. O que torna
esse filme forte é que ele é inspirado nos eventos reais relatados pelo livro The Freedom Writers
Diaries, baseado nos relatos
da professora Erin Gruwell e seus diversos alunos.
A professora Erin se vê diante de um imenso e pesado
obstáculo após receber uma turma, digamos assim, da pesada. Onde a maioria dos
jovens possui um comportamento bruto, e em alguns casos, pode ser considerado
hostil para a professora, pois muitos deles a consideram como uma representante
do domínio dos brancos no país, o que sem dúvida, gera revolta em alguns alunos
que sofrem preconceito. Convenhamos enfatizar que, nos Estados Unidos, o
racismo é algo preocupante, então temos aqui um realismo forte envolvido nessa
história.
E para piorar, Erin não tem apoio de ninguém da direção
da escola, até mesmo eles consideram aquela classe em especial, como jovens sem
nenhuma solução. E isso começa a causar desconforto na professora, que não
desiste de dar o melhor para seus alunos, mesmo que eles não estejam lá muito
interessados em suas aulas. O maior desafio de Erin é prender a atenção dos
jovens, e ela tenta de todas as formas, e mesmo fracassando na maioria delas, a
professora não desiste. Ela consegue através de sua profissão, ser um perfeito
exemplo de força de vontade e de nunca desistir de seus objetivos. E isso vai
aos poucos amolecendo o coração de alguns dos jovens de sua classe, que passam
a enxerga-la como uma pessoa disposta a ajuda-los.
Mesmo com toda a oposição dos oficiais da escola, Erin
passa a utilizar diferentes métodos para conquistar seus alunos e a que surtiu
efeito foi quando ela abre a oportunidade para que cada um deles escreva sobre
suas vidas, como uma forma de serem ouvidos. Esse filme mostra o outro lado da
moeda que muitos preferem não enxergar, e de fato, a dedicação de Erin em
renunciar regras de trabalho, até mesmo deixar de lado algumas de suas tarefas
pessoais, para poder mergulhar na vida de seus alunos como uma auxiliadora de problemas
foi o que a fez enxergar um mundo obscuro, no qual vários dos jovens viviam
suas vidas.
A simpatia da professora conquista aqueles jovens
brigões e moças arrogantes, que agora são vistos como gente civilizada em sala
de aula, ainda que problemas pessoais perdurem em suas rotinas. O legal é que a
empatia da professora é tida como uma fonte de consolo e compreensão pelos
jovens. E com isso, a brilhante atuação da talentosa Hilary Swank é o que tem feito com que o
drama fosse forte, não deixando nada interferir na essência do filme. Uma
grande atuação que encanta e nos prende, e os jovens que interpretam os
alunos possuem uma boa sintonia com Hilary, no inicio tem o desprezo pela
professora e depois passam a ter amor e carinho por ela.
Um detalhe interessante e que acho importante mencionar é que a educação
que se tem em uma escola pode muito bem interferir na vida de uma criança ou
jovem. No Brasil, por exemplo, existem professores dedicados e que se interessam
realmente pelo desempenho escolar e a educação de seus alunos, mas também há
aqueles que se consideram professores, mas que não estão exercendo sua
profissão com o devido cuidado e dedicação. Alguns só estão nesse ramo por
causa do dinheiro; seus alunos, não importa para eles se estão bem ou mau, não
interessa. Ou seja, aqueles por quem os professores estão responsáveis por
educar, ensinar, acompanhar o desempenho de cada um, são muitas vezes jogados
de um lado para o outro, sem o consentimento de como estão suas notas,
melhorias ou pontos a melhorar.
No caso do filme, Erin recebe aleatoriamente uma turma, por quem os
outros professores haviam desistido deles. Resumindo, são jovens destroçados pela
sociedade e que nem mesmo a escola se esforçou em melhorar o comportamento
deles ou ajudá-los em seus problemas pessoais, não que isso justifique qualquer tipo de vandalismo ou crime cometido por essas pessoas, mas é de total responsabilidade do Estado em tentar educa-los da melhor maneira, se após isso o jovem continuar com sua vida de antes, aí já é problema dele. Por isso, o filme critica não só o racismo, mas também a falta de
dedicação que profissionais tem para educar, e por mais que haja jovens
problemáticos e aparentemente impossíveis de disciplinar, esse filme consegue
mostrar que com dedicação e paciência se pode chegar a algum lugar, tem até um
ditado popular que fala muito a verdade: “Insista,
persista, mas não desista!” Isso é o que os educadores têm que fazer, mesmo
em casos difíceis, afinal, se chegou até a profissão de educador é por que tem
essa capacidade.
Mas, mesmo com todos estes temas importantes que são brilhantemente
abordados no filme, a segregação social é o principal tema a ser discutido. Não
só nos Estados Unidos, mas em várias partes do mundo sofrem com esse tipo de
problema, e não se limita apenas na cor da pele, mas também na classe social
que divide os ricos e os pobres. Escritores
da Liberdade é um grande filme e altamente recomendável! Com sua mensagem por
trás, além do drama vivido pelos personagens, o filme ainda opta por situações
divertidas e descontraídas, tornando a produção muito agradável de assistir.
Com um começo de carreira bem sucedida, M.
Night Shyamalan foi declinando em suas produções com o tempo, até que chega uma
hora que todo mundo quer descer a lenha em qualquer trabalho do diretor. Mesmo
sendo fã dele, reconheço que muitas de suas obras tentaram, mas falharam. Vale
ressaltar que algumas são boas, mas de acordo com a crítica e o público geral,
parece que tudo deve e tem que ser superior ao O Sexto Sentido, mas aí meu amigo, vai ser algo bem difícil, porém,
não é impossível por que isso pode acontecer um dia. Mas, vamos parar de encher
o saco e limpar os olhos para enxergar melhor o esforço do cineasta.
Como todos sabem, alguns de seus filmes
recentes foram decepcionantes, mas quando o cineasta lançou o filme A Visita em 2015, podemos dizer que
Shyamalan é um cara que tenta trabalhar da melhor forma possível para agradar a galera, os chatos que critica o trabalho dos outros. E esse filme foi uma espécie
de levantamento de suas obras. Há, entretanto, opiniões mistas a respeito desse
filme (era de se esperar que os chatos de plantão não queiram perder uma
oportunidade para descer a lenha).
Pois bem, A
Visita título original The Visit é
um novo estilo que Shyamalan apostou, o Found Footage, que já estava fazendo
muito sucesso no universo dos filmes de terror. E com esse método, o trabalho
do cineasta indiano foi muito bem colocado, dentro de sua premissa, que embora
seja previsível, pois não há nada de surpreendente, é um filme que prende a
atenção e deixa o espectador com um nó entalado na garganta, se perguntando o
tempo todo: o que diabos está acontecendo
aqui?
A história desse filme se centra em dois
irmãos, Rebecca (Olivia DeJonge) uma adolescente que sonha em ser uma cineasta,
e que inclusive, filma tudo ao seu redor e é através da câmera dela que iremos
acompanhar o filme inteiro; e Tyler (Ed Oxenbould) um menino que canta rap.
Ambos são mandados por sua mãe para a casa dos avós, a quem eles nunca
conheceram, e que ficava em uma casa de campo. Chegando lá, as crianças são
recebidas pelos avós que os acolhem em sua casa. A estada deles na casa seria de
uma semana, mas o que parecia ser um passeio divertido se torna um pesadelo,
quando eles percebem que há algo errado em seus avós.
O ponto de partida para toda a bizarrice
vista nesse filme é na regra estabelecida pelos velhos, que proíbe os netos
de saírem do quarto depois das 21h30 e de entrarem no porão. E todas as noites após esse horário,
Becca e Tyler começam a ouvir barulhos no lado de fora do quarto, e ao checarem
sempre viam a avó (Deanna Dunagan) agindo de forma estranha: ela corre pela
casa, engatinha no chão de forma sinistra, arranha as paredes, em alguns casos
anda completamente nua pela casa. Isso começa a criar medo nas crianças, que a
princípio tentam acreditar que é apenas o fato deles estarem velhos. Mas, aos
poucos eles vão perceber que não é simplesmente isso, há algo extremamente
perturbador em seus avós.
Algumas cenas são bem assustadoras, mas não
ao ponto de se considerar um terror autêntico. A Visita constrói elementos de tensão e desespero, diante de uma
situação estranha e amedrontadora, que faz com que o casal de irmãos questione
os seus avós. O filme possui uma revelação lá no final, mas essa revelação é
altamente previsível que já no começo de toda aquela bizarrice, já podemos
prever o que realmente aconteceu. Embora o filme deixe algumas lacunas em
branco, e isso serviu mais ainda para prender o espectador na história. Sim, Shyamalan
depois de várias produções fracassadas, conseguiu se sobressair nessa.
É interessante que bem no meio de cenas
assustadoras, A Visita contém algumas
pitadas de humor que servem para dar um toque contrário e aliviar os
espectadores mais medrosos. Mas, como de costume, os personagens mesmo
assustados, querem ver as cenas macabras da velha. “Eu vou abrir a porta. Eu vou abrir...” A atriz Deanna Dunagan que
interpreta a velha maluca, consegue criar uma personagem que foi capaz até
mesmo de me assustar, e olha que isso é raro de acontecer! Mas, juro que se eu
estivesse no filme e essa velha viesse correndo em minha direção, eu dava uma "voadora" nela... (risos) estou brincando!
Alguns criticaram o fato do filme não
explicar muita coisa sobre o casal de velhos, mas ele deixa algumas informações
como fotos e pessoas que vão até a casa procurar os avós de Becca e Tyler. E falando
nos dois protagonistas e atores mirins, todos eles conseguem se sair bem com
seus papéis, e em vista disso, é o elenco em si que consegue fazer o filme
ficar bom e interessante. Mesmo com alguns furos, como a conexão com internet
que antes não tinha e depois já tinha e o desfecho que terminou muito rápido, sem dar a chance de algumas explicações, A
Visita é um bom filme de terror do estilo Found Footage, embora não seja
uma grande obra do gênero.
No Fim
do Túnel é uma coprodução da Argentina com a Espanha dirigida por Rodrigo Grande
lançado em 2016. Protagonizado por Leonardo Sbaraglia e Clara Lago, esse filme
é um suspense autêntico e claustrofóbico que possui uma trama extremamente
interessante dividida em camadas, das quais nos prende na história e nos leva a
um desfecho impactante.
Sinopse: Joaquín (Leonardo
Sbaraglia) é cadeirante e cansou de viver solitário em sua velha e escura casa.
Por isso, decidiu alugar um de seus quartos para a stripper Berta (Clara Lago)
e sua filha, Betty (Uma Salduende). A presença das duas alegra a casa e a vida
de Joaquín. Mas o que ele não imagina é que, malandramente, tudo não passa de
uma estratégia da moça e de seu namorado, o criminoso Galereto (Pablo Echarri),
para criar um túnel por baixo da casa e roubar um banco da região.
Os elementos base dessa
história são clichês, alguns até mesmo nos fazem lembrar grandes obras de
cineastas consagrados, como Alfred Hitchcock e Quentin Tarantino. Mas, o bom e
acerto do diretor Rodrigo Grande, que também assina o roteiro, é fugir de
clichês gritantes e nos mostrar um suspense que mesmo sendo óbvio, é capaz de
nos surpreender. Sim, a trama de No Fim
do Túnel praticamente entrega toda a história em sua sinopse, e dentro
desse contexto é que a narrativa triunfa.
O personagem Joaquín nos
conduz juntamente com ele para uma espécie de investigação clandestina sobre um
assalto, e que esse golpe se passava bem embaixo dele. E como se não bastasse,
a garota a quem ele alugou um quarto é a namorada do bandido, que
propositalmente está em sua casa para distraí-lo. A trama caminha em um clima
tenso e claustrofóbico, que na maior parte do tempo se passa dentro da casa de
Joaquín. E há algumas revelações impressionantes sobre o elenco, o que de certa
forma irá se desenvolver junto com a proposta principal em relação ao roubo.
E por falar em coisas que
surpreendem, nesse filme não há plot twist daqueles que são capazes de deixar a
pessoa boquiaberta, longe disso, a trama aposta mais na tensão. O espectador
fica mergulhado na trama, ansioso para saber como tudo vai acabar, se vai dar
alguma coisa errada, quem vai morrer ou quem vai preso. Nesse sentido, o
suspense do filme é diferenciado, embora em algumas partes possa parecer
arrastado, é bom saber que todos os elementos e situações retratadas não são
para encher espaço, pois cada aspecto terá uma importância, cada camada é
preenchida. Pra mim, isso valeu muito a pena!
O elenco é formidável!
Começando pelo protagonista Leonardo Sbaraglia que faz uma brilhante atuação
como um cadeirante aparentemente inofensivo, esse ator inclusive fez parte no
elenco do impecável Relatos Selvagens.
Ele consegue mostrar uma pessoa que mesmo sendo deficiente, pode ser esperta o
bastante para improvisar qualquer coisa que ele tenha feito ou viu alguém
fazer.A personagem de Clara Lago tem
algumas limitações, ela por ser uma stripper, envolvida com um criminoso, mas
sem nenhum consentimento que este tem em relação a sua filha, que não fala já
há um bom tempo.
A atriz rouba a cena nos
momentos que ela está dançando, esbanjando sua sensualidade e beleza, é óbvio
que para nós homens, ela foi de certo modo o centro das atenções, mas eu ainda
gosto mais dela no filme O Quarto Secreto.
No entanto, a atriz mirim que interpreta sua filha é quem me cativou em
especial, não estou falando do mesmo modo que Lago, claro que não, mas sim da
atuação da garota que passa a maior parte do filme sem abrir o bico, e seu
temperamento, visivelmente perturbado é o que me tem chamado atenção. As
atitudes dela para com o cachorro de Joaquín revela algum sentimento oculto que
ela esconde até mesmo de sua mãe. E isso acaba fazendo com que um dos bandidos
vire um mocinho.
Mas, não vou falar mais detalhes do filme por que pode estragar a surpresa de quem ainda não viu, só sei que No Fim do Túnel é uma produção longe dos padrões de Hollywood, e como suspense, ele não deixa a desejar nem um pouco. Como eu já falei aqui no blog, o cinema argentino está de parabéns por fazer um ótimo trabalho que merece e deve ter o devido reconhecimento do público geral, não só na América Latina, mas no restante do planeta!