Muitos não conhecem, mas em um extra especial
no DVD do filme Cidade de Deus,
existe um documentário onde mostra o processo de construção do filme, o
treinamento para com os atores, desde o princípio quando o diretor Fernando
Meirelles comprou os direitos do livro de Paulo Lins. Assista ao documentário
no vídeo abaixo, logo após irei tecer alguns breves comentários a respeito do
vídeo.
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019
sábado, 7 de abril de 2018
[REC] 2: POSSUÍDOS

[REC] é um filme de terror bizarro que não mede esforços para impressionar o
público. Comentamos no mês passado uma breve resenha sobre o primeiro filme
(clique aqui), e sem dúvida é uma amostra genial para filmes de terror do
estilo pseudodocumentários. Em 2010
veio sua sequência, trazendo a continuação da história e mais revelações sobre
o mistério envolvendo aquele prédio em quarentena.
Sinopse: Quinze minutos após os acontecimentos do primeiro filme,
um grupo especial de operações é enviado ao prédio lacrado onde dezenas de
pessoas foram violentamente infectadas. Junto com o grupo, está um médico que
pretende colher amostras de sangue da menina Medeiros, originado da criatura
demoníaca de mesmo nome, para desenvolver uma vacina para a terrível doença. Ao
adentrarem, encontram o local aparentemente vazio, mas à medida que sobem as
escadas, as piores situações começam a acontecer. Até que descobrem que o
médico é, na verdade um padre, vindo do Vaticano. Enquanto um a um, todos
começam a morrer, e um terrível segredo demoníaco envolvendo o vírus é
revelado.
Se nos lembrarmos do primeiro filme, havia uma possível suspeita para a
causa da infecção em uma possessão demoníaca, embora ali tivéssemos apenas o
conhecimento de uma infecção viral. Nesse segundo filme, a possibilidade para a
possessão demoníaca ganha um amplo espaço, e aos poucos iremos compreender como
tudo começou. Quando o grupo da SWAT entra no local junto com o padre, eles
logo percebem que todos naquele prédio estavam mortos ou infectados, mas a
missão deles era outra. O padre presente era quem comandava a missão e só
teriam ordens de deixar o local, caso ele autorizasse. E esse padre é obcecado
para cumprir seu dever em recolher amostras da menina Medeiros. Sabem quem é
essa Medeiros? Se você lembrou aquela criatura bizarra e horrorosa que aparece
no final do primeiro filme acertou.
A premissa inicial é muito parecida como uma caçada, mas claro que em
vários momentos os papéis se invertem, pois dentro do prédio há pessoas
infectadas que atacam os visitantes. Algumas pessoas não gostaram do fato de
mudar a causa de infecção para a possessão de demônios, e a menina Medeiros
consegue falar através dos infectados. Por esse motivo, [REC] 2 não foi tão assustador quanto o primeiro, mas o mistério
envolvendo demônios não é algo fora de contexto, pois já no primeiro filme,
essa possibilidade estava em aberta. O que esse filme fez, foi complementar
mais ainda a história como um todo, se não fosse assim, não faria sentido já
que a menina Medeiros é a fonte de todo esse mal, e que o Vaticano estava
envolvido nisso muito antes.
[REC] 2 ainda traz surpresas, como a repórter Ângela Vidal que aparece
em determinado momento, e que de algum modo conseguiu sobreviver. Mas, sua
participação tem um segredo, uma revelação até surpreendente. E assim como o
primeiro, esse filme também termina em aberto. E considerando as cenas de sangue
e aterrorizantes, esse é inferior ao primeiro, mas em complemento da história,
claro que superou.
NOTA: 7,8/10
Veja o trailer no vídeo abaixo:
sábado, 3 de março de 2018
[REC]

[REC] é um filme
espanhol do gênero terror, dirigido pela dupla Jaume Balagueró e Paco Plaza. O
filme foi lançado em 2007 e traz o estilo de filmes pseudodocumentário, que é basicamente um documentário falso, mas
com cenas realistas, em outros termos, esse tipo de filme é aqueles em que não
há uma equipe por detrás da câmera, e sim um dos personagens grava o filme
todo. [REC] é estrelado por Manuela
Velasco, Ferrán Terraza, Pablo Rosso e David Vert.
Sinopse: Uma
repórter de televisão e seu cinegrafista seguem um grupo de bombeiros da cidade
de Barcelona, na Espanha, enquanto fazem um plantão noturno
para um programa local. A repórter e o câmera acompanham os bombeiros, que são
encaminhados a um condomínio para salvar uma senhora que está supostamente
presa em seu apartamento, gritando e deixando os vizinhos assustados. Ao
entrarem no edifício, todos se deparam com a mulher tendo uma infecção raivosa,
enquanto ficam presos dentro do prédio para que a doença não se espalhe. A
equipe de reportagem decide então filmar tudo o que acontece no local, enquanto
tentam salvar suas vidas.
[REC] é um filme de sucesso que inclusive os americanos
filmaram um remake que foi lançado poucos meses depois, intitulado Quarentena que é também um ótimo filme,
só que inferior à produção original. [REC]
é um filme assustador! Confesso que ele é muito mais aterrorizante do que Quarentena, pois houve cenas ali que me
deixaram com medo, assustado e perplexo. E olha que isso é muito difícil de acontecer
comigo, quando assisto filmes de terror.
A história do filme é
basicamente ambientada em quase toda a sua totalidade dentro de um prédio, onde
ali é palco de uma infecção misteriosa que começa quando uma senhora está
descontrolada em seu apartamento gritando, deixando os outros moradores
assustados. Essa senhora morde um dos policiais que estavam lá junto ao corpo
de bombeiros e à equipe de filmagem protagonista do filme. No filme é explicado
que a infecção é transmitida através da saliva, o que significa que aqueles que
foram mordidos estarão infectados e que não há muito o que fazer por eles, pois
irão se transformar em criaturas abomináveis e violentas.
Quando um a um vai sendo
mordido e posteriormente se tornando uma criatura violenta, todos os que estão
no prédio vão se tornando vítimas. E para piorar a situação para quem está lá
dentro, a polícia isola o local e não deixa ninguém sair de dentro do edifício,
uma medida de segurança que tomam para que evitem espalhar a doença que já
estava inclusive sendo investigada pelas autoridades. No decorrer do longa,
isso vai sendo explicado aos poucos.
A repórter e seu câmera são
os dois personagens que sempre os acompanhamos dentro do local. É interessante
perceber, mas não vemos em nenhum momento o rosto do câmera, que é chamado de Pablo
no filme, como também é seu nome verdadeiro. Os demais personagens como
policiais, membros do corpo de bombeiros e hóspedes do prédio, se veem em total
desespero a partir do momento em que percebem que não podem sair dali em hipótese
alguma, não importando se eles estão infectados ou não.
O filme como um todo é
sensacional! Para um filme de terror, ele cumpre sua perspectiva muito bem e
seu desfecho embora não tenha sido agradável para muitos, foi o mais realista
possível. E por ser realista, ele acabou se tornando previsível, mas isso não significa de forma alguma que esse detalhe comprometa a produção. O defeito que
achei no filme foi naquela parte em que a filha de uma das hóspedes é vista
como uma infectada, e de fato isso se confirma logo após. O problema é que
antes dessa suspeita, a garotinha não demonstrava nenhum indicio de infecção e
muito menos um comportamento semelhante ao da velha louca que morde o policial
no inicio. Portanto, eu achei esse detalhe um pouco forçado e que não houve
lógica e nem coerência com os fatores vistos em outras cenas do filme.
Em contrapartida, o filme
ainda aborda possíveis causas para a doença. Como um tipo de raiva que ocorre
nos cães e também uma possível possessão demoníaca. Em uma das cenas finais, a repórter
e seu cinegrafista (aparentemente os únicos sobreviventes até então) entram em
um quarto onde encontram diversos recortes de jornais que noticiavam sobre uma
menina vítima da possessão de criaturas sobrenaturais que estava desaparecida,
depois percebem que um agente do Vaticano a estava tentando captura-la. E isso
se confirma misteriosamente, quando uma criatura bizarra aparece no local,
parecia que estava presa no sótão e que provavelmente foi o agente que morava
naquele apartamento a teria prendido.
Mas o filme não explica com
todos os detalhes esse mistério e para entendermos, temos que assistir suas
sequências, e eu irei fazer isso, pois fiquei curioso com esse mistério
envolvido no filme. Em suma, o filme [REC]
me surpreendeu com uma história assombrosa e desesperadora, e por ser
filmado por um dos personagens, podemos ver um grau bem realista envolvido.
Claro que esse estilo de filmes tem hoje aos montes, alguns são bons outros nem
tanto, mas se tratando dessa produção espanhola, eu recomendo sim,
principalmente se você gosta de filmes bizarros e assustadores.
NOTA: 7,8/10
Veja o trailer no vídeo
abaixo:
sábado, 3 de junho de 2017
TÁXI TEERÃ

Quem
é Jafar Panahi? Você o conhece? Eu não o conhecia até três dias atrás quando
assisti o seu filme Táxi Teerã lançado em 2015. E só
digo o seguinte: Que filme maravilhoso! Panahi dirigiu diversos filmes que
foram proibidos no Irã, país onde vive o cineasta, que desagradou o
governo ditador do Irã ao apoiar um candidato da oposição em 2009, iniciando a
partir de então uma perseguição ao diretor, até que este foi preso em março de
2010 e condenado a seis anos de prisão domiciliar além de ficar vintes anos
proibido de realizar qualquer filme.
Mas
Jafar Panahi percebendo a grande injustiça que lhe fora causada não deixou de
lado o cinema e dirigiu três filmes após sua condenação, entre eles o
filme Táxi Teerã. É claro que tudo isso foi escondido do
governo iraniano. Mostrando o amor de Panahi pelo cinema e sua imensa ousadia
para com um governo autoritário de seu país.
Táxi
Teerã é um dos filmes mais criativos que já assisti até hoje! Seu
cenário é apenas dentro de um táxi dirigido pelo próprio cineasta que se passa
por taxista. Com uma câmera instalada no painel do carro, o filme se desenvolve
a partir das conversas de Panahi com seus passageiros, trazendo uma crítica
política e social sobre o Irã. Percorrendo diversas ruas da capital do país, o
cineasta gravou tudo ás escondidas, por que o país o tinha proibido de
filmar. Que coragem desse homem!
Entre
passageiros de diversos tipos, podemos ver uma característica em cada um deles
em posição crítica ao país. Um dos primeiros assuntos é a questão da pena de
morte, onde há pessoas que apoiam como há aqueles que não apoiam, cada um com
seus motivos. Também o comércio pirata é abordado, devido a censura do país que
proibia certos filmes, e os iranianos recorriam ao mercado pirata para ver o
filme ou ouvir a música que eles querem. De nenhuma maneira, o filme faz alguma
defesa sobre condutas ilegais, mas apenas mostrar o outro lado, que embora seja
errado perante a lei, em países autoritários como é o caso aqui, interferem em
quase todos os campos da vida de um cidadão que muitas vezes se vê obrigado a
recorrer nos meios ilegais para poder ter seus direitos, já que foram tirados
pela censura rígida do país.
Táxi
Teerã explora com precisão esses assuntos relevantes, do ponto de vista
social e político, nos direcionando com muita dinâmica ao bem estar do cidadão no meio das leis rígidas do país, se estas nos beneficia ou não, tudo de uma maneira divertida e
doce de acompanhar. Porém, a figura central está na personagem Hanna,
sobrinha do diretor no filme e na vida real. Ela por sua vez traz a principal
crítica do filme para com o governo do Irã sobre o cinema, lembrando a atual
situação de Panahi.
O
filme não pode ser exibido no Irã, mas se espalhou pelo exterior, inclusive o
filme recebeu o Urso de Ouro no 65º Festival de Berlim, na Alemanha. Como Jafar
Panahi está proibido de deixar o seu país, o troféu foi entregue nas mãos de
sua sobrinha Hanna Saeidi. Além disso, o filme é muito elogiado pela crítica,
em especial por conta da postura do cineasta quanto a sua situação. Panahi é
tão carismático com sua atuação, que o filme fica tão agradável de assistir que
é praticamente impossível não gostar da obra. Todos os personagens, apesar de
amadores dão um show de interpretação e que ao término do filme dá vontade de
aplaudi-los.
Táxi
Teerã também nos ensina que para fazer um filme, não se deve necessariamente contar com
equipe de produção ou algo do tipo. Tendo em mãos uma câmera e uma ideia na
cabeça, já dar pra fazer qualquer coisa e se sua criatividade for grande, o filme pode ficar ainda melhor do que muitas
superproduções cinematográficas, e o filme Táxi Teerã é um exemplo perfeito disso. Após assisti-lo e conhecer um pouco sobre a vida do cineasta, é claro que depois disso, irei procurar conhecer
mais obras de Jafar Panahi, estou confiante de que encontrarei tesouros tais
como este.
NOTA: 9,8/10
Assista ao filme no vídeo abaixo:
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