Mostrando postagens com marcador 1960. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1960. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de fevereiro de 2025

A MÁQUINA DO TEMPO - 1960

 


Dirigido por George Pal, A Máquina do Tempo é uma adaptação encantadora e ambiciosa do clássico de H.G. Wells. Embora seus efeitos visuais possam parecer datados pelos padrões contemporâneos, o filme permanece relevante pela profundidade de suas ideias e pelo impacto de sua narrativa.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

A FONTE DA DONZELA


A Fonte da Donzela é um filme sueco lançado em 1960, dirigido e realizado por Ingmar Bergman. Foi o filme que venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1961. O longa trás uma história perturbadora que se baseia durante a Idade Média, onde conflitos religiosos eram o principal aspecto a se discutir.

Sinopse: Na Suécia, século XIV, a população oscilava entre o cristianismo e o paganismo. Herr Tore (Max von Sydow) e Mareta Tore (Birgitta Valberg) formam um casal que tem uma propriedade rural. Eles são cristãos fervorosos e incumbiram Karin Tore (Birgitta Pettersson), sua filha adolescente de quinze anos, para levar velas para a igreja da região e acendê-las em homenagem à Virgem Maria. No meio do caminho, ela acaba sendo abusada sexualmente e depois assassinada por dois pastores de cabras.


O filme contém uma fotografia maravilhosa, sendo rodado em preto e branco consegue conter um clima tenso isolado no meio do mato que logo de cara nos induzem a prever que algo bizarro irá acontecer. Uma família bastante religiosa que sempre está mencionando a importância do perdão e da compaixão em suas frequentes orações. Bergman pelo que me pareceu, fez um contraste na história que estava por vir, ao trazer a nossa atenção esses aspectos que posteriormente seriam ignorados em vista da tragédia que acontece.

A garota vítima do abuso sexual é bastante ingênua e se atreve a dar atenção a pessoas estranhas. Talvez o ensinamento que recebeu sobre piedade a motivou a ajudar pessoas desconhecidas em sua jornada à igreja. A questão da virgindade e a pureza são abordadas, e o filme ainda é bem enfático ao fazer alusões à moralidade e o pecado, diante de um conflito entre cristianismo e paganismo.

Vale ressaltar a imprudência e a irresponsabilidade da personagem Ingeri (Gunnel Lindblom) que estava acompanhando Karin em sua ida à Igreja, Ingeri estava grávida de um filho bastardo, algo impuro segundo os padrões cristãos. A mulher invejava a pureza de Karin e até mesmo rogava aos deuses pagãos para que algo ruim acontecesse à garota, e pior que isso, quando Karin estava sendo atacada, ela apenas assistiu à cena sem mover um dedo para ajudar, e no final vem com arrependimento. Essa atitude reflete muito bem das pessoas que erram e querem que os outros caiam também, isso é muito comum hoje em dia, um reflexo e tanto consegui ver em vista desse tipo de atitude.


As cenas onde Karin percorre caminho na floresta até a igreja é sufocante, principalmente a cena perturbadora do estupro seguido depois de assassinato. Os causadores são dois pastores de cabras, a quem a jovem garota ajudou dando comida, e por ser muito bela, os dois homens não resistem e partem para o ataque forçado. Mas, o curioso é que após isso, os dois vão pedir comida na casa da garota, ganhando a confiança dos pais, até mesmo recebendo um trabalho. Os dois agressores não fazem ideia de que estavam na casa da garota que eles haviam estuprado e matado.

O clima do filme chega a ser tão forte principalmente quando um dos pastores oferece para vender a peça de roupa que eles tiraram de Karin, para a mãe dela. E Mareta que já estava preocupada com a demora da filha conclui que ela estava morta. Depois de contar o fato ao marido, toda aquela obediência sobre perdão e piedade é literalmente jogada fora, quando os pais decidem vingar a morte da filha, resultando em mais mortes.


Diante disso, o conflito de consciência em relação ao que eles creem começa a ganhar destaque, perguntas sobre por que Deus ficou em silêncio? E como eles seriam perdoados depois de violarem um dos mandamentos? A amargura na expressão dos pais é nítida, pois eles como cristãos fervorosos sabiam que matar alguém era contrário a aquilo que eles pregam. E indo mais a fundo, a direção ainda opta por trazer para os personagens a questão da justiça que lhe fora negada, quando a jovem donzela não foi socorrida pelo ser divino que eles tanto veneram.

A Fonte da Donzela é um filme que ainda irei rever qualquer dia desses, pois preciso captar mais informações sobre essa trama intrigante e perturbadora. Além disso, percebo que seu conteúdo é muito atual para os dias de hoje, além de propor uma reflexão, o filme consegue mostrar que a ingenuidade, fanatismo religioso, moralidade e pureza são quesitos que não devem ser descartados, em especial quando envolve um assunto muito sério que é o abuso sexual. Por esses motivos, eu recomendo bastante que assistam com a mente aberta ao filme A Fonte da Donzela, além de propor um conteúdo importante, a obra tem seus méritos conquistados na história do cinema, como a conquista do Oscar, Globo de Ouro e algumas indicações em festivais famosos como o de Cannes. 

NOTA: 9/10

segunda-feira, 5 de junho de 2017

PSICOSE (1960)



Um dos maiores clássicos do cinema mundial! Psicose de 1960 dirigido por um dos maiores cineastas já conhecidos no cinema, Alfred Hitchcock, o diretor trouxe um dos filmes mais consagrados da época e que até hoje Psicose é admirado pelas pessoas de várias gerações e o longa está entre os 100 melhores filmes de todos os tempos, ocupando a posição 35°. Veja a lista aqui.

O filme é estrelado por Anthony Perkins, Vera Miles, John Gavin e Janet Leigh. Foi escrito por Joseph Stefano, baseado no romance de mesmo nome de Robert Bloch, vagamente inspirado nos crimes do assassino de Wisconsin, Ed Gein. Hitchcock comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, que deu origem ao roteiro do filme; ele pagou onze mil dólares e depois comprou todas as cópias disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, seu final não fosse revelado. Psicose custou 800 mil dólares e faturou 60 milhões de dólares nas bilheterias no mundo inteiro.

Seu enredo se segue quando uma jovem e bonita secretária Marion Crane (Janet Leigh) dá um chapéu em seu empregador, lhe roubando 40 mil dólares. Fugindo, ela acaba passando uma noite num motel isolado, onde é recebida por Norman Bates (Anthony Perkins), um rapaz simpático, porém perturbado que tem uma mãe doente que mora numa casa ao lado do motel. Sua mãe, no entanto, sente ciúmes de Norman com a bela jovem Marion, o que resulta no assassinato da mesma, que acontece na sequência da famosa cena do banheiro. 

Essa famosa cena em que Marion é assassinada é a parte mais conhecida do filme. E existe curiosidades sobre essa cena, pois ela tem uns 2 minutos de duração, mas demorou sete dias para ser feita. O filme inteiro foi filmado em seis semanas, e por isso é fácil de ver a quantidade de atenção ao detalhe que foi colocado nesta famosa cena. Close-ups extremos da cena e efeitos de parar o coração foi criada usando setenta e sete ângulos de câmeras e cinquenta cortes. Para a época em que foi realizado, podemos admitir que foi uma grande façanha, embora ela não tenha tanto impacto nos dias de hoje. 

Veja no vídeo abaixo a cena do banheiro:
 


Psicose tem um dos finais mais surpreendentes já feitos, muitos filmes que se seguiram após este, devem muito à obra de Hitchcock. Um desfecho pra te deixar de queixo caído. Alfred Hitchcock é um dos pioneiros que dirigiu filmes com finais surpresa, hoje em dia é comum vermos filmes com finais surpreendentes. Por isso, se você gosta de filmes assim, é obrigatório você ter assistir Psicose, pois se você gosta de se surpreender, esse é um filme perfeito pra isso. 

Vale ressaltarmos a atuação de Anthony Perkins, que ficou mundialmente conhecido através desse filme, é bom lembrar também que o ator participou de mais três filmes que são sequências desse clássico, porém, nenhum deles supera este primeiro. Filme inovador, magnífico e um terror psicológico altamente admirado pelos críticos. E o melhor é que foi rodado inteiramente em preto e branco, hoje os cinéfilos o veneram e o considera um dos melhores filmes já feitos. Psicose também recebeu indicações e prêmios, entre eles temos: O Oscar de 1961 (EUA) foi indicado nas categorias de melhor atriz coadjuvante (Janet Leigh), melhor fotografia, melhor direção de arte e melhor direção (Alfred Hitchcock). Venceu o Globo de Ouro 1961 na categoria de melhor atriz coadjuvante Janet Leigh. E o Prêmio Edgar 1961 venceu na categoria de melhor filme. Porém, acho que o filme merecia mais prêmios, mas enfim, a obra já deixou sua marca na história.

Eu já assisti Psicose várias vezes, e ainda assim não abusei, e ele continua sendo um dos meus filmes favoritos. Mesmo não sendo da minha época, o longa deixa sua marca já por 5 décadas e creio eu que será por muitas ainda. E esse é apenas um dos trabalhos brilhantes feitos por Hitchcock, que sem dúvida alguma merece ser reconhecido pelos amantes de suspense como do cinema em geral. 


NOTA: 10/10

Veja o trailer do filme no vídeo abaixo: