Atividade Paranormal 2 é a sequência do fenômeno de terror que surpreendeu o público. Dirigido por Tod Williams, o filme amplia a mitologia da franquia ao mesmo tempo em que mantém a proposta do estilo found footage (filmagem encontrada), utilizando câmeras de segurança e gravações caseiras para construir uma atmosfera de medo crescente. Em vez de apostar em sustos constantes, a produção investe na tensão psicológica e na sensação de que algo terrível está prestes a acontecer.
Atividade Paranormal: Tóquio é uma produção japonesa lançada em 2010 como uma espécie de spin-off não oficial da franquia americana Atividade Paranormal. Dirigido por Toshikazu Nagae, o filme adapta o conceito do terror found footage para o contexto cultural japonês, explorando a mesma estética de gravações caseiras, manifestações sobrenaturais e uma crescente sensação de angústia.
V/H/S foi
um grande sucesso no gênero terror e no estilo found footage, que lhe rendeu
sequências. Vamos falar hoje do segundo filme lançado em 2013, onde trouxe
novamente as fitas com histórias macabras e horripilantes.
V/H/S
reúne uma coletânea de curtas metragens feitas no estilo found footage, e que
já virou uma franquia famosa do gênero terror. Sou até suspeito para falar
desse tipo de filme, pois eu gosto bastante desse estilo, ainda mais quando
eles são feitos com um certo grau de realismo. Pois bem, o primeiro V/H/S foi
lançado em 2012 e conta 5 histórias bizarras vistas em fitas de vídeo dentro de
uma história intermediária. Cada segmento foi dirigido por um cineasta
diferente.
O Último Sacramento é um filme lançado em 2013, dirigido por Ti
West, que conta a história de uma seita religiosa isolada da sociedade, que
manipulados pelo seu líder, cometem suicídio coletivo. O filme é estrelado por
Joe Swanberg, Aj Bowen, Kentucker Audley e Gene Jones.
Eu tenho certeza que o cineasta Oren Peli
jamais imaginou que seu simples filme amador Atividade Paranormal causaria um estrondo imenso nas telas do
cinema. Afinal, o orçamento desse filme foi menos que 15 mil dólares, e sua
receita ultrapassaram os 190 milhões. Com base no retorno sobre o dinheiro
investido, Paranormal Activity é até
hoje o filme mais rentável da história do cinema por que se trata de uma
produção independente de baixíssimo orçamento que não gastou com efeitos,
equipe grande e não teve nem cinco atores no elenco.
Com um começo de carreira bem sucedida, M.
Night Shyamalan foi declinando em suas produções com o tempo, até que chega uma
hora que todo mundo quer descer a lenha em qualquer trabalho do diretor. Mesmo
sendo fã dele, reconheço que muitas de suas obras tentaram, mas falharam. Vale
ressaltar que algumas são boas, mas de acordo com a crítica e o público geral,
parece que tudo deve e tem que ser superior ao O Sexto Sentido, mas aí meu amigo, vai ser algo bem difícil, porém,
não é impossível por que isso pode acontecer um dia. Mas, vamos parar de encher
o saco e limpar os olhos para enxergar melhor o esforço do cineasta.
Como todos sabem, alguns de seus filmes
recentes foram decepcionantes, mas quando o cineasta lançou o filme A Visita em 2015, podemos dizer que
Shyamalan é um cara que tenta trabalhar da melhor forma possível para agradar a galera, os chatos que critica o trabalho dos outros. E esse filme foi uma espécie
de levantamento de suas obras. Há, entretanto, opiniões mistas a respeito desse
filme (era de se esperar que os chatos de plantão não queiram perder uma
oportunidade para descer a lenha).
Pois bem, A
Visita título original The Visit é
um novo estilo que Shyamalan apostou, o Found Footage, que já estava fazendo
muito sucesso no universo dos filmes de terror. E com esse método, o trabalho
do cineasta indiano foi muito bem colocado, dentro de sua premissa, que embora
seja previsível, pois não há nada de surpreendente, é um filme que prende a
atenção e deixa o espectador com um nó entalado na garganta, se perguntando o
tempo todo: o que diabos está acontecendo
aqui?
A história desse filme se centra em dois
irmãos, Rebecca (Olivia DeJonge) uma adolescente que sonha em ser uma cineasta,
e que inclusive, filma tudo ao seu redor e é através da câmera dela que iremos
acompanhar o filme inteiro; e Tyler (Ed Oxenbould) um menino que canta rap.
Ambos são mandados por sua mãe para a casa dos avós, a quem eles nunca
conheceram, e que ficava em uma casa de campo. Chegando lá, as crianças são
recebidas pelos avós que os acolhem em sua casa. A estada deles na casa seria de
uma semana, mas o que parecia ser um passeio divertido se torna um pesadelo,
quando eles percebem que há algo errado em seus avós.
O ponto de partida para toda a bizarrice
vista nesse filme é na regra estabelecida pelos velhos, que proíbe os netos
de saírem do quarto depois das 21h30 e de entrarem no porão. E todas as noites após esse horário,
Becca e Tyler começam a ouvir barulhos no lado de fora do quarto, e ao checarem
sempre viam a avó (Deanna Dunagan) agindo de forma estranha: ela corre pela
casa, engatinha no chão de forma sinistra, arranha as paredes, em alguns casos
anda completamente nua pela casa. Isso começa a criar medo nas crianças, que a
princípio tentam acreditar que é apenas o fato deles estarem velhos. Mas, aos
poucos eles vão perceber que não é simplesmente isso, há algo extremamente
perturbador em seus avós.
Algumas cenas são bem assustadoras, mas não
ao ponto de se considerar um terror autêntico. A Visita constrói elementos de tensão e desespero, diante de uma
situação estranha e amedrontadora, que faz com que o casal de irmãos questione
os seus avós. O filme possui uma revelação lá no final, mas essa revelação é
altamente previsível que já no começo de toda aquela bizarrice, já podemos
prever o que realmente aconteceu. Embora o filme deixe algumas lacunas em
branco, e isso serviu mais ainda para prender o espectador na história. Sim, Shyamalan
depois de várias produções fracassadas, conseguiu se sobressair nessa.
É interessante que bem no meio de cenas
assustadoras, A Visita contém algumas
pitadas de humor que servem para dar um toque contrário e aliviar os
espectadores mais medrosos. Mas, como de costume, os personagens mesmo
assustados, querem ver as cenas macabras da velha. “Eu vou abrir a porta. Eu vou abrir...” A atriz Deanna Dunagan que
interpreta a velha maluca, consegue criar uma personagem que foi capaz até
mesmo de me assustar, e olha que isso é raro de acontecer! Mas, juro que se eu
estivesse no filme e essa velha viesse correndo em minha direção, eu dava uma "voadora" nela... (risos) estou brincando!
Alguns criticaram o fato do filme não
explicar muita coisa sobre o casal de velhos, mas ele deixa algumas informações
como fotos e pessoas que vão até a casa procurar os avós de Becca e Tyler. E falando
nos dois protagonistas e atores mirins, todos eles conseguem se sair bem com
seus papéis, e em vista disso, é o elenco em si que consegue fazer o filme
ficar bom e interessante. Mesmo com alguns furos, como a conexão com internet
que antes não tinha e depois já tinha e o desfecho que terminou muito rápido, sem dar a chance de algumas explicações, A
Visita é um bom filme de terror do estilo Found Footage, embora não seja
uma grande obra do gênero.
[REC] é um filme de terror bizarro que não mede esforços para impressionar o
público. Comentamos no mês passado uma breve resenha sobre o primeiro filme
(clique aqui), e sem dúvida é uma amostra genial para filmes de terror do
estilo pseudodocumentários. Em 2010
veio sua sequência, trazendo a continuação da história e mais revelações sobre
o mistério envolvendo aquele prédio em quarentena.
Sinopse: Quinze minutos após os acontecimentos do primeiro filme,
um grupo especial de operações é enviado ao prédio lacrado onde dezenas de
pessoas foram violentamente infectadas. Junto com o grupo, está um médico que
pretende colher amostras de sangue da menina Medeiros, originado da criatura
demoníaca de mesmo nome, para desenvolver uma vacina para a terrível doença. Ao
adentrarem, encontram o local aparentemente vazio, mas à medida que sobem as
escadas, as piores situações começam a acontecer. Até que descobrem que o
médico é, na verdade um padre, vindo do Vaticano. Enquanto um a um, todos
começam a morrer, e um terrível segredo demoníaco envolvendo o vírus é
revelado.
Se nos lembrarmos do primeiro filme, havia uma possível suspeita para a
causa da infecção em uma possessão demoníaca, embora ali tivéssemos apenas o
conhecimento de uma infecção viral. Nesse segundo filme, a possibilidade para a
possessão demoníaca ganha um amplo espaço, e aos poucos iremos compreender como
tudo começou. Quando o grupo da SWAT entra no local junto com o padre, eles
logo percebem que todos naquele prédio estavam mortos ou infectados, mas a
missão deles era outra. O padre presente era quem comandava a missão e só
teriam ordens de deixar o local, caso ele autorizasse. E esse padre é obcecado
para cumprir seu dever em recolher amostras da menina Medeiros. Sabem quem é
essa Medeiros? Se você lembrou aquela criatura bizarra e horrorosa que aparece
no final do primeiro filme acertou.
A premissa inicial é muito parecida como uma caçada, mas claro que em
vários momentos os papéis se invertem, pois dentro do prédio há pessoas
infectadas que atacam os visitantes. Algumas pessoas não gostaram do fato de
mudar a causa de infecção para a possessão de demônios, e a menina Medeiros
consegue falar através dos infectados. Por esse motivo, [REC] 2 não foi tão assustador quanto o primeiro, mas o mistério
envolvendo demônios não é algo fora de contexto, pois já no primeiro filme,
essa possibilidade estava em aberta. O que esse filme fez, foi complementar
mais ainda a história como um todo, se não fosse assim, não faria sentido já
que a menina Medeiros é a fonte de todo esse mal, e que o Vaticano estava
envolvido nisso muito antes.
[REC] 2 ainda traz surpresas, como a repórter Ângela Vidal que aparece
em determinado momento, e que de algum modo conseguiu sobreviver. Mas, sua
participação tem um segredo, uma revelação até surpreendente. E assim como o
primeiro, esse filme também termina em aberto. E considerando as cenas de sangue
e aterrorizantes, esse é inferior ao primeiro, mas em complemento da história,
claro que superou.
[REC] é um filme
espanhol do gênero terror, dirigido pela dupla Jaume Balagueró e Paco Plaza. O
filme foi lançado em 2007 e traz o estilo de filmes pseudodocumentário, que é basicamente um documentário falso, mas
com cenas realistas, em outros termos, esse tipo de filme é aqueles em que não
há uma equipe por detrás da câmera, e sim um dos personagens grava o filme
todo. [REC] é estrelado por Manuela
Velasco, Ferrán Terraza, Pablo Rosso e David Vert.
Sinopse: Uma
repórter de televisão e seu cinegrafista seguem um grupo de bombeiros da cidade
de Barcelona, na Espanha, enquanto fazem um plantão noturno
para um programa local. A repórter e o câmera acompanham os bombeiros, que são
encaminhados a um condomínio para salvar uma senhora que está supostamente
presa em seu apartamento, gritando e deixando os vizinhos assustados. Ao
entrarem no edifício, todos se deparam com a mulher tendo uma infecção raivosa,
enquanto ficam presos dentro do prédio para que a doença não se espalhe. A
equipe de reportagem decide então filmar tudo o que acontece no local, enquanto
tentam salvar suas vidas.
[REC] é um filme de sucesso que inclusive os americanos
filmaram um remake que foi lançado poucos meses depois, intitulado Quarentena que é também um ótimo filme,
só que inferior à produção original. [REC]
é um filme assustador! Confesso que ele é muito mais aterrorizante do que Quarentena, pois houve cenas ali que me
deixaram com medo, assustado e perplexo. E olha que isso é muito difícil de acontecer
comigo, quando assisto filmes de terror.
A história do filme é
basicamente ambientada em quase toda a sua totalidade dentro de um prédio, onde
ali é palco de uma infecção misteriosa que começa quando uma senhora está
descontrolada em seu apartamento gritando, deixando os outros moradores
assustados. Essa senhora morde um dos policiais que estavam lá junto ao corpo
de bombeiros e à equipe de filmagem protagonista do filme. No filme é explicado
que a infecção é transmitida através da saliva, o que significa que aqueles que
foram mordidos estarão infectados e que não há muito o que fazer por eles, pois
irão se transformar em criaturas abomináveis e violentas.
Quando um a um vai sendo
mordido e posteriormente se tornando uma criatura violenta, todos os que estão
no prédio vão se tornando vítimas. E para piorar a situação para quem está lá
dentro, a polícia isola o local e não deixa ninguém sair de dentro do edifício,
uma medida de segurança que tomam para que evitem espalhar a doença que já
estava inclusive sendo investigada pelas autoridades. No decorrer do longa,
isso vai sendo explicado aos poucos.
A repórter e seu câmera são
os dois personagens que sempre os acompanhamos dentro do local. É interessante
perceber, mas não vemos em nenhum momento o rosto do câmera, que é chamado de Pablo
no filme, como também é seu nome verdadeiro. Os demais personagens como
policiais, membros do corpo de bombeiros e hóspedes do prédio, se veem em total
desespero a partir do momento em que percebem que não podem sair dali em hipótese
alguma, não importando se eles estão infectados ou não.
O filme como um todo é
sensacional! Para um filme de terror, ele cumpre sua perspectiva muito bem e
seu desfecho embora não tenha sido agradável para muitos, foi o mais realista
possível. E por ser realista, ele acabou se tornando previsível, mas isso não significa de forma alguma que esse detalhe comprometa a produção. O defeito que
achei no filme foi naquela parte em que a filha de uma das hóspedes é vista
como uma infectada, e de fato isso se confirma logo após. O problema é que
antes dessa suspeita, a garotinha não demonstrava nenhum indicio de infecção e
muito menos um comportamento semelhante ao da velha louca que morde o policial
no inicio. Portanto, eu achei esse detalhe um pouco forçado e que não houve
lógica e nem coerência com os fatores vistos em outras cenas do filme.
Em contrapartida, o filme
ainda aborda possíveis causas para a doença. Como um tipo de raiva que ocorre
nos cães e também uma possível possessão demoníaca. Em uma das cenas finais, a repórter
e seu cinegrafista (aparentemente os únicos sobreviventes até então) entram em
um quarto onde encontram diversos recortes de jornais que noticiavam sobre uma
menina vítima da possessão de criaturas sobrenaturais que estava desaparecida,
depois percebem que um agente do Vaticano a estava tentando captura-la. E isso
se confirma misteriosamente, quando uma criatura bizarra aparece no local,
parecia que estava presa no sótão e que provavelmente foi o agente que morava
naquele apartamento a teria prendido.
Mas o filme não explica com
todos os detalhes esse mistério e para entendermos, temos que assistir suas
sequências, e eu irei fazer isso, pois fiquei curioso com esse mistério
envolvido no filme. Em suma, o filme [REC]
me surpreendeu com uma história assombrosa e desesperadora, e por ser
filmado por um dos personagens, podemos ver um grau bem realista envolvido.
Claro que esse estilo de filmes tem hoje aos montes, alguns são bons outros nem
tanto, mas se tratando dessa produção espanhola, eu recomendo sim,
principalmente se você gosta de filmes bizarros e assustadores.