sábado, 12 de maio de 2018

AMIZADE DESFEITA


Amizade Desfeita, título original Unfriended é um filme de terror sobrenatural lançado em 2014. Dirigido por Levan Gabriadze, esse filme é mais um daqueles em que sua totalidade se passa na tela de um computador, inclusive já falamos aqui no blog sobre um filme desse tipo, Perseguição Virtual. E assim como esse, Amizade Desfeita é um filme repleto de tensão e que mesmos com suas falhas, consegue atribuir aspectos dignos para filmes do gênero, como por exemplo, conter um tema chocante e perturbador.

Sinopse: Blaire, Mitch, Jess, Adam, Ken e Val estão em uma sala de bate-papo quando são surpreendidos pela chegada de um usuário conhecido apenas como "Billie227". Achando que se trata somente de um problema técnico, os amigos continuam conversando, até que Blaire começa a receber mensagens de alguém que se diz ser Laura Barns, uma colega de classe que se suicidou há um ano. Enquanto Blaire tenta descobrir a identidade de Billie, seus amigos são forçados a confrontar seus segredos mais obscuros.


A história começa mostrando o suicídio da personagem Laura Barns e também o vídeo constrangedor que fez com que ela cometesse tal ato trágico. A nossa visão partirá do computador de Blaire, que após assistir a esses vídeos que inclusive já se passava um ano do ocorrido, ela começa a conversar com seu namorado Mitch e não dura muito até que seus outros amigos entrem na conversa online. O início pode parecer bobo, mas faz parte, pois não seria legal começar logo onde o caldo irá engrossar. Mas, a história começa a ficar interessante quando uma pessoa misteriosa entra na conversa, sem foto, sem vídeo, apenas com a identificação “Billie227”. Os jovens começam a achar que se trata de algum conhecido deles querendo se enturmar ou um hacker com a intenção de pegar informações pessoais.

A tensão passa a ganhar espaço a partir do momento em que o ser misterioso diz ser Laura Barns, pois está utilizando a conta de todas as redes sociais da jovem. Os outros suspeitam ser alguém que teve acesso à conta dela, mas quando a suposta Laura começa a revelar segredos íntimos da cada jovem ali presente, o desespero começa. Ainda por cima, a intenção do invasor é querer saber quem foi que postou o vídeo constrangedor na internet. E para conseguir as informações que precisa, Laura passa a fazer jogos macabros que culmina em consequências trágicas. Esses jogos fazem com cada um dos jovens revelem sua verdadeira face, brigas e desentendimentos entre adolescentes são o que não falta nesse filme.

Pode parecer cansativo o modo como a narrativa caminha, mas é muito legal poder ver que a direção opta por situações realistas durante a projeção. Por exemplo, como vemos tudo acontecer através do computador de Blaire, ela está a todo o momento conversando com o perfil de Laura, e durante as conversas, em muitas delas Blaire digita algo e depois apaga, mostrando claramente o que a personagem está pensando antes de enviar a mensagem. E mesmo com algumas situações clichês, o filme não deixa a desejar quando se trata de deixar o espectador tenso e preso à tela para saber o que vai acontecer logo em seguida.


Alguns criticaram a falta de impacto que as mortes no filme tiveram. Como é evidente, a intenção não é impressionar o público em respeito às mortes arrasadoras que acontecem. E pelo que entendi, a intenção do diretor foi mostrar os efeitos psicológicos pelos quais os jovens se veem inseridos diante de uma ameaça pela internet. Porém, me incomodei um pouco com a falta de explicação a respeito de Laura, e sobre os jovens que sozinhos tentam confrontar essa situação, parece que seus pais ou não se encontravam em casa, ou os adolescentes moravam sozinhos. Por que ninguém mais aparece, exceto um grupo de policiais na casa de um deles após um suicídio, e isso acontece bem no começo.

Eu sei que há pessoas que não se agradam desse estilo de filme, mas é inegável que sua narrativa foi bem conduzida em meio aos clichês do gênero. O modo como as situações vão ficando cada vez pior para os personagens é o que faz com que os fãs do terror apreciem obras do tipo. Mas tenhamos em mente que a intenção do filme não é impressionar com cenas fortes e perturbadoras, ficou claro que o filme vai além dessa concepção. Resumindo, é um bom filme, tenso e angustiante e que vale a pena dar uma conferida. 

NOTA: 6,5/10

ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO


O terceiro e último filme da trilogia do Zé do Caixão só foi lançado em 2008, 40 anos depois do segundo. Mas por que essa demora? Quem conhece a história do cineasta José Mojica Marins sabe que ele passou por inúmeros problemas com a produção de Encarnação do Demônio, sem mencionar que a censura do governo militar o havia afetado a ponto de mudar drasticamente o final de Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver. E depois de muitos anos sem nenhum filme com o personagem, no século XXI veio a oportunidade de filmar a saga, e dessa vez Mojica contou com um orçamento generoso que o faria caprichar nos efeitos especiais. E mesmo assim, a produção de Encarnação do Demônio sofreu diversos problemas, a principal delas foi a morte do ator Jece Valadão em 2006 que obrigou os roteiristas a mudar muita coisa na história. Mas, deu certo e finalmente o terceiro filme do Zé do Caixão foi lançado.

Apesar de poucos conhecerem e principalmente apreciarem a obra do Mojica, as expectativas dos fãs para o filme sem dúvida eram grandes. Primeiro, os filmes anteriores À Meia Noite Levarei Sua Alma e Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver foram ótimos, apesar das limitações da produção e do baixo orçamento; segundo, como já mencionado, Encarnação do Demônio teve um orçamento alto; e terceiro, o elenco escolhido por Mojica é de peso, entre eles além do já mencionado Jece Valadão, temos a presença de Milhem Cortaz, Adriano Stuart, Rui Resende, Débora Muniz e Cristina Aché. Mas, será que Encarnação do Demônio supera os seus antecessores? Minha resposta curta e direta é: NÃO!


Pareci ser franco na resposta? Bem, eu não nego que sou fã do trabalho do Mojica, e gosto muito do personagem Zé do Caixão. Mas, sendo justo em minha análise, Encarnação do Demônio, apesar de trazer boa qualidade das cenas, inclusive algumas delas são bem realistas, o filme peca muito no roteiro, que é sem sombra de dúvidas o maior problema dele. Claro que isso se deve as inúmeras alterações que o mesmo sofreu por conta de problemas tais como os já mencionados aqui. Mas, é nítido e claro detectar vários tropeços, alguns deles são gritantes a ponto de fazer você ficar desanimado com o filme. Felizmente eu consegui assistir ao filme de boa, e ele tem sim os seus méritos e não posso falar unicamente dos defeitos.

A história de Encarnação do Demônio se passa 40 anos depois dos acontecimentos de Esta Noite, onde Zé do Caixão é libertado de uma penitenciária que ele havia ficado preso todos esses anos. E nesse contexto, há uma coisa que faz valer a pena assistir ao filme, que é a mudança do final do segundo filme imposta pela censura da época. Finalmente ela é corrigida! Em um flashback, mostra que Zé do Caixão saía do pântano, mata o padre, fura os olhos de um policial e depois é preso. Apesar dessa cena conter uma incoerência, digamos assim, da qual falarei mais adiante, a correção daquela cena ridícula imposta pelos censores foi sensacional!

Após sair da penitenciária, Zé do Caixão se vê em um mundo completamente diferente de antes, onde a violência havia atingido a um patamar nunca visto em sua época. E mesmo depois de muitos anos, o coveiro ainda não desistiu de sua meta, que é encontrar a mulher superior capaz de gerar um filho perfeito. E Zé não está sozinho para isso, além do corcunda Bruno, o seu fiel criado, ele conta com a ajuda de quatro asseclas que farão de tudo para ajudá-lo. Falando nesses seguidores, não sabemos nada sobre eles, nem mesmo o próprio Zé do Caixão. O filme peca em não desenvolver nenhum, assim como a maioria dos personagens. O que podemos sugerir é que Bruno andou pregando a filosofia de seu mestre durante esses anos todos, e conseguiu quatro seguidores, só pode ter sido isso. Enfim, o local onde o coveiro irá morar fica em um porão de uma favela (não conheço favela que tenha porão, mas tudo bem), e os moradores de lá começam a temer aquele homem vestido de preto, supersticiosos como sempre. Mas, o medo deles não é como foi visto nos outros filmes, aqui eles chegam a encarar o velhote, veja só como os tempos mudam...


Outros personagens importantes no filme e os principais inimigos de Zé, são o padre Eugênio (Milhem Cortaz), que é o filho do doutor Rodolfo morto por Zé em À Meia Noite Levarei Sua Alma e que ao saber que o assassino de seu pai estava vivo, o sacerdote passa a ansiar sua vingança. Tem também a dupla de policiais, o Coronel Claudiomiro Pontes (Jece Valadão), o policial que o coveiro havia furado o olho no flashback mencionado e o irmão dele, o Capitão Osvaldo Pontes (Adriano Stuart), odiado por matar crianças na favela e que Zé do Caixão havia ferido seu pescoço no inicio do filme. Então, temos aqui uma dose tripla que quer o couro do Coffin Joe (Zé do Caixão em inglês), e a narrativa do filme irá se seguir na caçada ao velho por esses três. E enquanto não é encontrado, o coveiro e seus asseclas deixam um rastro de sangue por onde passam, torturando e matando quem se opõe ao seu objetivo.

Falando nas torturas do filme, a produção caprichou mesmo! Mojica deu uma verdadeira aula de como fazer terror! Algumas cenas podem ser fortes demais para algumas pessoas, no meu caso só teve uma que me arrepiei: a cena da ratazana. Não vou dizer o que acontece ali, mas quem já viu o filme sabe do que eu estou falando. Outras cenas são na verdade reais, como uma boca costurada e a um corpo suspenso por ganchos cravados nas costas. Sem dúvida os fãs desse tipo de filme devem ter delirado em algumas sequências. Agora uma coisa que me chamou à atenção são os fantasmas das vítimas de Zé, que o aterrorizam a todo o momento. São bem assustadoras pra falar a verdade, e dignas de um filme de terror, e ainda mais brasileiro, e claro nos dando orgulho.


Agora vamos falar dos furos de roteiro que infelizmente comprometeram a produção. Na cena do flashback onde corrige a última cena de Esta Noite, ali Zé do Caixão estava cercado de policiais e pessoas revoltadas querendo mata-lo, mas no momento em que ele mata o padre com a cruz e fura os olhos do policial (que é o Claudiomiro Pontes) ninguém intervém, cadê aquela raiva toda das pessoas? Foi pro “beleléu”? Outra situação: quando alguns policiais são torturados no “porão da favela”, o que eu acho engraçado é que ninguém ouve os gritos, e era fácil para os irmãos policiais acharem o esconderijo do coveiro, mas para isso eles pedem ajuda dos moradores, ah vá... Outra: em um determinado momento do filme, os asseclas vão sequestrar uma série de garotas para o coveiro, e uma delas é pega dançando em uma festa lotada, e parece que ela foi raptada no meio de todos sem ninguém notar. Mais uma: Zé do Caixão procura uma mulher perfeita, livre de superstições e crendices, assim como ele aceitou Laura em Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver. O que eu não entendo é como as duas garotas que o seguem no filme não servem como a mulher perfeita, por que se notamos, dos quatro seguidores do Zé, duas são belas jovens, livres de crendices e superstições, e ainda compartilham da mesma filosofia do coveiro. De fato, o roteiro forçou muito a barra.

Além desses furos, há outros aspectos que incomodam, como a imensa quantidade de personagens em que a maioria não tem nenhum desenvolvimento, o fato das mulheres do filme se lançarem para Zé do Caixão assim muito fácil, tem uma lá que se oferece para ele na maior cara-de-pau. E também incomoda muito a imagem que o filme traz sobre a polícia, claro que há policiais ruins e corruptos, mas a forma em que eles são retratados no filme é um tanto tendenciosa. Também não posso deixar de mencionar a atuação do Mojica, que é nitidamente forçada, e em algumas cenas soam ridículo, infelizmente.

No geral, Encarnação do Demônio é um bom filme, apesar de seus erros do roteiro. Vale muito a pena acompanhar o desfecho dessa trilogia, que é muito admirada por estrangeiros. No entanto, na minha opinião, é o filme mais fraco do personagem. Por outro lado, é realmente uma pena que o Brasil não valorize o trabalho do Mojica como também o gênero, fiquei sabendo que esse filme foi um fracasso de bilheteria aqui no nosso país. Mas para quem curte filmes pesados deve dar uma chance a esse filme, e claro para quem se interessa em conhecer as obras de José Mojica Marins, Encarnação do Demônio assim como os demais da trilogia não podem fica de fora. 

NOTA: 6,2/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

quinta-feira, 10 de maio de 2018

[REC] 3: GÊNESIS


O filme espanhol do gênero terror [REC], que culminou em três sequências, resultando em 4 filmes onde os dois primeiros retratam uma situação em que um edifício havia ficado em quarentena devido a uma infecção que ali se espalhava. No entanto, o terceiro filme intitulado [REC] 3: Gênesis é uma história completamente diferente. Claro que como o próprio título sugere, poderíamos esperar o começo de toda a história, visto que em [REC] 1 e 2 nada sabemos sobre as origens dos zumbis macabros e como isso tem se espalhado. Então, ao assistir [REC] 3 estive esperando mais um complemento para a franquia. No entanto, o resultado foi frustrante! O filme foi lançado em 2012 e dirigido por Paco Plaza.

Sinopse: Clara (Letícia Dolera) sempre idealizou o seu casamento e no grande dia a presença de amigos e familiares era fundamental. O que ela não fazia ideia era que seus convidados sofreriam uma súbita transformação em zumbis, fazendo com que seu sonho termine no pior dos pesadelos.


Pra ser bem direto, [REC] 3 não fala de absolutamente nada sobre os princípios dos acontecimentos retratados nos dois primeiros filmes, ao invés disso, traz uma história completamente diferente e paralela em relação aos filmes anteriores, mais adiante explico por que. No entanto, há algumas referências das quais irei mencionar nesse texto. Mas eu tenho certeza que as pessoas que gostaram dos outros filmes queriam uma história envolvendo a menina Medeiros, a responsável pela infecção demoníaca e como tudo havia começado nela, ou seja, teria de ser um filme dentro do contexto geral, mas não foi. Não consigo compreender o porquê estabeleceram um enredo piegas em uma franquia desse tipo, onde precisaria de mais desenvolvimento sobre os eventos misteriosos vistos nos dois filmes anteriores.

A ambientação principal do filme é em uma festa de casamento, onde após a cerimônia, um dos convidados começa a demonstrar um comportamento estranho até morder outra pessoa e assim a infecção começa a se espalhar. Antes disso, é dito que esse convidado havia sido mordido por um cão agressivo (será o Max do primeiro filme?) em uma clínica veterinária, e então o que se sucederia era aquela carnificina que todos já sabemos. A luta para sobreviver ganha espaço e os zumbis estragam a festa transformando-a em um verdadeiro inferno.


Pra não ter que dizer que não há menção alguma sobre a menina Medeiros, há uma cena em que aquela criatura magrela e horrorosa aparece, mas nada faz no filme, essa sua aparição só dura uns cinco segundos e só. E em relação ao padre local, onde ao ser cercado por infectados, ele usa a cruz e faz uma oração que consegue parar as criaturas, mostrando que são na verdade demônios, essa é uma referência ao segundo filme? Talvez. Há outra referência para a franquia quando vemos nas telas a reportagem sobre o prédio em quarentena, e isso por si só, já indica que esse terceiro filme não é o principio coisa nenhuma, é apenas uma história paralela sobre a mesma infecção, e é principalmente esse lance de história paralela que em muitos casos se torna uma coisa extremamente desnecessária.

E a decepção não para por aí, além de conter um enredo fraco e sem nenhum fator contribuinte para a história, as atuações são forçadas de modo que até uma criança perceberá. De fato, é justo dizer que a tensão do filme chega a ser grande, onde sangue e morte ocupa espaço na tela, mas nesse ponto em específico, o elenco não consegue demonstrar medo nenhum. Eles apenas fazem cara feia e gritam escandalosamente. Há uma cena que foi a gota d´água, onde a protagonista é mordida na mão e para a infecção não se espalhar, ela pede ao marido que corte o braço dela com uma espada, e ao fazer isso ela só dar um grito, parece que não sentiu muita dor. Segundos depois, ela anda com o braço arrancado como se nada tivesse acontecido. Realmente, esse filminho é uma ofensa para a franquia, aliás, não devia nem fazer parte.


[REC] 3 ainda tropeça por cair em clichês gritantes e sem o menor sentido, como por exemplo, a jovem e delicada noiva (a protagonista) se apossa de uma serra elétrica e vira uma “Chuck Norris” feminina acabando com uma grande quantidade de infectados. Essa cena acontece assim de forma aleatória, sem nexo nenhum, apenas para preencher espaço e fazer a produção gastar dinheiro com sangue e corpos falsos. Sem falar que a qualidade das cenas é uma “beleza” que chega a dar muito orgulho... Será mesmo? Fiquem tranquilos, estou apenas zuando.

Com toda a minha sinceridade, os dois primeiros foram ótimos, seguiu uma narrativa tensa e assustadora, mesmo com algumas alterações na história. Mas esse [REC] 3 é uma negação total! Assisti mesmo por que prometi acompanhar toda a franquia e publicar aqui no blog uma resenha para cada filme assistido. E até estou com receio em acompanhar o quarto e último filme da franquia, mas ao constatar sua sinopse, me pareceu que irá partir de onde parou o segundo filme e, portanto, isso me fará dar uma chance a ele, claro que não vou esperar que seja melhor que o primeiro, mas espero pelo menos que supere este terceiro que apenas serviu para me causar decepção. 

NOTA: 4/10

Veja o trailer de [REC] 3: Gênesis no vídeo abaixo:

domingo, 6 de maio de 2018

A TRILHA (2009)


A Trilha, título original A Perfect Getaway, é um suspense direcionado ao lado psicológico, escrito e dirigido por David Twohy e estrelado por Milla Jovovich, Steve Zahn, Timothy Olyphant e Kiele Sanchez. Esse filme foi lançado em 2009 e é muito conhecido entre os amantes de suspense, devido ao seu plot twist (final surpresa), que para alguns é algo arrasador e para outros, é algo muito forçado.

Sinopse: Cidney (Milla Jovovich) e Cliff (Steve Zahn) formam um aventuroso casal que resolve passar a lua-de-mel nas mais belas e remotas praias do Havaí. Caminhando nas selvagens e isoladas trilhas, eles acreditam ter encontrado o paraíso. Entretanto, quando se deparam com um assustado grupo de turistas que informa sobre o assassinato de um casal em outra ilha, eles passam a discutir um possível retorno para casa. Longe da civilização, todos aparentam ser uma ameaça e ninguém sabe em quem confiar. O paraíso se torna um inferno quando uma batalha pela sobrevivência tem inicio.  


Antes de falar a respeito de seu plot twist, eu gostaria de dizer que esse é um dos filmes de suspense que ficou marcado em minha mente. Na primeira vez que assisti há alguns anos atrás, fiquei abismado com a revelação final, o que sem dúvida tinha deixado aquela sensação de ter visto algo bom e que valeu a pena. De fato, A Trilha é um filme que vale a pena sim, não apenas pela trama intrigante retratada, mas também por ser um filme ágil em sua premissa e ambientado com belíssimas paisagens. As filmagens aconteceram em Porto Rico e no Havaí, e por isso a sua fotografia é deslumbrante!

A trama segue explorando o casal interpretado por Jovovich e Zahn, recém-casados e prontos para curtir a sua lua-de-mel. Mas, ao chegar no local eles se deparam com a notícia de que um casal estaria assassinando outros casais que vão explorar e curtir aquele lugar. E após conhecerem dois casais, ambos demonstrando comportamentos suspeitos e que fazem o casal recém-casado passar o tempo todo suspeitando sobre qual deles possa ser o casal assassino. Portanto, o filme se direciona através dessa linha narrativa, que é bem feita e seus diálogos não são cansativos.

Entretanto, eu acabei de rever esse filme para poder escrever essa resenha, e não posso dizer a mesma coisa da primeira vez. Bom, antes de tudo, é importante mencionar que o filme A Trilha é um daqueles filmes que te engana, te passa o chapéu. E isso em muitos casos conquista facilmente os fãs do gênero suspense, o que inclui eu. Porém, ao rever o filme não pude deixar de notar algumas coisas que pra ser sincero, não faz muito sentido dentro do contexto do longa. Como já dito, o filme contém uma reviravolta surpreendente, mas o roteiro cai no erro de explorar ao longo do desenvolvimento diálogos do casal principal em relação as suas suspeitas, que depois se mostram irrelevantes para a narrativa de modo geral. Se a intenção disso era manipular o raciocínio do espectador e desviar sua mente para a situação misteriosa envolvida na trama, sinto em dizer que nesse quesito, o filme não convence.


Mas, por outro lado, é apenas isso que consegui ver de defeituoso, claro que se tratando de diálogos explícitos pelo roteiro, podemos dizer que é uma falha grande. Mas, ainda assim não torna o filme ruim, é possível tentar compreender a situação, embora para muitas pessoas seja algo um tanto complexo. O filme procura se justificar em relação a sua reviravolta, a questão do uso de drogas e na mente doentia dos verdadeiros antagonistas. E como suspense, o filme consegue cumprir seu papel de forma excelente, mesmo que nos critérios de coerência o resultado não tenha sido o mesmo.

É bom estar ciente de que A Trilha é um filme imprevisível e em alguns aspectos traz uma história original e bem feita. Claro que seus deslizes já mencionados aqui não comprometem o conteúdo por completo, a vale lembrar que um espectador desatento aos detalhes, nem vai ligar para isso. Pode ter certeza também que há pessoas que ficarão confusas no ato final do filme e o porquê de sua reviravolta, e para isso a atenção nos diálogos e flashbacks são essenciais para sanar as dúvidas que talvez levantem durante o filme. Mesmo sendo um filme que há erros e acertos, vale a pena dedicar tempo assistindo. 

NOTA: 7/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

sábado, 5 de maio de 2018

LIGADOS PELO AMOR


Ligados Pelo Amor, título original Stuck in Love escrito e dirigido por Josh Boone é um filme que aborda o drama dentro de uma família que cada um de seus membros vivem em um mundo diferente, embora eles sejam talentosos no que diz respeito à escrita. Esse filme foi lançado em 2012 e é estrelado por Jennifer Connely, Greg Kinnear, Lily Collins, Nat Wolf, Logan Lerman e Kristen Bell.

Sinopse: Três anos depois de seu divórcio, o romancista experiente Bill Borgens (Greg Kinnear) não consegue esquecer o seu passado e espiona sua ex-mulher Erica (Jennifer Connely), que trocou o marido por outro homem. Mesmo que sua vizinha e amiga colorida, Tricia (Kristen Bell) tente trazê-lo de volta à ativa, ele permanece aos encantos de qualquer um. Enquanto isso, sua filha Samantha (Lily Collins) está publicando o seu primeiro romance e evitando seu primeiro amor com um romântico incurável (Logan Lerman); e seu filho adolescente Rusty (Nat Wolf) está tentando encontrar a sua voz, tanto como escritor de fantasia quanto como inesperado namorado de uma garota ideal que tem problemas perturbadores e reais. Cada uma dessas situações cresce e elas se transformam em um trio de crises românticas, o que leva os Borgens a surpreendentes revelações sobre como finais viram começos.


O drama familiar retratado nesse filme é envolvente e interessante. A esposa deixa o marido em troca de outro homem, e isso faz com que ele passe muito tempo remoendo esse passado. Ao mesmo tempo em que a filha passa a odiar a mãe e por medo de se magoar, evita qualquer envolvimento romântico com alguém. E o filho tenta obter o sucesso de escritor e se envolve meio que sem querer com uma garota problemática. A narrativa se segue explorando e desenvolvendo esses personagens, que de alguma forma inusitada e sem nenhuma correlação uma com a outra, esses problemas familiares vão sendo resolvidos de uma maneira um tanto superficial, porém, interessante o suficiente para fazer refletir sobre a importância do amor familiar e a união que deve haver nesse meio.

Os personagens principais foram altamente bem trabalhados, a premissa inicial é aos poucos levantada na questão do choque familiar que afeta a todos. A brilhante atriz Jennifer Connely não poderia estar melhor, mesmo que ela seja a personagem entre os principais que aparece mais pouco. Greg Kinnear interpretando um pai separado, angustiado e triste, mas que procura manter a relação com os filhos da melhor forma possível, também curtindo um pouco com sua vizinha e principalmente nutrindo a esperança de que sua esposa volte. Mas a melhor personagem desse filme é sem dúvida a Samantha, a atriz Lily Collins (linda como sempre) da a vida a essa personagem, inclusive eu acho essa a melhor interpretação da Lily até o momento.


Samantha é uma garota inteligente e de personalidade forte, e por conta disso, muitas vezes ela se mostra arrogante quando está diante de um garoto ou quando se fala em sua mãe. Suas falas no decorrer do filme discursando sobre o amor e como ele falha, como por exemplo: 


"Evite o amor a todo custo. Esse é o meu lema!"

Esse tipo de frase e outros mais, é o que torna a sua personagem antipática inicialmente, mas essa antipatia não faz com que o espectador sinta raiva dela, ao contrário, seu carisma é eficaz para cobrir quaisquer vestígios de ignorância. E durante o desenvolvimento do filme, ela vai mudando sua maneira de enxergar as coisas sobre o amor e também a sua mãe, que através de revelações inesperadas faz com que a jovem reveja seus conceitos e posteriormente compreenda que a união familiar é mais importante do que qualquer outra coisa. Então, como não amar essa personagem? Ela é um reflexo de muita gente, e para mim além de ser a melhor personagem do filme, é também o centro das atenções por roubar a cena. Por isso que eu afirmo que essa foi a melhor personagem que Lily Collins já interpretou até agora.

Os atores coadjuvantes têm o seu espaço adequado, sem exagerar e sem ser pequena demais e com um bom desenvolvimento. O roteiro acerta por inclui-los no tempo e na situação certa, para que a narrativa não perca o seu foco principal. Aquela música de fundo que toca no começo e no fim quando se põe na mesa a expectativa de que a família irá se reunir junta depois de tantos problemas, combina muito com a ambientação do filme e seu conteúdo. Ligados Pelo Amor pode aparentar não ser grande coisa, mas ele surpreende e agrada com grande facilidade e precisão, em especial o público mais sensível e carente. Em suma, é um filme divertido e reflexivo que trás à nossa atenção um dos temas mais importantes dentro do seio familiar. Recomendo muito! 

NOTA:7,7/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

sexta-feira, 4 de maio de 2018

COMO TREINAR O SEU DRAGÃO


O filme de animação Como Treinar o Seu Dragão, título original How to Train Your Dragon de 2010 é mais uma das animações que entra fácil para a lista das melhores já feitas, tanto o lado técnico como o conteúdo que ele apresenta. Original da Dream Works Studios e baseado no livro de mesmo nome, Como Treinar o Seu Dragão foi dirigido por Chris Sanders e Dean DeBlois e reúne as vozes de Jay Baruchel, America Ferrera, Jonah Hill e Gerard Butler.  

Sinopse: Soluço é um viking adolescente que não combina muito bem com a longa tradição de sua tribo de heroicos matadores de dragões. Seu mundo vira de cabeça para baixo quando ele encontra um dragão que desafia tanto ele quanto seus amigos a encararem o mundo a partir de outro ponto de vista.


Vou ser bem sincero e direto ao ponto: eu me encantei completamente com esse filme, é bem simples, divertido e com lições importantes a se aprender. Mesmo que sua história gire em torno de um mundo fantasioso onde vivem dragões de todos os tipos, há sua singularidade em chamar atenção para a empatia que o ser humano nutre por animais, mesmo aqueles considerados selvagens. No filme, o garoto Soluço é filho do líder da aldeia, um homem severo em suas decisões chamado Estoico. E cada membro da aldeia é treinado para caçar dragões, para essas pessoas, os dragões são uma espécie de ameaça e caça-los é considerado uma obrigação.

No meio disso, o protagonista mantém um típico romance adolescente com Astrid, uma garota que compartilha dos mesmos ensinamentos que Soluço teve. Toda aquela caçada que entendemos no começo serem vitais para a sobrevivência dos vikings, ganha outro rumo quando Soluço captura um que pertence à raça mais poderosa, conhecida como Fúria da Noite, mas Soluço não tem coragem de mata-lo. Ao invés disso, o garoto passa a cuidar do ferimento na cauda do bicho e também passa a alimenta-lo e servir-lhe de companhia, assim, aos poucos, podemos dizer que o sentimento natural entre humano e animal vai ganhando espaço, e com o tempo eles se tornam amigos.

Com um dragão ao seu lado, Soluço vai aprendendo sozinho a como doma-lo, sem precisar usar violência. Essa habilidade era até então considerada impossível. Soluço também descobre que os dragões não eram exatamente o que a tradição de sua aldeia dizia a respeito. Eles são mansos e podem ser úteis na vida dos vikings. Então o plano de Soluço é tentar resolver esse mal entendido e parar com as caçadas e matanças. Mas para isso, ele tinha de enfrentar a oposição severa de seu pai e um segredo envolvendo os dragões que dar motivos aos vikings quererem guerra.


O desenvolvimento desse filme prende à nossa atenção e seu desfecho é tão emocionante, que no final das contas paramos e pensamos: “Valeu a pena assistir.” Portanto, se você não viu essa animação e curte o gênero, não perca mais tempo. Vale frisar que esse filme pode competir com os grandes filmes da Pixar, embora as produtoras sejam bem diferentes em termos de qualidade, reconhecimento e inovação, a Dream Works Studios pode ir longe se continuar produzindo filmes como esse. Inclusive há a sequência dessa história dos dragões que ficou tão boa como essa, então seria bom prestar muita atenção nessas distribuidoras e suas produções.

Como Treinar o Seu Dragão pode ser considerado sem medo algum como um filme épico, no pleno sentido da palavra mesmo. Como já mencionado anteriormente, o modo como o desenvolvimento caminha, nos deixa aquela sensação agradável e indescritível de estar assistindo a um filme desse patamar, admirado e elogiado em todos os aspectos. E vem por aí o terceiro filme, completando uma trilogia. Confesso que após assistir os dois filmes com essa história, as expectativas estão altas para mais uma sequência. Espero ansiosamente que elas sejam saciadas... 

NOTA:10/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:



Veja também: 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

DEPOIS DAQUELA MONTANHA


The Mountain Between, no Brasil conhecido como Depois Daquela Montanha é um filme de drama lançado em 2017 que tem como foco a questão da sobrevivência que é misturado com doses de romance. O longa foi dirigido por Hany Abu-Assad e é estrelado por Idris Elba e Kate Winslet.

Sinopse: Alex (Kate Winslet), uma jornalista que está indo preparar seu casamento, e Ben (Idris Elba), um doutor voltando de uma conferência médica, eles iriam pegar o mesmo avião, mas o voo é cancelado e os dois decidem fretar um jatinho. Durante a viagem, o piloto sofre um ataque cardíaco e o avião cai em uma região montanhosa coberta por neve. Um romance começa a ganhar força enquanto eles tentam sobreviver, feridos e perdidos.


Esse não é um filme excepcional. Contém alguns defeitos e furos no roteiro, além de uma narrativa extremamente arrastada, que só evita o espectador de dormir devido às atuações de Idris Elba e Kate Winslet, que vale destacar são dois atores com um talento imenso. Além do desempenho dos protagonistas, outra coisa que torna o filme agradável é a fotografia da região montanhosa. Muito linda por sinal! No entanto, é justo de minha parte admitir que o filme se perde em sua estrutura narrativa entre a questão da sobrevivência e o romance, em especial no ato final da projeção.

Durante a passagem dos dois na região montanhosa, o filme tenta se sobressair ao utilizar meios de sobrevivência para ambos, além de que inicialmente Alex e Ben tenha um relacionamento um pouco tenso, mas sem que nada impeça de um cuidar do outro. O romance conduzido na trama retrata uma ótima química entre os dois, mas nos momentos em que eles passam necessidades como fome e sede, e então a luta para se manterem vivos é o que predomina em suas mentes.


Vale destacar que durante maior parte do filme, apenas Idris Elba e Kate Winslet estão em cena, sem contar no cachorro do piloto que sofreu o ataque cardíaco que lhes faz companhia. Conforme já enfatizei, a narrativa do filme peca ao tentar mesclar o drama da sobrevivência com o romance, claro que estes dois aspectos tendem a combinar na maioria dos casos, nos faz lembrar de filmes como Titanic também protagonizado por Kate Winslet, que acerta nessa mistura. Infelizmente, o mesmo não acontece com Depois Daquela Montanha, além dos aspectos já mencionados como a história arrastada e furos de roteiro, o filme ainda tem o problema da quebra de ritmo durante o seu desenvolvimento.

Mas, no final das contas, é possível assistir Depois Daquela Montanha sem sair totalmente decepcionado. Como mencionei antes, os dois protagonistas seguram as pontas com seus desempenhos, que em minha opinião foram brilhantes, principalmente durante o tempo em que estiveram sozinhos. Eu já imaginava que o filme não seria grande coisa, talvez seja esse o motivo de não sair muito desapontado. Portanto, a minha dica é que assista sem muitas expectativas, procure ter em mente que será apenas um passatempo, um drama leve, sem maiores complicações ou uma história enrolada. 

NOTA: 6/10

Veja o trailer no vídeo abaixo: 

terça-feira, 1 de maio de 2018

7 DESEJOS


7 Desejos, título original Wish Upon é um filme de terror sobrenatural lançado em 2017, dirigido por John R. Leonetti. Esse é mais um filme que cai muito em clichês do gênero, mas que devido a interessante história apresentada conseguimos assistir até o final sem nenhum problema. O longa é estrelado por Joey King, Ki Hong Lee, Sydney Park e Elisabeth Röhm. E o filme conta a história de uma adolescente que encontra uma caixa mágica que é capaz de conceder desejos, mas sempre alguém próximo irá morrer toda vez que ela o faz.

Sinopse: A adolescente Claire (Joey King) descobre uma caixa mágica, que lhe concede sete desejos. Claire acaba fazendo apenas desejos pessoais e coisas ruins começam a acontecer. Com isso ela descobre que dentro da caixa vive uma entidade malvada, que pode estar causando esses acontecimentos terríveis.


Como filme de terror, o filme peca em inúmeros aspectos, porém, fica claro logo no começo que a projeção irá seguir uma linha narrativa enxuta direcionada aos adolescentes. A história em si é bem interessante e tinha um potencial bem maior no que diz respeito às cenas de morte. E foi exatamente nessas cenas que o filme mais deixou a desejar, pois em muitas delas não sabemos exatamente como que a vítima morre, por que simplesmente a câmera corta a cena no momento crucial. Por isso que muitas pessoas criticaram esta produção de modo negativo, pois prometeram um terror e nos momentos em que deveria haver o impacto necessário para o gênero não fizeram.

O filme ainda consegue criar um clima de suspense razoável, mas em contrapartida a burrice da personagem principal faz com que isso não seja aproveitado da melhor maneira. Como já é bem frequente em filmes de terror, os personagens fazem questão de deixar o espectador enfurecido, nesse caso, a protagonista Clare usa a caixa para pedir desejos egoístas, e como ela era uma garota que sofria preconceito na escola por ser antissocial, era de se esperar que seus desejos sejam condizentes para resolver a sua situação, mas o problema não foi isso.


Quando ela descobre que cada desejo trazia uma trágica consequência, ela não da a mínima, ignora completamente esse fato. Exceto quando uma das tragédias a afeta de maneira tão forte que a única saída que ela tinha era se livrar da caixa, mas isso ela também não faz. Pareceu que ela estava viciada naquilo, mesmo estando ciente das consequências. E em vista disso, o final previsível foi o que me fez dar um crédito a mais para o filme. Joey King é uma atriz talentosa que ficou muito conhecida após o filme Invocação do Mal, e aqui ela já crescida ainda segura as pontas mesmo que seu desempenho não tenha sido dos melhores.

7 Desejos é um filme que não se deve assistir com grandes expectativas para o terror ou suspense. Visto que nisso, seu conteúdo é limitado e pequeno. Inclusive houve cenas me lembraram dos filmes da franquia Premonição, e algumas delas pareciam que iam ser idênticas, mas felizmente tomaram outro rumo apesar da semelhança altamente clara. De maneira resumida: 7 Desejos é nada mais do que um passatempo, sem nada de extraordinário, mas também não é um filme horrível. Como dito antes, seu conteúdo é bacana e que embora tenha sido mal aproveitado, é ele que nos motiva a assistir até o final. 

NOTA: 5,5/10

Veja o trailer no vídeo abaixo:

domingo, 29 de abril de 2018

JUMANJI


Um dos grandes clássicos da tão querida e nostálgica Sessão da Tarde dos anos 90 é sem dúvida o filme Jumanji lançado em 1995 do diretor Joe Johnston. O filme que recebeu uma sequência recentemente que irei assistir ainda essa semana e que contém a história do jogo de tabuleiro considerado maldito. Apesar de o tema ser um pouco sombrio, o Jumanji dos anos 90 é divertido, leve, fantasioso e para todas as idades. Seu elenco conta com as participações de Robin Williams, Bonnie Hunt, Kirsten Dunst, Bradley Pierce e Jonathan Hyde.

O filme vai contar sobre um jogo chamado Jumanji que havia sido enterrado em um baú e cem anos depois o filho de um empresário encontra. Ao perceber que se tratava de um jogo, ele joga com sua amiga, e ele é penalizado a ficar na floresta até que alguém tire cinco ou oito. Só que na jogada seguinte, sua amiga é atacada por morcegos e o jogo é interrompido, porém, o garoto é sugado para dentro do Jumanji até que alguém venha e continue de onde parou. E isso dura vinte e seis anos, onde duas crianças começam a jogar e uma acaba libertando-o, mas para deixar tudo como antes, eles precisam terminar o jogo e nesse tempo eles enfrentam diversos perigos causados pelo jogo que varia entre ataques de animais selvagens, mudanças de ambiente e um soldado que persegue Alan.


Sim, é um filme bem fantasioso, repleto de cenas sombrias onde o tabuleiro em si é o vilão da história. O homem que foi libertado depois de vinte e seis anos é Alan Parrish (Robin Williams), as duas crianças que o libertaram são Judy (Kirsten Dunst) e Peter (Bradley Pierce), que também estão inseridos no jogo começado há muitos anos atrás, e para continuar eles precisam encontrar Sarah (Bonnie Hunt) que havia ficado traumatizada depois de Alan ter sido sugado pelo tabuleiro.

O filme caminha nessa aventura, onde esses quatro personagens procuram uma maneira de encerrar o jogo, mas a cada rodada parecia que suas dificuldades iam piorando e ficando cada vez mais difíceis. O que eu achei legal mesmo foi a sintonia entre os personagens, cada atuação é elogiável e sem dúvida é o que mais deixa o filme divertido. A ideia do filme é também algo bacana, inovadora, sombria e para uma época como nos anos 90, já dar para imaginar o tamanho do sucesso que teve, sejam em crianças ou adultos. Os efeitos especiais também merecem destaque, pois foram muito bem feitos e trabalhados cuidadosamente.


Porém, o filme tem sim as suas falhas, a principal delas em minha opinião é a queda de ritmo que tem a partir da metade do filme. E também o inicio que é dividido em três partes, uma coisa desnecessária, pois um prólogo apenas dava para resumir a quantidade de eventos que o roteiro exigia que mostrasse. Robin Williams (1951-2014) foi um ator consagrado e é justo admitir que sua participação em Jumanji foi que o tornou um filme de sucesso e admirado por fãs. Claro que as demais participações, principalmente das crianças têm os seus méritos, pois o elenco principal é forte e talentoso.

Jumanji pode não ter o mesmo efeito nos dias de hoje como teve em sua época, mas considerando a mesma, é fácil ver como o clima fantasioso e sombrio predomina em um filme de aventura, que é deveras direcionado ao público infantil. Não sei se a sequência deste, intitulada Jumanji: Bem-Vindo à Selva terá algo que me satisfaça, sei que há pessoas que não gostaram como também há aqueles que gostaram, mas enfim, tenho que ter minha própria experiência e após isso escreverei uma resenha para ele. 

NOTA: 8/10

Veja o trailer de Jumanji no vídeo abaixo: